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EU QUERO O MEU

A Festa de São João da Cruz

Tempo de leitura: 7 min

No dia de hoje, a Santa Mãe Igreja nos convida a rememorar este glorioso luminar de santidade da nossa história. Doutor da Igreja, místico e reformador da Ordem Carmelita, este Santo nos traz um fortíssimo chamado ao ascetismo e à perfeita busca por Jesus Cristo Nosso Senhor.

Leia aqui, portanto, a reflexão do Evangelho para este tão belo dia, conforme descrita pelo padre Jean Croiset na sua obra O Ano Cristão!

Leitura

A leitura para hoje está no Evangelho de São Mateus, capítulo 10, versículos de 34 a 42:

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Não julgueis que vim trazer a paz à terra. Vim trazer não a paz, mas a espada. Eu vim trazer a divisão entre o filho e o pai, entre a filha e a mãe, entre a nora e a sogra, e os inimigos do homem serão as pessoas de sua própria casa.

Quem ama seu pai ou sua mãe mais que a mim não é digno de mim. Quem ama seu filho mais que a mim não é digno de mim. Quem não toma a sua cruz e não me segue não é digno de mim. Aquele que tentar salvar a sua vida irá perdê-la. Aquele que a perder, por minha causa, irá reencontrá-la. Quem vos recebe, a mim recebe. E quem me recebe recebe aquele que me enviou. Aquele que recebe um profeta, na qualidade de profeta, receberá uma recompensa de profeta. Aquele que recebe um justo, na qualidade de justo, receberá uma recompensa de justo. Todo aquele que der ainda que seja somente um copo de água fresca a um destes pequeninos, porque é meu discípulo, em verdade eu vos digo: não perderá sua recompensa.

Reflexão

QUE TUDO SE DEVE ABANDONAR E SACRIFICAR POR DEUS

PRIMEIRO PONTO — Considera que, estado todos nós indispensavelmente obrigados a amar a Deus com todo o nosso coração e com todas as nossas forças, e é, sem exceção nem reserva, por isso mesmo que devemos estar prontos a tudo abandonar e a tudo sacrificar para Lhe obedecer e agradar-Lhe. Esta obrigação é consequência forçada do primeiro mandamento de Sua Santa Lei.

Se estamos apegados às criaturas, é unicamente por vício do coração: o amor e a complacência são os laços que nos aprisionam; o que tiver menos laços, mais livre estará. Custa pouco sacrificar aquilo que se ama pouco.

Aquele, pois, que ama a Deus de todo o coração, se é verdade que O ama com todas as suas forças, não lhe custará muito sacrificar-Lhe as criaturas, estando tão pouco apegado a elas.

A Deus tudo pertence

Nem nos sacrifícios nem na renúncia dos gostos do mundo há outra dificuldade nem outra dor que a dos laços que necessário romper. O amor de Deus abrasa, reduz a cinzas estes laços sem dor nem resistência. Tudo é fácil, tudo custa pouco ao que muito ama. E, por acaso, Deus merece este desapego, esses sacrifícios? Se perguntar isso causa dó. Afinal de contas, o que é que temos que não tenhamos recebido de Deus? Que possuímos que não seja Seu? Seus são esses bens que idolatramos. Nós somente os possuímos em depósito, ou quando muito, de aluguel.

Se temos talentos, Ele no-los deu, e para fazer negócio com eles, do que nos há de pedir estreita conta. Concedeu-nos a administração e o usufruto por tempo limitado. O empréstimo é por poucos dias, de modo que, a rigor, não passamos de meros arrendatários do Pai de Famílias. Que maior extravagância! Que maior devaneio de coração e entendimento! Que maior loucura que não querermos desprender deles o coração, se o dono nos pede o que é seu!

Admiramos a bondade do nosso Deus, para que Lhe ofereçamos como dom gratuito aquilo mesmo que de justiça Lhe devemos. Queres que seja meritório aquilo mesmo que é de nossa obrigação. Queres admitir como oferenda aquilo que é dívida; por que, em verdade, que coisa Lhe podemos dar ou sacrificar que seja nosso? Se Deus premia em nós alguma coisa, é aquilo mesmo que nos dá. Que indignidade, pois, Senhor, que injustiça será o não restituir-Vos o que nos concedeis, senão com pena e com repugnância!

A quem pertencem os nosso pertences?

Que vergonha é que sejam necessários infinitos discursos, preceitos expressos, e ainda grandes ameaças para nos obrigar a fazer-Vos um sacrifício daquilo que um imprevisto qualquer nos pode tirar! Que vergonha, ou, para melhor dizer, que irreligião recusarmos dar algo por Seu amor! Por Seu amor! Recusarmos dar-Lhe uma pequena esmola de nossos bens!

E, depois disto, admiramo-nos de que essas casas tão opulentas se desfaçam; de que essas imensas riquezas não cheguem ou não passem da terceira geração, de que os piratas e os naufrágios sorvam em meia hora o que foi feito em dez anos. De que um infiel devedor se nos vá com os crescidos cabedais, depois de termos recusado a Deus uma moderada parte deles.

O pagamento pelo sacrifício

SEGUNDO PONTO — Considera que não só é justiça, mas também interessante para nós o deixar tudo por Deus, ou pelo menos estarmos em verdadeira disposição de sacrificar-Lhe tudo sempre que no-lo pedir. Se Deus nos pede alguma coisa, é para nos dar mais: nada Lhe damos, que Ele não nos pague prontamente.

“O que, por mim ou por meu Evangelho, deixar a casa, os irmãos, as irmãs, o pai, a mãe, seus filhos e seus bens, receberá neste mundo o cêntuplo, e depois a vida eterna”. E porque este cêntuplo poderia se confundir com a vida, quis o divino Salvar explicar e dar a entender que não difere até lá o prêmio daqueles que O sirvam com generosidade. Desde logo, nesta mesma vida, recompensa nossos pequenos sacrifícios: nenhuma boa obra, por menor que seja, passa sem salário.

O céu é dado no fim do dia, mas o cêntuplo no decurso da jornada. No final do dia, não se faz caso, sem é posto em conta o cêntuplo.

O benefício dos leigos

Contudo, não se pense que só as pessoas religiosas recebem prontamente este cêntuplo, só porque efetivamente renunciaram a tudo que tinham. Recebem-no também aquelas mesmas pessoas que se veem por seu estado obrigadas a conservar o uso de seus bens temporais, se ao mesmo tempo os sacrificarem a Deus por um perfeito desapego e uma sincera renúncia do coração. Quando um coração está desprendido de tudo, Deus cuida de tudo por ele, e seu desapego afetuoso equivale ao sacrifício.

A estes, pois, Deus promete também vida eterna no fim da jornada, e o cêntuplo enquanto a vida durar. Daqui nascem aquelas bênçãos espirituais e até mesmo temporais que Deus derrama sobre a casa dos bons. Daqui aqueles inesperados recursos que tanto os alentam. Surgem, então, prosperidades inesperadas nas famílias, que são fruto da religião e da piedade dos pais. Meu Deus! Quantos mistérios a morte nos descobrirá!

A preocupação com a perda

Dirás que não experimentas este cêntuplo. Contudo, te perguntarei se já fizeste estes grandes sacrifícios; se dás de boa vontade o que tens; acaso abres mão, sem dor alguma, daquilo que possuis? Porventura tu não suspiras nuncas pelo que deixaste no Egito? Essa tua avareza, esse teu espírito cobiçoso, teu imenso desejo de ganhar; essa desconsolação, esse desespero nas perdas, essas tuas restituições atrasadas apesar dos remorsos, esses salários que há tempos estás disputando, essa dificuldade em dar esmola… Tudo isso provará um grande desapego? Que estamos dispostos a fazer grandes sacrifícios? O coração está preso; multiplicam-se as suas correntes todo dia, e, depois, nos queixamos de não recebermos o cêntuplo!

Meu Deus, quando poderei eu dizer com o Apóstolo: Ecce nos relinquimos omnia. Eis aqui, Senhor, que tudo deixei por Vós. Quando me aproveitarei do exemplo que nisto me dão os santos? Esperarei porventura por que a morte me despoje de tudo para Vos dizer então que Vos quero seguir? Não, divino Salvador meu, em tal caso seriam inúteis a dor e o arrependimento. Não quero ter apegado meu coração a nada que foi criado: tudo quero deixar para Vos seguir, sem esperar que venha a morte quebrar os laços da minha vontade.

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Com isso, o leigo pode enfim entender aquilo que Cristo nos disse ao ordenar que abandonássemos a tudo quanto temos em prol Dele. Contudo, cumpre ressaltar: esta é apenas uma das mais de 300 reflexões que o Padre Jean nos traz em sua obra.

Para poder ter em mãos mais conteúdos tão bons, espirituais e nobres, acesse o site da campanha e garanta já a sua edição do Ano Cristão! Nesta primeira parte de nossa campanha, você receberá os três primeiros tomos. Referentes aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, eles serão de indispensável auxílio para a formação da alma e para a educação espiritual de todo seguidor de Cristo!

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