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A importância de vencer o amor-próprio

Em nossa jornada em busca de Cristo, é mister que abandonemos a nós mesmos. No entanto, raríssimas vezes isso acontece: somos muito apegados, só atendemos a nós mesmos.

O padre Jean Croiset, por isso, escreveu uma belíssima exortação sobre o tema. Você pode lê-la abaixo:

Leitura

A leitura de hoje está no Evangelho segundo São Lucas, capítulo 14, versículos de 26 a 33:

Naquele tempo, disse Jesus às turbas: Se alguém vem a mim e se não me ama mais que seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele, dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar. Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz. Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.”

Reflexão

DO CAMINHO QUE NOS LEVA A JESUS CRISTO

PRIMEIRO PONTO — Considera que ninguém vai ao Pai senão por Jesus Cristo e que, para ir a Jesus Cristo, é preciso renunciar a si mesmo. É preciso aborrecer até a própria pessoa; levar a cruz, não arrastá-la. Esta via que nos leva a Cristo parece estreita, revolta as pessoas; no entanto, não existe nenhuma outra.

O Salvador mesmo se suplicou: Ele é a via, e todo outro caminho desorienta. No entanto, para seguir neste Caminho, precisamos jogar fora tudo aquilo que nos embarace: eis que este é muito estreito para que nele entremos com fardos e bagagens. Jesus Cristo nos diz que é preciso romper muitos laços para marchar até Ele: o amor absoluto aos parentes, a afeição demasiada a tudo que nos é especial, a renúncia a nós mesmos. Não há nada mais expressamente anunciado no Evangelho, nem mais frequentemente repetido, do que a necessidade de tudo largar por Ele.

O amor próprio pode até lutar contra algo tão categórico, mas que atenção devemos dar a ele? Há vinte e um séculos que o espírito e o coração se forçam para apelar àquela sentença. Mas, por acaso, existe tribunal superior ou ao menos igual àquele que assinou a sentença? Todas as heresias têm conspirado contra esta moral de Jesus Cristo; aquelas mesmas que mais têm gritado contra a relaxação, no fundo só têm tido em vista favorecer a cobiça e tirar os freios do amor próprio.

As ordens de Cristo

Quantas queixas, cada uma mais frívola que a outra, o mundo não já deu contra esta suposta severidade de Jesus Cristo! Que raciocínio, cada qual mais sofístico e fértil, para iludir a universalidade da lei, para imaginar e fazer acreditar que existe alguma dispensa! Contudo, a Lei é para todos: “Aquele que não leva a sua areia todos os dias, não pode ser um discípulo”. Os grandes homens do mundo, os nobres, os ricos, as mulheres de posses, não estarão também compreendidas nesta ordenança?

Que se nos mostre, se assim não é, outra moral para eles. E, se há dispensa nela que autorize sua vida de prazer, que os justifique vivendo de modo tão oposto àquele que Jesus Cristo promoveu; se as pessoas que levam vidas tão imortificadas, deliciosas, mundanas, se salvassem ao continuar assim, poderia-se dizer que se salvaram contra a palavra expressa de Jesus Cristo.

O amor próprio

SEGUNDO PONTO — Considera que, quando o Salvador disse que se deve aborrecer o pai, a mãe, a mulher, os filhos, as irmãos e os irmãos, Ele não fala desse ódio que gera a inimizade. Aquele que nos amanda amar a nossos maiores inimigos não poderia nos mandar odiar nossos próximos. Ele fala, na verdade, desse amor de preferência que devemos a Deus, de modo que, tendo em vista somente o agradar-Lhe, estejamos prontos a tudo sacrificar: parentes, amigos, a própria vida, antes de desagradar-Lhe.

São Tiago e São João deixam seu pai na barca para seguir a Cristo. Este divino Salvador não consente, mesmo àquela quem chamou, que vá enterrar seu pai. É para se conformarem a esta moral de Jesus Cristo que os santos têm abandonado a tudo, que de tudo têm se despojado para segui-lo, e tantas pessoas religiosas ainda fazem este sacrifício. Que desgraça para aqueles que, tendo lançado a mão ao arado, olham para trás! Essas pessoas que nutrem afeição a seus parentes até dentro do claustro; esses religiosos ou religiosas que buscam o espírito da carne e do sangue conseguirão, por acaso, obedecer este preceito, seguir esta moral?

Não pode haver discípulo de Jesus Cristo sem este desprendimento. A renúncia do amor próprio é uma necessidade indispensável, mas ela sequer está hoje em grande moda. Pelo contrário: cara um procura seus interesses. O amor próprio é o grande motor que move aqueles que parecem mais devotos: eles nem sempre são os maiores inimigos de si mesmos. Em tudo procuram a si mesmos, e, se se dizem seguidores de Cristo, é sempre em companhia do amor próprio.

A impiedade reinante

Não nos admiremos de que haja no mundo, às vezes até mesmo no estado religioso, tão pouca piedade e tão poucos discípulos verdadeiros. É preciso seguir a Jesus Cristo em tudo, e só se escuta a voz da carne e do sangue. É, por isso, necessário que se deteste a si mesmo, mortifique os sentidos e leve a cruz. E, por acaso, temos seguido esta moral?

Meu Deus, que conduta a nossa! Escutamos, recebemos as palavras de Jesus Cristo, mas não as tomamos para regra de nossos costumes; nossos costumes são sempre opostos à Sua doutrina, e vivemos em uma falsa segurança!

Reconheço, Senhor, sinto por Vossa misericórdia minhas ilusões e meu erro. Fazei, portanto, que tire proveito deste conhecimento, e que, convencido como estou da Verdade de Vossa doutrina e da santidade de Vossa moral, de agora em diante só ela seja a regra de meus costumes.

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