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Quem é o culpado pela sua condenação?

Tempo de leitura: 6 min

A nossa vida nesta terra, passageira e momentânea, deve ser permeada por um constante medo da danação eterna. A perda da graça deve verdadeiramente ser o nosso maior pavor: nada poderá nos separar do amor de Deus, exceto nossa própria ação e vontade. Sim, porque Deus nos dá todas as graças necessárias para a nossa salvação e, a partir daí, qualquer pecado é culpa exclusivamente nossa. Entenda melhor esta condição lendo a meditação feita pelo padre Jean Croiset na obra Ano Cristão!

Leitura

A leitura de hoje está no capítulo 14 do Evangelho de São Lucas, versículos de 26 a 33:

““Se alguém vem a mim e se não me ama mais que seu pai, sua mãe, sua mulher, seus filhos, seus irmãos, suas irmãs e até a sua própria vida, não pode ser meu discípulo. E quem não carrega a sua cruz e me segue, não pode ser meu discípulo.

Quem de vós, querendo fazer uma construção, antes não se senta para calcular os gastos que são necessários, a fim de ver se tem com que acabá-la? Para que, depois que tiver lançado os alicerces e não puder acabá-la, todos os que o virem não comecem a zombar dele, dizendo: Este homem principiou a edificar, mas não pode terminar. Ou qual é o rei que, estando para guerrear com outro rei, não se senta primeiro para considerar se com dez mil homens poderá enfrentar o que vem contra ele com vinte mil? De outra maneira, quando o outro ainda está longe, envia-lhe embaixadores para tratar da paz. Assim, pois, qualquer um de vós que não renuncia a tudo o que possui não pode ser meu discípulo.”

Meditação

QUE NÃO HÁ RÉPROBO QUE NÃO CONHEÇA QUE SUA CONDENAÇÃO É OBRA SUA

PRIMEIRO PONTO — Considera qual será a mágoa e o despeito de um réprobo durante toda a eternidade, considerando que sua condenação é obra sua. Se está condenado, é mera e pura falta sua; se está condenado, é porque assim o quis. Enfim, se se perdeu, é porque não quis atender ao chamado da graça.

Jesus Cristo tinha feito todas as despesas por sua salvação. Este divino Senhor não o tinha excluído do benefício da redenção; nascera e vivera sobre a terra, sofrera e morrera por ele, como pelos predestinados. Tinha-lhe merecido, e até lhe dera as graças para se fazer santo: esta verdade tão consoladora para os santos é um espinho doloroso para os réprobos.

Se Deus os tivesse deixado na massa da perdição, se por eles não tivesse morrido, se lhes houvesse recusado as graças absolutamente necessárias para a salvação, seu fim não seria menos funesto, nem sua desgraça menos infinita. Toda a sua raiva, todo o seu ódio seria contra Deus, que os teria tirado do nada para os perder.

Mas que sentimentos serão os seus, que mágoas, que raiva e ódio não deverão nutrir contra si mesmos, sabendo como sabem que Deus é bom e que ama as suas criaturas? Que este mesmo Juiz era seu Salvador, e que por eles dera todo o seu sangue. Que era o melhor dos pais, e não lhes havia recusado bem algum que lhes fosse devido, que não os colocara na terra sem lhes dar seus dons. Todos receberam alguns talentos com o fim de os fazer valer para alcançar a salvação, a qual é devida a título de salvação e de recompensa.

A queda no pecado

Condenou-se, mas por não ter ouvido a voz do bom pastor; saiu do aprisco e não quis mais voltar: será culpa do pastor, se a ovelha caiu nas garras do lobo?

Que motivo havia de deixar a casa do melhor dos pais, de não querer viver debaixo de sua obediência? Que extravagância a de se aborrecer e entediar de uma vida regular! Sacode-se o jugo da lei; cansa-se da dependência, quer viver conforme seus desejos. Deus não nos quer constranger, ou porque Lhe não agradam serviços forçados, ou porque respeita, digamos assim, a liberdade do homem.

Este pródigo depressa se afasta para longe da casa paterna e encontra em sua própria liberdade sua última desgraça e perda: por consequência, todo o condenado é o artífice de sua reprovação. Meu Deus! Que mágoa eterna e que desespero o haver trabalhado em sua própria perda, e de se dever a si mesmo a sua condenação!

A correspondência à divina graça

SEGUNDO PONTO — Considera que não há santo no céu que não veja, que não esteja convencido de que deve sua salvação ao Sangue e méritos de Jesus Cristo e de Sua graça. Que sentimentos de amor e de reconhecimento não terão para com este divino Salvador! No inferno, por sua vez, não há réprobo que não veja e não esteja convencido de que este divino Salvador nunca lhe recusou Sua graça, mas sim que foi que ele que por sua própria malícia não quis seguir esta salutar inspiração. Não quis obedecer a tal mandamento, privar-se de um falso prazer que devia causar-lhe a morte, marchar pelo caminho reto que conduz os homens à vida. Que sentimentos de ódio, de desespero e de raiva contra si próprio!

Tal condenado conhecerá por toda a eternidade que cabia a ele resgatar seus pecados por suas esmolas. Que dispôs de grandes recursos, e não lhe faltaram nem meios nem graças, mas somente boa vontade.

Essa mulher condenada jamais poderá esquecer no inferno o que Deus fez para salvá-la: princípios de piedade desde a infância, educação cristã, fortes inspirações, desgraças, enfermidades e mágoas. Tudo isso era disposto para que não de perdesse: todavia, está condenada porque assim o quis, e eis o peso que ela carregará por toda a eternidade.

Os religiosos condenados

Aquela pessoa, consagrada ao Senhor, vinculada pelos laços mais sagrados a Seu serviço, viverá eternamente nos infernos. Se ela tiver a desgraça de lá cair, que lhe teria custado desejar uma vida inocente e regrada no estado eclesiástico ou regular, do que ter vivido uma vida inteiramente secular? Verá, então, que sua condenação é obra sua. Verá que lhe foi preciso opôr-se, resistir tenazmente aos remorsos da consciência, às luzes da razão, as todas as solicitações da graça, para que viesse a se perder. Oh, Deus! Que arrependimento o de um eclesiástico, de um religioso, de um padre réprobo!

Representa-se um homem que por excesso de loucura e de licença ateasse fogo à sua casa: quais serão os sentimentos deste libertino, quando, de volta à razão, pensar que foi ele mesmo o que incendiou sua casa? Ele, então, verá consumir-se os móveis, os bens os capitais e tudo o que no mundo possuía. Quando pensar que assim lhe deu na cabeça, que está reduzido à mendicância quando ele era abastado, que poderia ser feliz no mundo, mas que lhe ocorreu, por excesso de demência, fazer-se desgraçado e ridículo.

A tristeza da condenação

Compreende, então, qual a mágoa deste insensato ao pensar na sua estupidez? Compreende, em seguida, qual o desespero de um condenado ao pensar — e ele pensa nisso sempre — que é por sua culpa que ele está condenado.

Meu Deus, que me dais tempo de antever tais mágoas, concedei-me a graça de prevenir esta perda. Não, Deus meu, eu não quero perder-me, e estou resolvido a tudo sacrificar, a tudo sofrer, para ser salvo pelos méritos de meu divino Salvador Jesus Cristo. Fazei que eu o seja por Sua graça.

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Com isso, nota-se a urgência que devemos ter para em todos os nossos atos agradar a Deus. Pecar deve, por isso, ser o maior de nossos medos; nosso agir, uma constante vigilância. Estejamos de rins cingidos, tal qual ordena Nosso Senhor Jesus Cristo!

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