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EU QUERO O MEU

A necessidade de vigiar a nós mesmos

Tempo de leitura: 5 min

Nosso dever único nesta vida é, em verdade, agradar a Deus. E que alegria é que Ele se agrade só de saber que queremos agradá-Lo! Por isso, toda nossa luta diária deve ser dedicada à fuga do pecado.

E, no entanto, temos nós feito o que Jesus mandou para que fugíssemos do pecado? Temos nós vigiado e orado? Não. Conseguimos falhar em nosso único dever nesta terra.

Leia aqui sobre a necessidade de fugir da nossa própria iniquidade para que possamos chegar à santidade.

Leitura

A leitura de hoje está no Evangelho segundo São Lucas, capítulo 12, versículos de 35 a 40:

Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: Estejam cingidos os vossos lombos, e tende tochas acesas nas vossas mãos; semelhantes a homens que esperam ao seu senhor quando volta das bodas; para quando vier, e bater à porta, logo lha abram. Bem-aventurados aqueles servos que o Senhor, quando vier, achar vigiando. Em verdade vos digo, se cingirá e os fará pôr à mesa, e passando por entre eles os servirá. E se vier na segunda vigília, ou se vier na vigília terceira, e assim os achar, bem-aventurados são esses servos. Mas sabei isto, que se o pai de famílias soubesse a honra em que viria o ladrão, vigiaria sem dúvida, e não consentiria que fosse minada a sua casa. Vós pois estais preparados; porque na hora que não pensais, virá o Filho do Homem.  

Reflexão

Primeiro ponto – Considera que nenhuma coisa se ordena mais expressamente no Evangelho, nenhuma é mais indispensável, porém nenhuma é menos observada, que o velar incessantemente. 

Vivemos todos em meio dum país inimigo; a vida do homem é uma contínua guerra: tudo é tentação.

Os sentidos estão de acordo e têm secreta correspondência com o inimigo; as paixões não perdem ocasião de se amotinarem; em matéria de costumes a razão a cada passo se engana; o nosso próprio coração nos atraiçoa.

E contudo, cercados de tantos perigos, vivemos com toda a fleuma, sem desconfiar de nada. Que admiração, pois, que tantos pereçam miseravelmente?

A realidade em que vivemos

O ar do mundo é contagioso, e nós expomo-nos a ele sem preservativo algum. O inimigo da salvação dos homens, semelhante a um leão furioso, anda rugindo ao redor de nós espiando a conjuntura de nos despedaçar, sem que os seus rugidos nos despertem do letargo. Caminhamos com os olhos fechados pelo meio do precipício. Expomo-nos a mil combates, sem precaução e sem armas.

E admiramo-nos de que sejam tantos os que se condenam! Não é preciso ir buscar fora de nós mesmos as provas dessa verdade. É porventura com muito desvelo que cuidamos da nossa salvação? Até onde vai neste ponto a nossa vigilância? Conhecemos bem as forças e os artifícios do nosso inimigo? Estamos preparados para lhe resistir? Conhecemos bem os meios de o vencer?

Estes e não outros são os efeitos da vigilância cristã.

Aquelas almas covardes e descuidadas; aqueles cristãos frouxos e adormecidos experimentam em si tão preciosos efeitos? Porventura nesses festins do mundo, nessas reuniões da iniquidade reina a vigilância cristã? Como estranhas pois que seja tão limitado o número dos escolhidos?

Bem-aventurado o servo a quem vós, Senhor, achardes velando! Infeliz de mim, se me encontrais adormecido!

É inútil vigiar sem orar

Segundo ponto – Considera que a vigilância cristã deve ser acompanhada da oração. Esta consegue o auxílio do céu de que necessitamos para o combate; e a vigilância constitui-nos em estado de nos aproveitarmos vantajosamente desses auxílios.

Velai e orai, diz o Senhor, para que não caiais em tentação.

Orar sem velar é presumir da graça, lisonjeando-nos de vencer sem combater, e sem estar continuamente alertas contra o inimigo. 

Velar sem orar é presumir temerariamente das próprias forças, expondo-nos ao perigo com igual temeridade.

Toda a vida do cristão é, como já dissemos, uma contínua guerra; a vigilância e a oração devem ser o exercício de todos os dias. E temo-nos ocupado até aqui todos os dias neste exercício? 

Quem foi que povoou os desertos de tantos solitários ilustres?

A obrigação que têm todos os cristãos de orar e velar incessantemente. Aquelas grandes almas, aqueles heróis do cristianismo tinham acaso outras paixões que domar, outros perigos de que fugir, outros inimigos que vencer? Ah! Que a maior parte deles tinham cem vezes menos que combater do que nós! E todavia, como contínuo e incessante não foi o seu cuidado em orar e velar! E qual tem sido o nosso?

Devemos vigiar em nosso estado de vida

Eles viviam no deserto, nós, em meio do mundo corrompido e tentador, expostos a mil golpes: e estamos nele sem defesa! Que diferença de conduta! Como! Almas inocentes, de todas as idades, de todos os sexos, de todos os estados, encerradas numa estreita cela, sempre com as armas na mão, sempre de atalaia noite e dia, temem ser surpreendidas; e uns homens pela maior parte já combalidos, extremamente fracos, passam descuidosos os dias, entregues a todo gênero de divertimentos, à discrição dum inimigo sagaz e artificioso, que perpetuamente nos rodeia para nos perder! Confrontemos esta insensata tranquilidade com a vigilância dos Santos.

São Raimundo renunciou ao mundo com todas as prelazias e dignidades do estado religioso, para ser sempre servo atento e vigilante. 

Não contente com haver estado de vela toda a vida, renovou a vigilância nos últimos trinta anos que viveu.

Bem-aventurados os servos a quem o Senhor, quando vier, encontre velando.

Bem-aventurados os que estiverem despertos na segunda e na terceira vigília.

Se o Senhor houvesse vindo, ter-me-ia encontrado deste modo?

Sede eternamente bendito, ó Pai das misericórdias, porque não quisestes colher-me desprevenido.

Mas que castigo não merecerei se depois desta meditação me colherdes sem eu estar preparado! Não, meu Deus; espero que me não há de suceder esta suprema desventura. Estou resolvido, mediante a vossa divina graça, a orar e a velar com tanto cuidado o que me resta de vida que não me haveis de colher sem prevenção. 

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