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A mãe que crê “contra toda esperança”

A infância da Virgem Santíssima! Parecia ser muito difícil escrever um livro de tamanho considerável e interessante sobre o assunto de quem há tão pouca coisa escrita nas Sagradas Escrituras. No entanto, a piedade, a teologia, o zelo e a inteligência, ao ler a tradição cristã, sabe fecundar abundantemente os preciosos brotos de notícias acerca da santa infância de Nossa Senhora, até fazê-los produzir preciosos frutos de sumo proveito para as almas espirituais. São João Eudes examina minuciosamente todos esses aspectos no livro A Infância admirável da Santíssima Mãe de Deus com solidez e excelência sobre os Doze Mistérios da existência da única criatura concebida sem pecado. 

É preciso dizer, primeiro, que a Virgem foi concebida milagrosamente e por virtude sobrenatural. É o que acreditam Santo Epifânio, São João Damasceno, São Gregório de Nissa, São Jerônimo e muitos outros santos doutores, porque Santa Ana era de idade avançada e não tinha tido filhos, passados os vinte anos de seu casamento com São Joaquim. Também é de concordância dos mesmos santos que Deus nos dá suas graças de um modo conforme e proporcional à qualidade e à dignidade do estado e da condição a que nos chama. “Por isso, tendo escolhido São Joaquim e Santa Ana para ser o pai e a mãe daquela que seria a Rainha de todos os santos, devemos estar convencidos de que os encheu de todos os dons e graças do mesmo Espírito Santo e de uma santidade extraordinária” explica-nos São João Eudes – e prossegue: 

 “Querendo o Pai das misericórdias dar-nos por meio deles aquela que, depois de Seu Filho, é o mais excelente modelo de toda perfeição, o mais alto trono de todas as virtudes e o mais rico tesouro de toda santidade, quem pode duvidar que àqueles que seriam a fonte e a origem de um mar imenso de graças não seriam adornados com todas as virtudes e perfeições imagináveis em altíssimo grau? Vede o vigor de sua fé e a firmeza de sua esperança. O pensamento de sua infertilidade deveria arrancar-lhes toda fé e toda esperança de ter filhos, mas pode-se dizer deles o que foi dito de seu pai Abraão: creram e esperaram ‘contra toda esperança’, o que os fez dignos de ser o pai e a mãe da Mãe do Salvador do mundo.” 

Se considerarmos, agora, ainda segundo São João Eudes, a abstinência de São Joaquim e de Santa Ana, encontraremos uma coisa extraordinária, só encontrada nos grandes santos. É o que São Germano, patriarca de Constantinopla, escreveu sobre eles, que para obter de Deus o filho que Lhe pendiam, jejuaram quarenta dias inteiros, o mesmo que Moisés e Elias. E São Gregório de Nissa diz que seu jejum era acompanhado por contínuas lágrimas.

“Ó feliz casal”, exclama São João Damasceno, falando a São Joaquim e Santa Ana, “todo o mundo está obrigado a vós, pois por vosso intermédio podemos oferecer ao Criador o dom mais excelente de todos os que pudermos imaginar, uma filha digna de ser a Mãe de Seu Filho único! Ó felizes Joaquim e Ana, que vivendo casta e santamente, produzistes o tesouro da virgindade! Ó mil vezes feliz Santa Ana, digna mãe da Mãe de Deus, que destes ao mundo uma filha cujo nascimento é honorabilíssimo e cujo parto é o restabelecimento do universo!”

Amemos a maneira como Deus quis agir, para a Sua obra de Salvação, em Santa Ana, doce mãe da Virgem Maria! 

In corde Iesu

Editorial Caritatem 

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