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EU QUERO O MEU

A dedicação do Ano a Cristo

Tempo de leitura: 5 min

Para que bem vivamos este novo ano que se inicia, é crucial que o entreguemos a Jesus Cristo. Ele é nosso Deus e nosso guia; com Ele devemos sempre caminhar.

Imagine que loucura não dedicar a Cristo o novo ano! Ele, que é o Rei de nossas vidas, deve receber também em Suas mãos todas as veredas que havemos de armar.

Leitura

A leitura de hoje está no Evangelho segundo São Mateus, capítulo 23, versículos de 34 a 39:

Naquele tempo, disse Jesus aos escribas e fariseus: “Vede, eu vos envio profetas, sábios, doutores. Matareis e crucificareis uns e açoitareis outros nas vossas sinagogas. Eu os perseguireis de cidade em cidade, para que caia sobre vós todos o sangue inocente derramado sobre a terra, desde o sangue de Abel, o justo, até o sangue de Zacarias, filho de Baraquias, a quem matastes entre o templo e o altar.

Em verdade vos digo: todos esses crimes pesam sobre esta raça. Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes eu quis reunir teus fi­lhos, como a galinha reúne seus pinti­nhos debaixo de suas asas… e tu não quiseste! Pois bem, a vossa casa vos é deixada deserta. Porque eu vos digo: já não me vereis de hoje em diante, até que digais: Bendito seja aquele que vem em nome do Senhor.””

Reflexão

SOBRE A RENOVAÇÃO DO ANO

PRIMEIRO PONTO — Considera quantos não são os que começam este novo ano com perfeita saúde, na flor da idade, e, todavia, não lhe hão de ver o fim. 

Nenhum dos que pereceram no ano há pouco extinto deixava de acarinhar esperanças de ainda viver hoje. Quantas pessoas conhecemos nós que pensavam morrer no ano em que morreram? Deus conta os nossos dias por modo muito diferente do que nós contamos. Colheu-os a morte inesperadamente, a morte que a ninguém manda aviso de sua vinda. Afanam-se hoje em conseguir um emprego, em edificar uma casa, em desfrutar uma herança, muito que dentro de oito ou dez meses não terão mais do que uma mortalha, um caixão e uma sepultura. Oh, meu Deus! Quão dignos de compaixão, quão desditosos aqueles que unicamente se apascentam de quimeras!

O ano quiçá derradeiro

Quantos desses que hoje são saudados com os cumprimentos de “Feliz Ano Novo” não estarão, acaso, na véspera de sua morte? Evoquemos à memória todos os nossos conhecidos que faleceram no ano precedente. Ah! Também eles receberam os mesmos cumprimentos; também receberam as mesmas saudações. E, contudo, de que lhes serviram? As que nós hoje recebemos, quem sabe se não serão mais eficazes… Não há ano bom se não é ano santo; não há dias bons se são dias vazios de merecimentos para alcançarmos o céu. Que vantagem é viver muito se não se vive melhor?

Comparemos a nossa vida com as dos santos; ponhamos a frente do nosso viver mundano, mole, tumultuoso, suas austeridades, seu fervor, seus trabalhos, seu retiro, e concluamos que, por termos as mesmas obrigações, tendo o mesmo Evangelho, lograremos também a mesma sorte. Mas, ah! E poderemos raciocinar assim, a menos que não se transtorne de todo o entendimento e a razão?

Há muitos anos já que estamos fazendo grandes projetos de nos convertermos; porém qual não será a nossa desgraça se morremos sem os realizar, sem ter feito aquela confissão, aquela restituição, aquela reforma? É muito necessário que entre a penitência e a morte haja algum intervalo, algum espaço de tempo. E se este ano não é o da minha conversão, que motivo posso ter para esperar que me converterei no ano que vem? Poucos morreram no ano passado que não pensassem, alguma vez, em se converter no atual. Ah, e quem sabe se outro tanto se poderá dizer de mim, no que se lhe há de seguir!

O momento da conversão

Não, meu Deus, não servirei de matéria de compaixão e de meditação aos que me sobreviverem. Cheio de confiança nas vossas misericórdias, e com o auxílio de vossa graça, pretendo que este segundo dia do ano seja o primeiro da minha conversão.

SEGUNDO PONTO — Considera que o entrar em um novo ano é uma graça muito especial; porém o abusar desse benefício equivale a uma grande desventura. E maior será o arrependimento, quando se previram as funestas consequências de uma tal desdita, e se compreende bem de quanta importância é não abusar dessa graça. 

Se, no momento em que tenho de comparecer diante do tribunal de Deus, me restituíssem ao estado em que me encontro agora; se me concedessem, então, outro ano para cuidar do negócio de minha salvação, ó meu Deus, que milagre! Tenho hoje em minha mão todas as vantagens que poderia esperar de tal prodígio; por que não as aproveitarei?

A certeza de um fim

É indubitável que começarei um ano cujo fim não hei de ver. Quem me pode afiançar que não é este em que entrei aquele ano crítico que há de decidir minha sorte eterna? E se o for, estou bem prevenido? E se não o estou, em que baseio minha serenidade? Agirei com prudência arriscando tudo? Poderei negligenciar um negócio de tanta importância? Deus me concede hoje ensejo de aplacar sua ira; será prudência adiar essa reconciliação para outro tempo?

Jerusalém, Jerusalém, quantas vezes eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo de suas asas… e tu não quiseste! Ó meu Deus, quem terá valos para sofrer, na hora da morte, uma repreensão tão vergonhosa e tão justa?

Quantos anos não te concedi eu, diz o Senhor, para que trabalhasses no negócio de tua salvação? Quantas vezes, no decurso desses anos, te quis converter pôr-te ao abrigo dos rigores de minha justiça? E tu não o quiseste: Et noluisti. Quantas vezes instei contigo para que reformasses teus costumes e, abraçando o partido da devoção, mudasses de vida? Essas inspirações secretas, esses espantos interiores, esses vivos remordimentos de uma consciência justamente sobressaltada eram vozes minhas, e tu não lhes quisestes dar ouvidos: Et noluisti. Portanto, ecce relinquitur domus vestra deserta – eis que essa tua casa, esse corpo que serviu de habitação a tão ingrata alma, ficará deserta. Ecce sto ad ostium et pulso (Ap 3).

A busca por Cristo

Dez anos, vinte anos, trinta anos há que estou chamando inutilmente à porta do teu coração, e não tens querido abrir-me; pois vê que me retiro, e que estás em vésperas de te perderes para sempre.

Como, Senhor! Será possível que a graça de me concederdes alguns dias mais só há de servir para me tornar maior a desventura, pela perseverança na iniquidade, e, não obstante, adiarei para outro ano minha conversão? Não, meu Deus, não quero fazer mais resistência a vossa graça. Concedei-me este ano somente para que me converta; quero, pois, converter-me sem prorrogação, sem reserva. Acabai a obra que haveis começado, ó Pai das misericórdias infinitas. Não quero adiar nem um só momento o abandonar-me inteiramente a Vós.

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