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Como preparar bem uma criança para a Primeira Comunhão

A boa preparação de uma criança para a Comunhão, de fato, não requer:

• Saber de cor muitas respostas do catecismo;

• Saber de cor muitas orações;

• Saber os nomes dos principais mistérios da fé;

— Por outro lado, requer que a criança:

• Saiba realmente as principais verdades da Religião, de modo proporcionado à sua capacidade;

• Esteja iniciada conscientemente nos grandes hábitos da vida cristã:

• Estado de graça;

• Orações diárias;

• Missa de preceito;

• Desejo de cumprir os Mandamentos;

• Fé viva;

• Obediência à Igreja;

• Tenha o senso de Deus e de Cristo;

• Conheça e deseje a Eucaristia;

• Tenha disposição para perseverar na vida cristã, depois da 1ª Comunhão.

Ora, uma preparação assim não se consegue:

• Em dois ou três meses de “aulas”;

• Com o simples “ensino religioso”;

• Com a memorização de fórmulas, muitas vezes, acima da capacidade da criança.

A boa preparação deve ser:

• Preocupada em formar o cristão, mais do que em dar-lhe noções;

• Vital, para infundir hábitos para toda a vida cristã;

• Prática, a fim de que a doutrina aprendida se traduza em atos;

• Longa, para que esses atos se consolidem em hábitos;

• Orientada para um ideal que só se extinguirá com a vida.

Só assim conseguiremos formar cristãos verdadeiros de consciência reta e sensível, responsáveis diante de Deus, capazes de agir de modo pessoal e espontâneo; de refletir, de julgar com critérios cristãos; de controlar as paixões; de orientar para Deus toda a sua vida.

Uma preparação assim foi sempre necessária, e mais ainda o é em nossos dias, quando são tantas as influências contra a fé e a vida cristã, e quando a própria ação da família só raramente contribui para oferecer à criança o ambiente de que ela precisa para o seu crescimento sobrenatural.

Quando a criança tem um lar cristão, e vai aprendendo dia a dia a ser cristã, do modo mais eficiente possível, à luz do exemplo dos pais e irmãos, pela força irresistível do ambiente, pondo alicerces profundos à vida espiritual, bastará uma preparação próxima de dois ou três meses porque se tem a certeza de que a formação cristã irá continuar, garantindo assim a perseverança.

Quando, porém, a pobre criança vem de um lar descristianizado, ou desses cristãos de nome, sem raízes, sem senso cristão, sem hábitos religiosos, não vejo como seja possível realizar em menos de um ano a formação que dê esperança de iniciação séria na vida cristã e de perseverança nela.

Como hoje em dia a norma não é, infelizmente, o lar de bons cristãos, façamos a formação de dois anos, ficando a mais curta para as exceções, ou, seja, para os filhos de famílias verdadeiramente cristãs, que mercê de Deus, existem.

E, mesmo, nesta formação de dois anos, iremos contentar-nos com pouca doutrina, apenas a necessária para alicerçar a vida cristã. O mais será dado nos outros anos de catequese, que havemos de assegurar com esta preparação (ou, então, ela também falhou…).

A grande preocupação será a formação: uma iniciação cristã verdadeira, com hábitos fundados em raízes interiores (de que as atitudes exteriores serão expressão), em rumos seguros e crescentes, em moldes conscientes e proporcionados à criança.


Trecho extraído do livro “Preparação para a Primeira Comunhão”, de Mons. Ascânio Brandão. Para adquiri-lo com frete grátis para todo o Brasil, clique aqui.

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