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A importância de imitar os santos

Nós, católicos, desde o princípio de nossa história sentimos que devemos imitar os membros da Igreja Triunfante. O próprio Apóstolo São Paulo nos instrui a que busquemos imitá-lo, enquanto que ele mesmo imitou ao Cristo; desta forma, imitando um comum, homem que viveu e sofreu tal qual nós, que enfrentou os mesmos demônios e sofreu as mesmas desolações, poderemos nos aproximar de Nosso Senhor. Pensando nisso, trouxemos a meditação do Padre Jean Croiset para a Oitava de Todos os Santos, escrita na obra Ano Cristão!

Meditação

PRIMEIRO PONTO — Considera que os santos não são somente objetos de nossa veneração, mas sim que a Santa Igreja os propõe aos fiéis como modelos que eles devem imitar, como exemplos vivos que devem seguir.

Não ignoramos qual tem sido a vida dos santos, quais seus sentimentos, que pureza de coração, que conformidade entre seus costumes e sua fé, que piedade, que mortificação, que perseverança tem sido a sua. Sempre em guarda contra os menores movimentos do coração e das paixões, sempre mais sequiosos da justiça, eles faziam da perfeição evangélica o exclusivo objeto de sua ambição, e da vida de Jesus seu único modelo.

Banidos voluntariamente de todas as reuniões dissipadas, que honestos divertimentos não se proibiam, com receio de dar tréguas a inimigos que tinham sempre a combater e a vencer! Austeros até nas indispensáveis necessidades da vida, queixavam-se unicamente de serem muito imortificados. Uma modéstia insinuante era o único atavio dessas damas cristãs, que serão eterna, mas inutilmente, objeto de inveja para aquelas que não tiverem imitado a sua virtude.

O sacrifício de si mesmo

Aparecer nos espetáculos profanos teria sido confundir-se com os pagãos e afrontar o santo nome dos cristãos. Que reserva, Senhor! Para tudo aquilo que poderia alterar a caridade, que delicadeza em tudo aquilo que poderia ferir a inocência! Só tinham gosto pelas cruzes; eles não pensavam que pudesse haver sobre a terra outras delícias para um cristão. O pensamento da eternidade ocupava-os o tempo todo.

Eles não podiam, por isso, compreender que um coração feito para Deus, capaz de O amor, instruído do preceito particular e da obrigação por tantos títulos que tem de amar a Deus, pudesse afeiçoar-se a um objeto criado e contentar-se destes bens aparentes que passam com a vida. O pensamento de uma eternidade infeliz para os réprobos, e a de uma ventura eterna para os justos, estava sempre presente a seu espírito. Daí esse desgosto do mundo e de suas máximas. Assim surge aí esse ódio implacável a seu próprio corpo. Por fim, eles se dedicam a essas espantosas austeridades e a esse atrativo irresistível pela solidão. Eis aqui como e quais têm sido os santos.

Admiramos o que eles fizeram; mas, para serem santos, deveriam fazer menos? Maravilha seria se, tendo feito o que nós fazemos, houvessem sido santos; e se, parecendo-nos tão pouco com eles, nós fôssemos santos como eles.

Quão mundanos somos

SEGUNDO PONTO — Considera quão diferentes somos destes grandes modelos. Que diferença de sentimentos, de costumes, de condutas! Que oposição entre a nossa vida e a sua, entre a marcha que seguimos e a que eles trilharam para a eterna bem-aventurança! Humildes, castos, modestos, devotos, pacientes, suaves, mortificados; e nós tão altivos, tão orgulhosos, indevotos, criminosos, impacientes, sensuais. Por acaso, nos reconheceremos como sendo irmão deles?

Acreditaria-se, vendo-nos de perto, que somos da mesma religião que os santos? Mas não teriam eles se enganado, seguindo uma moral tão contrária à nossa? Ah! Nós bem convencidos estamos de que, se tivessem seguido nossa moral, não teriam nunca sido santos.

Em boa fé, qual não teria sido nosso espanto, nossa surpresa, se lendo a história de alguns destes heróis cristãos, encontrássemos uma vida parecida com a nossa? A mesma vivacidade para os interesses e gostos, a mesma ambição, o mesmo aferro a todas as comodidades, os mesmos arrebatamentos, a mesma mundanidade, as mesmas fraquezas? Que pensaríamos, se descobríssemos que essas mulheres que nos apresentam como modelos de virtude, gastavam horas e horas se penteando, vivam na delicadeza e no regalo, e não deixavam de comparecer aos espetáculos profanos?

Que pensaríamos se essas pessoas religiosas que se nos propõem como objeto de nossa veneração, só faziam a vontade própria, tinham ido ao claustro para buscarem suas comodidades, e se dispersaram, como nós, da maior parte das regras? O que, por fim diríamos se esses pretendidos santos de toda a condição, sexo e idade, não tivessem trabalhado mais na própria salvação do que nós em nossa? Em boa fé, continuariam eles a ser objeto de nossa veneração e de nosso culto? E instruídos como somos acerca das verdades da nossa religião e das máximas evangélicas, poderíamos por acaso chamá-los santos?

A verdadeira santidade

Que santidade é esta, diríamos, que nos vem estadear em pessoas tão imperfeitas como nós! Não será isto destruir a ideia justa que fazemos da virtude cristã? Se fosse possível santificar-se em meio ao luxo e no prazer, seria preciso tirar-nos o Evangelho. Para que serviria, afinal, essa moral estreita, austera e gravosa, se é possível santificar-se e salvar-se com bem menos custo? Mas se depois da nossa morte se escrevesse a história da nossa vida, deparar-se-iam muitas pessoas que julgassem que nós somos do número dos santos? E queremos ser santos sem mudar de conduta!

Conta-se, ao que se diz, muito com a misericórdia de Deus: ninguém contou mais com ela do que os santos. Mas tal confiança, por acaso, os fez menos austeros ou os fez comuns, tal qual nós somos?

Fazei, Senhor, que estas reflexões tão justas e tão cheias de interesse não me sejam inúteis. Eu sinto o perigo em que estou; dai-me a graça de aproveitar do exemplo daqueles que devem servir-me de modelo.

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