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Como José preparou a casa de Jerusalém para receber Maria

Nazaré, perdida num pitoresco círculo de colinas áridas e rochosas, não tinha absolutamente nada de importante. Umas poucas famílias de pobres lavradores moravam naquela terra queimada pelo sol. Pastores, com seus rebanhos, vagavam de contínuo pelos morros dos arredores em busca de pastagens por entre as moitas ressequidas. Alguns artesãos fabricavam os objetos indispensáveis de maior consumo, como sejam ânforas, jarras, louças, caldeirões.

Por um motivo ou por outro, todos já tinham visitado a oficina de José em Nazaré. Homem bom, trabalhador e alegre, consertava enxadas e pás, construía arados de madeira e jugos, arranjava carretas, trocava o cabo de velhos machados ou enxadões ainda aproveitáveis, consertava pés de mesas desconjuntadas ou empalhava cadeiras. José era conhecido de todos, que o estimavam porque era bondoso e não perdia ocasião de prestar algum favor a quem quer que precisasse.

As casinhas de Nazaré eram de uma simplicidade gentil: pequenas, quadradas, espalhadas ao longo da estrada poeirenta que ia da praça à fonte, pen­diam agrupadas do lado rochoso da colina; simples cubos brancos que sorriam, abrindo-se para pequenos quintais animados pela gritaria e pelos brinquedos das crianças. Maria e José moravam numa pequena aglomeração, perto de parentes do carpinteiro de Nazaré.

Cléofas, irmão de José, tinha quatro filhos: Tiago, João, Simão e Judas Tadeu. Maria morava num quartinho pobre, mas bem ordenado e asseado; olhando para o seu quintal, um pouco mais no alto, ficava a casa de José: a um canto do quintal, sob um telheiro, estava o banco de trabalho do carpinteiro, que guardava seus apetrechos numa escavação feita na rocha.

Apesar do muito trabalho que lhe solicitavam os moradores de Nazaré, José andava atarefado na organização de sua casa para acolher Maria. A lei prescrevia um ano de noivado e depois, para encerrar a cerimônia nupcial, havia a introdução da esposa em casa do esposo. Maria passava horas sentada a um canto do quintal, e se deliciava em fiar, cuidar dos sobrinhos de José que brincavam alegremente e conversar com seu noivo. Amiúde rezavam juntos os salmos, isto é, as orações e os cânticos mais belos da Bíblia. E viviam tranquilos na sua laboriosa e digna pobreza.

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Trecho extraído do livro “A Mãe de Jesus: Vida de Maria Narrada aos Jovens”, Compilada por Milvio, SSP e adaptada por Gabriela Cavalcanti.

Esta biografia de Nossa Senhora será editada por meio da Campanha História Sagrada e Heroica para Crianças, uma campanha infantil inédita.

Para saber mais sobre a campanha, clique aqui.

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