fbpx

Adquira sua coleção Ano Cristão com até 40% de desconto!

ACESSAR OFERTA

Como combater as paixões

O amor-próprio torna impossível para o homem comum o encontrar os próprios defeitos. Nossas paixões, são, efetivamente, camufladas pela nossa consciência: como é possível, afinal, que EU peque? Logo eu, que “sou tão bonzinho?”

No entanto, a realidade é dura: nós somos seres extremamente, incrivelmente falhos. Pecamos com frequência, às vezes o tempo todo: raras são as vezes que acertamos. E cumpre saber como reconhecer estas ocasiões.

Leitura

A leitura de hoje está no livro do Eclesiástico, capítulo 51, versículos de 1 a 8:

“Glorificar-te-ei, ó Senhor rei, louvar-te-ei, Deus, salvador meu. Glorificarei o teu nome, porque te fizeste o meu auxílio e protector, livraste o meu corpo da perdição, do laço da língua iníqua e dos lábios dos forjadores da mentira; à vista dos que estavam contra mim, foste o meu defensor. Livraste-me, segundo a grandeza da misericórdia do teu nome, dos que rugiam, preparados para me devorarem, das mãos dos que procuravam tirar-me a vida, do poder das tribulações que me assaltavam, da violência da chama que me envolvia. — no melo do fogo (da perseguição) não me queimei — das profundas entranhas da morada dos mortos, da língua impura, da palavra de mentira, dum rei iníquo e da língua injusta. A minha alma louvará o Senhor até à morte, pois a minha vida estava prestes a cair nas profundezas da morada dos mortos.”

NOTA — Neste último capítulo do Eclesiástico, donde se tomou esta epístola, Jesus, filho de Sirach, autor deste livro, dá graças a Deus por tê-lo livrado de muitos e grandes perigos. Este santo homem foi acusado perante o rei da Sírio, Antíoco Epifânio, que dominava então a Judeia. E porventura foi nesta ocasião que passou ao Egito, onde parece ter residido nos últimos anos de sua vida, como se colige de ter encontrado seu filho nos escritos do Egito.

Reflexão

“Livraste-me segundo a multidão de tuas misericórdias dos leões rugidores.” Porventura não serão as suas paixões estes leões? Pelo menos tem toda a ferocidade e crueldade dos leões, e que horrível estrago não fazem elas em nossa alma! As paixões são os nossos mais mortais inimigos, e tanto mais devemos temer quanto mais cotidianas elas forem.

Por mais que se acariciem, se afaguem e tratem bem, nunca se tornam mansos. Que inimigo, meu Deus, que alimentamos dentro de nós mesmos! O único meio de domá-lo é não fazer nunca as pazes e tréguas com ele. Somos vencidos desde que tratamos as paixões com brandura. A vitória depende quase inteiramente da resistência e do combate contínuo.

Afaga-se uma paixão? Desde então se torna mais altiva e mais imperiosa. Basta deixá-la respirar um momento para que tome novas forças, teça novas cadeias e leve tudo a fogo e sangue. Há paixões que pedem que sejam totalmente maltratadas, outras devem ser atacadas de frente, e há também aquelas que só podemos vencer pela fuga. Não vencer uma paixão, senão a meio, é irritá-la, é não lhe tirar as forças. As reflexões sobre os funestos efeitos das paixões são excelente remédio contra as próprias paixões.

Somos cegos às nossas paixões

Certos povos procuravam mostrar a seus filhos um homem encolerizado, nos ápice de sua paixão, para lhes inspirar horror a este brutal frenesi. Esta espécie de retrato não deixa de fazer sua impressão. Se o avarento, se o orgulhoso pudessem ver o seu retrato natural, aqueles mesquinhos poupamentos e voluntária miséria, aquelas ridículas ideias de grandeza e desmedida estima de si mesmo, sem dúvidas estas vistas lhes serviriam de contraveneno, ou ao menos debilitaria suas paixões.

Um homem justo se envergonharia de ser colérico ou avaro, e um homem cristão de ser soberbo e altivo. Todas as outras paixões não dão melhor ideia de si a quem as vê tal como são. É um artifício de nosso amor próprio o não nos mostrar as paixões senão sob uma falsa luz: não nos parecem violentas, hediondas, inimigas e perniciosas, senão nos outros. Queremos que as nossas sejam sempre melhor aceitas, queremos que tenham um ar mais afável e menos rústico.

No entanto, olhemo-nos sem preocupação, e pensemos de nós como os outros pensam. Não encaremos nossas paixões senão em seus efeitos, que são suas verdadeiras imagens. Arranquemos-lhes a máscaras, vejamo-las sem disfarce, e então vocês as verá com desagrado. Bom Deus! Não é de recear que estejamos aceitando-as? O que é certo, porém, é que se nutrem à nossa custa.

A indulgência com que as desculpamos dá bastante a entender que não as olhamos como se fossem nossos inimigos. Com mais indulgência tratamos as nossas paixões do que elas nos tratam a nós. Se quiséssemos vencê-las, não nos faltariam modos nem maios para consegui-los.

Adquira já a sua edição

E então, se interessou por tão sublimes escritos, tão plenamente preocupados com o engrandecimento da alma do fiel católico?

Colabore para que a Livraria Caritatem possa com excelência trazer esta imensa obra de volta para o cotidiano do fiel católico.

Por isso, acesse o site da campanha e garanta já a sua edição do Ano Cristão!

Nesta primeira parte de nossa campanha, você receberá os três primeiros tomos. Referentes aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, eles serão de indispensável auxílio para a formação da alma e para a educação espiritual de todo seguidor de Cristo!

Compartilhe agora mesmo:

Você vai gostar também:

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta


*


*


Seja o primeiro a comentar!

JUNTE-SE A MAIS DE 100 MIL LEITORES

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade