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Tempo de leitura: 5 min

Escrito por caritatem
em 05/10/2021

A edição de época do Ano Cristão do século XVIII

Hoje, continuaremos a nossa sequência de postagens que visam introduzir a coleção O Ano Cristão para vocês. Desta vez, daremos uma olhada com exclusividade no Prefácio e no Prólogo da edição!

Prefácio

Conhecemos bem quão minguados são as nossas forças, para cabalmente nos desempenharmos da improba tarefa, que vamos encetar.

De motu-proprio, voluntariamente mesmo, não a tomaríamos, por certo. Aceitamo-la, cedendo à convicção de que ela poderá ser útil aos nossos irmãos em crenças,—poderosa circunstância, corroborada pelos conselhos e reiteradas solicitações de pessoas, a quem devemos gratidão sempre-viva.

Terá muitas imperfeições o nosso trabalho; de sobejo o conhecemos. Feito rapidamente nas breves horas que nos deixa feriadas o magistério a que nos dedicamos; sem dúvida se ressentirá da precipitação com que da nossa banca passa para as mãos do tipógrafo. Procuraremos, todavia, ser intérprete fiel.

A par da versão castelhana, acompanhar-nos-á sempre a edição original francesa, para que o nosso trabalho fique assim mais acabado.

Da rápida confrontação que temos feito entre uma e outra, resulta que são muito importantes as ampliações que o tradutor espanhol imprimiu nesta obra, notabilíssima entre as que mais; por isso as incluímos também, excetuando esta ou aquela indicação que respeita exclusivamente à Espanha.

Adicionaremos a vida dos Santos que a nossa carinhosa Mãe a Igreja declarou tais, posteriormente a 1854, data da edição que vamos traduzir à nossa dulcíssima língua; assim como algumas correções e explanações referentes aos Bem-Aventurados de que se ufana com legítimo orgulho o nosso bem-amado Portugal.

Da suma importância do Ano Cristão nada diremos. Falam por nós os venerandos documentos, onde sábios e virtuosíssimos Prelados, que são outras tantas glórias do Episcopado Lusitano, se dignaram recomendá-la e indulgenciá-la. Esta proteção, esta munificência dos ínclitos Antístites, glorifica e sobredoira o santo zelo com que, para maior glória de Deus e proveito dos fieis, eles se desvelam no cumprimento dos deveres inerentes ao seu sagrado munus pastoral.

Da contextura desta obra esplêndida, escreve o seu autor na Advertência que adiante se ler.


Aos sacratíssimos Pés da Soberana Dispensadora de todas as graças, Maria Santíssima, depomos o nosso humilde trabalho. Digne-se Ela acolher misericordiosamente a pobríssima oblação dos mais indignos dos seus devotos.

Colégio da Formiga, dezembro de 1885.

Dias Freitas.

Prólogo da Edição Francesa

Não faltam excelentes obras de devoção para todos os dias do ano; porém de há muito se deseja uma que reúna o que em tantos livros anda disperso. Tal é o fim que temos em vista.

A vida do Santo correspondente a cada dia, ou um discurso dogmático, histórico e moral sobre o Mistério que se soleniza; a Epístola que se lê à missa, com algumas reflexões; uma breve meditação sobre o Evangelho; e algumas aspirações tiradas da Escritura, para fomentar a devoção durante o dia; alguns exercícios ou atos práticos de piedade, que chamamos propósitos;—eis ao que se reduz todo o corpo da obra.

Uma história demasiadamente longa, enfastia e cansa; a que é muito breve, nem instrui, nem agrada. Está hoje em moda um estilo conciso e fácil, porque todos querem saber tudo, sem ler muito. Procuramos segui-lo, mais ou menos de perto, pois nem sempre pôde ser igual a concisão nas vidas desses ilustres Heróis cristãos, que foram o assombro do seu século. Ainda assim, a história mais dilatada não ocupará mais do que um breve quarto de hora, sem que se tenha omitido fato algum que mereça a curiosidade do leitor.

Nada se diz nas vidas dos Santos que não seja extraído das mais puras fontes. Tivemos presentes os autores de melhor nota; aproveitamos as luzes dos mais sábios críticos; e, se alguma vez deferimos a uma antiga e venerável tradição, no tocante a fatos que não veem na história, fizemo-lo sempre fundado em razões sólidas que os autorizam.

Conquanto se repitam muitas vezes no ano as mesmas Epístolas e os mesmos Evangelhos, diligenciamos que sejam sempre diferentes, tanto as reflexões, como a matéria da meditação; assim como as notas que apomos, cada vez que se fala da mesma Epístola. A moral do cristianismo é um manancial inexaurível.

Para que os exercícios de piedade produzam os mais ótimos frutos, é crucial que estejam bem ordenados entre si, com união e método. Tal foi a razão que nos levou a referir a um fim particular aqueles que propomos aqui para cada dia. O assunto da meditação não é tirado somente do Evangelho; muitas vezes funda-se naquelas virtudes que foram como característico da vida do Santo, cuja vida se escreve; porém as reflexões e os exercícios prático convêm sempre à meditação que se acaba de fazer e à estação, ou tempo do ano, atual.

Seguimos geralmente, como lei inviolável, o Missal Romano; todavia, naqueles dias em que a Igreja faz o ofício da Feria, pareceu-nos poder dar a história ou vida de algum Santo de que se faça menção no Martirológio Romano, ou propor algumas reflexões morais sobre assuntos próprios do tempo, escolhendo então Epístola e Evangelho particulares,—o que faz com que no decurso do ano se percorra quase todo o Novo Testamento.

Como a Igreja faz mensalmente o ofício de defuntos, achar-se-á cada mês um dia cujos exercícios são dedicados às santas Almas que estão penando no purgatório.

É costume dar-se às práticas de devoção um laconismo excessivo: pareceu-nos, porém, que um estilo menos desornado seria de maior utilidade. As regras de bem viver, acompanhadas com o raciocínio, agradam mais e encontram menos obstáculos para corrigir os costumes.

Conquanto forcejássemos por evitar toda a repetição, há na Religião cristã certas verdades e certos princípios de moral, e é necessário trazê-los à memória muitas vezes.

Este gênero de repetições produz na razão o mesmo efeito que as segundas pinceladas numa pintura: estampam mais as cores, e aumentam-lhes a vivacidade. Matérias há também onde os mesmos pensamentos repetidos, ou se leem com novo gosto, ou produzem novo efeito.

(Da edição de Lyon, 1783)

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