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Santa Teresa D’Ávila e sua história!

Santa Teresa D'Ávila

Santa Teresa D’Ávila foi a maravilha do seu século e é hoje a admiração do mundo cristão. Nasceu em Ávila, cidade de Castela, no dia 12 de março de 1515, sendo a menor de três filhas que tiveram Afonso Sanches de Cepeda e D. Beatriz de Armada. Ambos de antiga e qualificada nobreza, muito respeitados por sua origem, mas muito mais por sua vida cristã e grande piedade. Dedicavam seu principal cuidado à boa educação de seus filhos, mas a sua capacidade mostrava ser muito superior à sua idade. Notavam nela sobretudo, com singular satisfação, uma inclinação natural para todo o bem e uma precoce e terna devoção à Santíssima Virgem.

Seu pai, Afonso de Cepeda, era muito dado à leitura de livros espirituais; todos os dias fazia que sua filha lesse a vida de algum santo na presença de toda a família. A menina Teresa encontrava nisto grande gosto; não contente com a leitura que ouvia, ela própria lia muitas vezes com um outro irmão chamado Rodrigo, pouco mais velho que ela, as histórias e vidas dos santos.

Fizeram tanta impressão estes exemplos nos tenros coraçõezinhos, que ambos resolveram escapar-se secretamente da casa de seus pais para se dirigirem à terra dos mouros em busca do martírio, tendo Teresa então sete anos e seu irmão dez. Já se tinham posto a caminho, quando os encontrou um tio seu, que os trouxe para casa. No entanto, a menina Teresa se mostrava tão preocupada com o pensamento da eternidade, que não cessava de repetir estas palavras: “Quê! Para sempre! Quê! Sem fim!”

Teresa, a Eremita

Vendo as duas crianças que não havia meio de serem mártires, resolveram fazer-se ao menos ermitas. Para isso, fabricaram na horta de sua casa duas celas, que levantaram com ramos de árvores. Para lá se retirava Santa Teresa muitas vezes ao dia para fazer oração, como dizia ela, diante de uma efígie que representava a samaritana falando com o Salvador junto à boca de um poço. Derramava, desde então, o Espírito Santo naquele inocente coração algumas centelhas do sublime dom da oração, de que eram como prelúdios aqueles primeiros exercícios.

O amor que dedicava à Santíssimas Virgem inspirava-lhe cem indústrias para a honrar e reverenciar. Cada dia rezava muitos Rosários, oferecendo ao pé de sua imagem algumas flores, e acompanhando sempre estes pequenos presentes com alguma devota oração. Estes belos princípios que havia produzido a leitura de bons livros desaceleraram ou interromperam-se de repente com a lição de maus livros. Aos doze anos, perdeu sua mãe, e começou a gostar de ler novelas. Esta foi a primeira causa de esfriarem seus bons desejos e de ser infiel nos demais.

Teresa, a Romântica

Nestes livros, aprendeu a ter inclinação às galas, à profanação, a sobressair e brilhar; enfim, ao desejo de ser amada. Tendo já quatorze anos, iniciou uma relação com um parente seu que pôs sua inocência em grande perigo; rapidamente se lhe desvaneceu aquele espírito de fervor e de devoção. Tanto que houvera ido muito adiante este desconcerto de vida, notando-o seu pai, aplicou-lhe pronto remédio, pondo-a como secular em um convento de agostinianas. 

Antes de oito dias de permanência neste recolhimento, sentiu no coração um imenso desgosto e de uma viva dor de todas as vaidades, se lhe retornando todas as virtuosas inclinações de seus primeiros anos. Atribuiu esta mudança à particular proteção da Mãe de Deus, a cujos pés de prostrou logo que morreu sua mãe, suplicando-lhe que dali em diante se dignasse recebê-la por sua querida filha. Estava duvidosa sobre a eleição do estado, ou de casada ou de religiosa, quando se viu atacada por uma grave doença, pela qual o pai a retirou do convento para que fosse tratada em casa.

Logo que ela se restabeleceu um pouco, mandou-a para uma aldeia onde vivia uma de suas irmãs para que acabasse de se recuperar.

Com as santas conversações do devoto solitário e com a lição dos livros espirituais, particularmente das epístolas de São Jerônimo, reconheceu o perigo que correra de se perder eternamente; ou seja apesar do horror que lhe inspirava a consideração dos trabalhos e das austeridades do estado religioso.

Teresa, a Noviça

Custou-lhe muitas pedidos e muitas lágrimas para alcançar o consentimento de seu pai. No entanto, apenas saiu de casa para ir para o convento, sentiu-se tocada de uma repugnância tão extraordinária, acompanhada de tão vivas dores, que lhe haveriam tirado a vida, se Deus não a sustentasse.

Vitoriosa deste supremo combate, entrou com heroico valor no convento das carmelitas de Ávila, no qual tinha uma boa amiga. Sua entrada ocorreu a 2 de novembro do ano de 1535, aos vinte anos de idade. Mal recebeu o hábito de religiosa, sentiu o coração abrasado nas chamas do mais puro amor, recompensando o Senhor a vitória que acabava de conseguir com uma inundação de graças. Nenhuma dificuldade encontrava no exercício das mais heroicas virtudes. Sedenta de desprezos, de abatimentos e de mortificações, era o seu maior gosto exercitar-se nos ofícios mais penosos e humilhantes da casa.

Cilícios, disciplinas, jejuns quase contínuos, nada era o bastante para saciar aquela grande alma. Estas austeridades alteravam notavelmente sua saúde delicada.

Acometeram-na umas dores de coração tão violentas, e uns vômitos de tão mau caráter, que se recearam com fundamento funestas consequências; mas estes males não lhe atrapalharam na profissão de fé. Fê-la com tanta decisão e valor que encheu de admiração todos os que lá se encontravam. Ainda não estavam naquele tempo as religiosas sujeitas à clausura, e por isso mandou seu pai em companhia de uma amiga para a casa de sua irmã, para que tomasse alguns remédios.

Teresa, a Carmelita

Já por este tempo a favorecia Deus com muitas graças, que cada dia iam em aumento elevando-a a uma altíssima contemplação, até à quietude, e algumas vezes até à de união, concedendo-lhe ao mesmo tempo o dom das lágrimas.

No entanto, nem ela mesma conhecia ainda o inestimável valor destas graças, nem encontrava diretor que a entendesse, que compreendesse sua disposição interior. Sem embargo disso, consolava-se e aquietava-se, reconhecendo que tudo a movia a amar a Deus e a não O perder jamais de vista.

Com os remédios acabou de arruinar de todo a saúde, mas nem por isso foi inútil a sua estada naquele lugar, pois deu ocasião a que se convertesse um mau sacerdote, que havia muitos anos vivia licenciosamente. Confessava-se Santa Teresa D’Ávila com ele; moveu-se tanto à vista da pureza daquela alma, que ele próprio lhe manifestou o estado desgraçado em que se achava, pedindo-lhe que o encomendasse a Deus, e tendo-se convertido, passou o resto de seus dias em exercícios da mais rigorosa penitência.

A quase-morte de Santa Teresa D’Ávila

Sentindo-se Teresa cada dia mais doente, em poucos dias chegou à última extremidade.

Contraíam-se-lhe os nervos, causando-lhe insuportáveis dores. Sumamente enfraquecida, foi acometida de uma tosse seca; a cor pálida e macilenta, tudo sintomas que lhe fizeram temer um término fatal. Vendo-a o pai naquele estado, levou-a para casa, onde logo que entrou, foi acometida por uma desmaio tal que a tiveram morta por quatro dias.

Enfim voltou a si; mas não se viu livre dos tantos males nos três anos seguintes. Passados esses, Deus lhe inspirou que se encomendasse ao patriarca São José, a quem reconhecia dever a cura, e cuja proteção assegurava de depois não ter nunca implorado sem a experimentar pronta e favorável.

Santa Teresa se distrai

A convalescença foi, para assim dizer, enfermidade ou pelo menos esmorecimento de espírito. As frequentes conversas que tinha com as pessoas que a vinham visitar produziram certas amizades, que, ainda que inocentes, não deixaram de prejudicá-la.

Ocupando o tempo no coro e no locutório, não tardou a desgostar-se do primeiro, tanto que chegou a persuadir-se que era uma espécie de hipocrisia querer ser observante estando tão dissipada. Com esse pretexto, se dispensou na maior parte dos exercícios da comunidade.

Esta dissipação e relaxação puseram-na em evidente perigo de perder-se; mas deteve-a Deus, quando já estava se aproximando do precipício. Tendo morrido seu pai, ao qual assistiu na última enfermidade, voltou a recolher-se no convento, resolvida também a voltar-se para o exercício da oração, como lho aconselhou com maior eficácia um religioso da Ordem dos Pregadores, com quem por então se confessava.

O deserto de Santa Teresa D’Ávila

Logo que Santa Teresa D’Ávila se devotou novamente a este santo exercício, conheceu toda a iniquidade e amargura da sua relaxação. Detestou-a com dor, e toda a vida lhe foi motivo de pranto. Não se omitiu depois disso por nenhum dia da oração, aplicando-se com a maior constância e fidelidade. O Espírito Santo, por sua vez, por espaço de dezoito anos a exercitou com um tédio, secura e aridez. Assim, ela se viu privada daquelas consolações espirituais com que em outros tempos a favorecera.

Em verdade, Teresa cortara todo o comércio perigoso com os seculares; mas não havia rompido de todo com os laços que a prendiam às criaturas. 

Solicitava-a Deus interiormente que se lhe sacrificasse tudo; mas seu coração não acabava de se resolver a tão generoso sacrifício. Situação triste e combate angustioso, esta situação a deixava em continuada amargura.

Neutral entre os dois partidos, não encontrava gosto verdadeiro nem no comércio do mundo e nem no serviço de Deus, sendo seu muito valor e seu mesmo bom coração os artífices de seu maior suplício. Leu por este tempo as Confissões de Santo Agostinho e essa leitura foi, por assim dizer, o esboço de sua perfeita conversão, cuja grande obra aperfeiçoou a inopinada vista de uma pintura que representava o Senhor atado à coluna do passo dos açoites. Fortalecida Santa Teresa D’Ávila com uma nova graça, rompeu afinal todas as prisões.

Uma nova prova para Santa Teresa D’Ávila

Mas como o Senhor a tinha escolhido para amada esposa sua, quis tentar-lhe com coração com uma prova dificílima. Permitiu que todos os confessores que procurou desaprovassem o seu espírito, chamando de ilusão os favores que recebia do Céu. Eles condenaram o seu modo de rezar e não queriam acreditar que Deus favorecesse com graças tão singulares uma alma tão inconstante, que tantas vezes Lhe havia sido infiel. Atormentava-a o temor de estar iludida; mas uma das coisas que mais a mortificavam era a publicidade dos particulares favores com que Deus a regalava.

Dizia-se que pretendia passar por santa antes de dar provas de boa religiosa, não cumprindo com as obrigações comuns e aspirando a distinguir-se por extravagâncias e singularidades. Não eram suas irmãs as mais indulgentes para com ela. Esta opinião parecia mui plausível a ela própria, lembrando-se da sua inconstância e passadas ingratidões, indecisão que a trazia em um contínuo tormento, tanto mais insofrível, quanto era sumamente tímida e delicada em matérias de ilusão.

Uma nova fase para Santa Teresa

Já deliberava consigo mesma se deixaria inteiramente a oração, quando o Senhor a consolou lhe dando um confessor sábio, prudente e mui prático nos caminhos da vida interior. Era um padre da Companhia, o qual lhe prescreveu o modo de se governar, e aconselhou-a a que renunciasse a certas coisinhas que realmente não eram defeitos essenciais mas que ainda assim a atrasavam muito nos caminhos de Deus. Ordenou-lhe que meditasse na vida e mistérios de Jesus Cristo, exortando-a a que fizesse mais apreço da mortificação das paixões do que de todas as devoções sensíveis.

Grande ajuda lhe prestou e muito a consolou esta suavidade do novo diretor. Empunhou as armas contra si mesma: entregou-se sem exceção e sem ser indulgente em coisa alguma a todos os rigores da penitência.

Chegou por esta ocasião a Ávila São Francisco de Bórgia; Santa Teresa D’Ávila logo consultou com ele suas dúvidas. Aquele grande homem respondeu-lhe sem hesitar que tudo o que sentia era verdadeiramente obra do Espírito Santo. Recomendou-lhe que não resistisse mais a seu divino impulso, aconselhando-a a que começasse a oração meditando na paixão de Jesus Cristo. Disse-lhe também que, se o Senhor a elevasse a outro grau mais sublime de contemplação, não se opusesse ao celestial movimento. Compreendeu então Teresa a suma importação de sempre juntar a mortificação do corpo e dos sentidos à doçura da contemplação.

O Caminho da Perfeição

Estando em oração, teve o seu primeiro rapto, em que ouviu de Jesus Cristo que dali em diante toda a sua conversação havia de ser com os anjos. Desde este dia, achou-se pela bondade de Deus como que transformada em uma pessoa mui diferente. Tanto fazia que falassem bem como que falassem mal dela; mas notou-se que mais do que nunca ela andava atenta à mais leve sombra de pecado.

No entanto, não cessava Deus de a cumular de favores, comprazendo-se naquela alma perfeitamente purificada. Sua oração era já uma série ininterrupta de êxtases e de raptos. Nestas íntimas comunicações com Deus, abrasava-se-lhe o coração nas chamas do mais puro amor, seu entendimento ficava iluminado com ilustrações sobrenaturais. Aparecia-lhe Jesus Cristo com muita frequência, comprazia-se este celeste esposo em lhe ensinar por si mesmo os mais altos mistérios.

Muito desejava ela trazer ocultos estes favores. Contudo, sendo uma de suas máximas obedecer escrupulosamente a seus diretores sujeitando ao seu tribunal todas as visões e mais secretas inspirações, viu-se na necessidade de manifestar dons preciosos, sendo isto novo exercício de mortificação para ela.

A perseguição a Santa Teresa

Reuniram-se, pois, seis indivíduos que por estado faziam profissão de homens espirituais. Eles examinaram e conferenciaram sobre as coisas da mesma santa, e decidiram entre si que andava iludida. Determinaram proibir-lhe a sagrada Comunhão; pensaram até em denunciá-la ao Tribunal da Inquisição. Falou-se em exorcizá-la, chamando-a possessa, e enfim não pouparam o diretor de sua consciência, tachando-o por homem crédulo, fácil e leviano. Em Ávila e nas universidades ventilava-se com calor este assunto das imaginárias ilusões de Teresa.

Opressa de tristeza, combalida em temores, desfeita em lágrimas, lançou-se aos pés de um crucifixo. Faltou-lhe pouco para expirar na violência da dor, quando ouviu uma voz interior que lhe dizia: “Não temas, filha, sou eu; não te abandonarei.” Após tais palavras, se desvaneceram todas as suas dúvidas e temores. Produziu-se-lhe o gozo em uma torrente de lágrimas; desde então foi inalterável a paz do seu espírito.

A reforma no Carmelo

Mas com este novo fervor começou a desgostar-se um pouco da vida mitigada do seu convento. De seguido a uma espantosa visão, em que se lhe representaram os tormentos que se lhe tinham preparado no inferno se houvesse continuado na vida relaxada, andava perpetuamente preocupada com o desejo de fazer alguma coisa que mostrasse ao Céu seu humilde agradecimento.

Um dia, se viu conversando com uma sobrinha sua, pensionista no mesmo convento, e com uma religiosa moça do número de suas amigas. Escapou-se-lhe o dizer rindo-se, e como gracejando, que já não gostava da vida daquela casa. “Pois bem, replicou a sobrinha, retiremo-nos as três, e iniciemos uma norma de vida mais estreita, para o que ofereço desde já trinta mil ducados”.

Certa dama de muita virtude confirmou-a no mesmo pensamento, obrigando-se as quatro mui seriamente a levá-lo por diante, depois que Jesus Cristo declarou a Santa Teresa que de fato a tinha distando para operar esta reforma.

Segura já da vontade de Deus, não houve estorvo capaz de a entibiar. Animada também pelo padre Baltazar Álvares, seu confessor, por São Pedro de Alcântara e por São Luís Beltrão da ordem de São Domingos, deu ao público aquele nobre e grande intento, e começou a pôr mãos à obra. Moveu Deus a seu favor o papa, o bispo de Ávila e o seu próprio geral, com cuja aprovação comprou uma casa para dar princípio à reforma. 

Perseguições a Santa Teresa D’Ávila

Mas as queixas do seu convento da Encarnação, as contradições dos padres carmelitas, a resistência da nobreza, a oposição dos magistrados, a murmuração dos povos, a formal relutância da cidade tanto ruído causaram, que pareceu contemporizar e sobrestar na empresa. Então todo o mundo se desenfreou contra nossa santa. Sátiras mordazes, interpretações malignas, feias e torpes calúnias, de tudo se valeu o inferno para destruir a obra do Senhor.

Tudo sofreu a santa com heroica paciência, e venceu todas as dificuldades com muito mais valor heroico. Enfim, depois de muitos transes, chegou às suas mãos o breve que lhe despachara Pio IV para fundar a reforma. Entrou para o seu novo convento, a que deu o nome de São José, debaixo de cujo nome não havia ainda outra igreja. Com a santa entraram também outras quatro donzelas de extraordinária virtude, escolhidas por ela mesma para que fossem os quatro pilares daquele espiritual edifício. 

Fez-se esta fundação com toda a solenidade a 24 de agosto do ano de 1552, em cujo dia o mesmo bispo de Ávila abençoou a igreja. Tal foi o nascimento daquela nova ordem, que é por certo um dos mais belos ornamentos da esposa de Cristo. Tal ordem floresce há mais de trezentos anos sem perder um ápice de seu primitivo esplendor, nem ter decaído do primeiro espírito do seu sagrado instituto, onde se encontra aquela numerosa multidão de virgens, destinadas a seguir o Cordeiro Imaculado para onde for, as quais em meio das mais numerosas provações sabem fabricar-se o retiro da silenciosa solidão.

A consolidação da obra

Vendo Santa Teresa D’Ávila que todos os dias aumentava o número de suas filhas, aplicou-se a trabalhar na regra e forma de vida que haviam de observar. Pôs por fundamento de sua regra o exercício da oração, acompanhado da mortificação dos sentidos. Estatuiu a mais estreita clausura, fechou os locutórios, proibiu o trato e comunicação com os seculares. Limitou também as conversas das monjas umas com as outras, permitindo-lhas só breves e raras.

Desterrou todo o comércio com o mundo, querendo que suas religiosas não tivessem outro recurso em seus trabalhos que as consolações divinas, que são como herança delas. Reformou o hábito, trocando a estamenha por sarja grosseira, os sapatos por alpargatas ou sandálias, os colchões por enxergas de palha, e o alimento delicado em pobre e grosseiro sustento, sendo sua vontade que em tudo reinasse absolutamente a mortificação.

Logo que Santa Teresa D’Ávila acabou de regular o seu convento de São José, foi necessário não só alargar a casa, mas também multiplicar o número de conventos que abraçaram a reforma. Tendo chegado a Ávila o geral dos carmelitas, formou tão alto conceito da virtude da nossa santa, ficou tão prendado de ver ressuscitado em seu convento de São José a primitiva observâncias dos antigos padres do Carmelo, que desejou ansiosamente a extensão da reforma.

A expansão da obra

Não tardou a ver seus desejos cumpridos. Em menos de doze anos havia fundado Santa Teresa os conventos de Medina del Campo, Malagon, Valladolid, Toledo, Pastrava, Salamanca, Alba, Segóvia, Veas, Sevilha, Caravaca, Villa Nova de la Xeva, Palencia, Soria, Burgos e Granada. Mas é impossível ponderar as maravilhas que intervieram em todas estas fundações. Que prodígios de confiança, de mortificação, de zelo, de paciência para levar por diante seus projetos em meio de tantas contradições e com a necessidade de fazer tantas viagens!

Não lhe custou menos a reforma dos frades do que as das freiras. Os mesmos estorvos teve que vencer, as mesmas dificuldades que superar; mas a tudo foi superior sua magnanimidade e sua grande confiança no Senhor.

Lançaram os primeiros cimentos desde célebre edifício os padres Frei Antônio de Heredia e São João da Cruz. Depois de lhes ter dado a santa os estatutos que haviam de observar, acompanhou-os a Valladolid, onde tomaram o hábito da reforma, e enviou-os a Durvel. No dia 30 de novembro do ano de 1568, teve princípio a reforma dos carmelitas descalços, que animados daquele espírito interior que lhes deixou sua santa mãe, dão à Igreja tanta honra com sua observância. com o esplendor todos os dias mais brilhante de tantas virtudes religiosas, e com aquele zelo apostólico, que passando para a outra banda dos mares, acrescenta continuamente novas conquistas a Jesus Cristo em terras infiéis.

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