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EU QUERO O MEU

A humilhante Encarnação de Deus

Tempo de leitura: 4 min

Neste Quarto Domingo do Advento, o Padre Jean Croiset nos leva a uma profunda reflexão sobre a encarnação: Deus se fez Homem numa pequena manjedoura, e nós ainda assim somos egoístas e mesquinhos em nossas ações.

Que absurdo que é o pensamento humano. Quão deplorável é a vida do ímpio!

Leitura

A leitura de hoje está no Evangelho segundo São Lucas, capítulo 6, versículos de 17 a 23:

Naquele tempo, descendo [Jesus de uma montanha com seus discípulos], parou numa planície. Aí se achava um grande número de seus discípulos e uma grande multidão de pessoas vindas da Judeia, de Jerusalém, da região marítima, de Tiro e Sidônia, que tinham vindo para ouvi-lo e serem curadas de suas en­fermidades. E os que eram atormentados dos espíritos imundos ficavam livres. Todo o povo procurava tocá-lo, pois saía dele uma força que os curava a todos. Então, ele ergueu os olhos para os seus discípulos e disse: “Bem-aventurados vós que sois pobres, porque vosso é o Reino de Deus! Bem-aventurados vós que agora tendes fome, porque sereis fartos! Bem-aventurados vós que agora chorais, porque vos alegrareis! Bem-aventurados sereis quando os homens vos odiarem, vos expulsarem, vos ultrajarem, e quando repelirem o vosso nome como infa­me por causa do Filho do Homem! Alegrai-vos naquele dia e exultai, porque grande é o vosso galardão no céu.

Reflexão

DO ESTADO HUMILHANTE DE JESUS MENINO

PRIMEIRO PONTO — Considera que, por mais incompreensível que seja ao espírito humano o mistério da Encarnação do Verbo, pode-se dizer que nada espanta, certamente nada assombra mais do que o estado humilde em que o Verbo Encarnado quis nascer. Portanto o espírito perde-se neste abismo profundo das humilhações do Salvador do mundo. Um Deus, esse ser soberano, infinito, onipotente, que do nada tirou, por um só ato de Sua vontade, todas as criaturas, e diante de quem os reis, os príncipes, os grandes da terra, todo o universo, junto não é nada: esse Deus fez-se menino no seio de uma Virgem.

A maravilha é assombrosa, ou seja: sem sombra de dúvidas; mas tendo resolvido fazer-se homem, que mãe mais digna do que uma virgem? E que virgem mais digna do que Maria? Que lugar mais puro, mais santo, menos indigno de um Deus-Homem, do que a mais santa, a mais imaculada, a mais perfeita de todas as criaturas? Esta arca misteriosa do Novo Testamento, que Ele mesmo ornada e enriquecera das mais raras virtudes e de todos os dons preciosos da graça e da natureza.

O Rei se senta na manjedoura

Eis no entanto o local que o Salvador, o Senhor Soberano do Universo, a Sabedoria encerrada, preferiu a todo o brilho e a toda a magnificência humana. Bastava-Lhe um aceno para poder nascer no mais soberbo palácio; Ele é o Senhor e distribuidor das condições: não teria sido menos Salvador se nascesse em um trono. Enquanto isso esta conduta de Jesus confunde toda a pretensa sabedoria humana!

Orgulho humano, ainda não te curvas diante do exemplo de um Deus Menino, nascido no lugar mais vil, no estado mais humilhante, no desprezo e na obscuridade de Seu estábulo? Oh! Quão pouco conhecemos o mérito de uma vida obscura! Oh! Como conhecemos mal o preço da humildade!

SEGUNDO PONTO — Considera que para bem fazemos corte a Jesus Cristo e para sermos benevolamente acolhidos, é preciso que a humildade de coração faça, por assim dizer, nosso caráter, que pelo menos seja um dos nossos mais belos ornamentos. É ela que brilha no Salvador; Ele o escolheu como remédio heroico e contraveneno do orgulho dos anjos malditos e do primeiro homem decaído de seu feliz estado de inocência.

O orgulho do homem

Tendo sido o orgulho o primeiro pecado e a funesta origem de todos os outros, o Salvador preferiu a humildade a todas as outras condições, que bastava uma palavra Sua para escolher. Eis porque escolheu uma Mãe, na verdade de sangue real, mas pobre e de condição obscura.

É por isso que recusam por toda a parte recebê-lo por toda a parte recebê-lo e que o tratam com desprezo, como coisa sem valor.

Portanto um vil estábulo é o Seu palácio; o presépio dos animais Seu berço, e pobres pastores os primeiros a quem revela Seu nascimento. Será possível que, acreditando nestes grandes mistérios de humilhação, o orgulho ainda seja a nossa paixão dominante? Em que homem, em que condição não reina a vaidade? Que estado tão obscuro, tão santo mesmo, onde o orgulho não entre? Esconde-se até debaixo dos mais vis farrapos; penetra no claustro e no deserto.

Ah! Meu Salvador e meu Deus! Quanto me humilha o orgulho quando Vos contemplo no lugar de Vosso nascimento e no de Vossa morte! Como me atreveria eu a aparecer na Vossa presença com o coração inchado pelo orgulho e em disposições tão contrárias às vossas? É a vós, Senhor, que toca fazer o milagre. Curai minha alma do orgulho; inspirai-lhe vossos sentimentos de humildade; fazei-me humilde, a fim de que no fausto dia de Vosso Natal eu pareça agradável a Vossos divinos olhos.

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