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A Consagração de Maria

Tempo de leitura: 5 min

Nós, católicos, sabemos que Maria é eternamente Virgem, Mãe de Deus. No entanto, nem sempre sabemos que ela assim o foi por ter feito uma especial, solene e inédita consagração a Ele ainda em tenra idade: com apenas três anos! Hoje, a Santa Mãe Igreja nos convida a celebrar este fato. Por isso, leia aqui a belíssima reflexão do padre Jean Croiset, nos levando a pensar em como foi sublime sua total entrega ainda tão jovem.

Leitura

A leitura de hoje está no Evangelho de São Lucas, capítulo 11, versículos 27 e 28:

“Enquanto ele assim falava, uma mulher levantou a voz do meio do povo e lhe disse: “Bem-aventurado o ventre que te trouxe, e os peitos que te amamentaram!”. Mas Jesus replicou: “Antes bem-aventurados aqueles que ouvem a Palavra de Deus e a observam!”.”

Reflexão

SOBRE O MISTÉRIO DESTE DIA

PRIMEIRO PONTO — Considera as duas principais virtudes que transparecem na solene apresentação da Santíssima Virgem no templo: o ardor com que se consagra a Deus, bem como a perfeição com que se lhe dedica toda sem reserva. A Santíssima Virgem consagra-se a Deus em idade muito jovem, com apenas três anos. Nem a sua tenra idade, nem a fraqueza do corpo, nem a afeição aos pais a atrasam. Nada a embaraça, quando se trata de dar-se a Deus.

Tudo o que pode atrasar este sacrifício atrapalha sua felicidade e tortura seu coração.

Por certo que o teria feito no dia mesmo em que nasceu, se sua piedade, seu amor de Deus e a sua própria razão não aguardassem a ordem da natureza, e não tivessem desejado acomodar-se às leis. Havia três longos anos que esperava ansiosa por este dia. Cada hora, cada momento parecia-lhe um século, pelo desejo que tinha de se ver solenemente consagrada ao serviço de seu Criador.

Quando veniam, dizia ela sem cessar com o profeta, quando veniam, et apparebo ante faciem Dei?

A criança que amava a Deus

“Quando virá o momento em que aparecerei no templo para fazer uma profissão pública e solene de minha consagração ao serviço de Deus? Momento feliz em que, solta dos laços de minha primeira infância, aparecerei na presença do Senhor em seu santo tabernáculo! Porém, quão afastado me pareceis ainda…” Assim diria a Virgem, todo dia de sua vida.

E quanto a nós? Terá sido igual o ardor, semelhante o entusiasmo, a mesma prontidão, quando se trata de nos darmos a Deus? Deveríamos ter começado a amar a Deus assim que começamos a conhecê-lo. A primeira idade de nossa razão, de nossa vontade e liberdade, era-lhe devida por justiça; mas será que ao menos lhe demos o que veio depois?

Começamos de pronto a amar Deus e a servi-Lo? Contamos facilmente os anos, os dias que vivemos… mas contaremos muitos que foram passados ao serviço de Deus? Para falar a verdade, será que Deus contará em Suas mãos muitos dias santificados por uma piedade sincera e constante? As pessoas religiosas não esquecem nunca os anos que têm de religião; serão outros tantos anos santos?

Serão as almas realmente boas?

Que desgraça para essas almas privilegiadas se seus dias são vazios! E se, depois de terem aparecido aos olhos dos homens como pessoas ricas em bens espirituais, à última hora não tiverem nada em mãos? Maria, toda de Deus, toda inflamada no amor de Deus desde o primeiro instante de vida, faz no templo profissão pública de sua consagração a Deus.

Ela tinha apenas três anos, e nesta idade dedicou-se ao serviço de Deus por toda a vida. É uma grande lição, um brilhante exemplo que nos dá: será que temos aproveitado os nossos anos? Qual é a data de nossa conversão? Ai! tarde Vos amei, ó beleza tão antiga e tão nova, tarde Vos amei!

Quantos anos passei sem Vos amar, e quantas pessoas tocam no termo de sua carreira sem terem ainda começado a Vos amar!

A entrega total da Virgem

SEGUNDO PONTO — Considera que a Santíssima Virgem não só se consagra, se dá a Deus bem cedo, mas que dá tudo, não sabendo o que é se poupar ou se reservar. Quando se trata de se dar a Deus, rompe todos os laços que a ligam a seus pais, por mais fortes que sejam. Deus é tudo para ela.

Renuncia a tudo o que possui, porque o Senhor será doravante sua partilha. Renuncia à sua própria liberdade para não ter outro querer senão o de Deus, única regra de sua conduta. Abre mão a todo tipo de prazer por amor d’Aquele que é todas as suas delícias.

E nós, porventura, imitamos esta liberalidade de Maria? Damo-nos a Deus por inteiro, como ela? Não reservamos nada, quando nos parece que estamos mais entregues a Deus?

As pessoas religiosas têm a vantagem de serem dedicadas a Deus, a maioria deles ainda naqueles verdes anos. Como a Santíssima Virgem, quebraram os laços que as prendiam a seus pais; mas será que não formaram outros? Todas renunciaram a seus bens por ocasião dos votos. Mas será que não reservaram nada para si desse sacrifício? Renunciaram para sempre a sua liberdade ao entrarem na religião. Mas não farão a própria vontade em seus destino? Será que sempre estarão no lugar que Deus os quer? Será que suas atividades não serão as de sua escolha? Acaso não colocarão a mão nos cargos e destinos que o superior os confere?

A diligência dos consagrados

Renuncia-se, é verdade, a todo o prazer ao entrar na religião. Toma-se a cruz, e obriga-se a viver a vida mortificada. Mas esta mortificação formará o caráter das pessoas religiosas?

O amor próprio não reclamará seus antigos direitos, e nada se lhe concederá contra o dever e a consciência? A imortificação e a sensualidade serão desconhecidas de a todas as pessoas religiosas? As paixões não encontrarão asilo no claustro? De que servirá a essas almas covardes e infiéis, a esses religiosos tíbios e imperfeitos, o ter dado um brilhante, terem-se consagrado ao Senhor com tanto brio, se sua vida desmente sua profissão, e se Deus encontra tantas reservas e tantos furtos em seus sacrifícios?

Pois será caso, Senhor, que todas estas reflexões tão verdadeiras, tão justas, tão concludentes, e que nos interessam tanto, não concluam nada? E que, depois de termos sido forçados a confessar, não nos temos dado a vós, ó meu Deus, senão tarde e mal, de uma maneira até indigna, não nos tornemos melhores, mais devotos e mais fervorosos? Virgem santa, em quem, depois de Deus, ponho toda a minha confiança, afastai para longe de mim esta desgraça, e fazei que vosso exemplo, acompanhado de vossa poderosa proteção, me faça ser tal como devo ser.

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