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Da Vocação ao Estado de Vida

Como saber a minha vocação

Problema muito comum entre os jovens católicos, descobrir sobre qual é a sua vocação é uma querela a qual todos já devem ter passado em algum ponto. Para os homens, o chamado ao sacerdócio gera muitas dúvidas, e, para as mulheres, a admiração pela vida no claustro gera confusões das piores. Por isso, é preciso muito estudo e leitura para chegar à conclusão de onde que Deus te quer.

Pensando nisso, a Livraria Caritatem traz a reflexão proposta pelo Padre Jean Croiset, na sua obra O Ano Cristão, com fim de elucidar os jovens em sua busca pela vocação. Que o chamado de Deus é diferente para cada um, todos sabemos; no entanto, nem todos conseguem entendê-lo de cara.

As graças da vocação

PRIMEIRO PONTO — Considera acima de tudo que todos os estados estão dispostos pela divina sabedoria; no entanto, a Divina Providência destina cada um deles de maneira diferente para cada homem. Uns conseguirão facilmente sua salvação no estado religioso, e outros no mundo. Deus proporciona Suas graças e Seus talentos aos diferentes estados de vida e reparte-os por entre aqueles que destina a estes diferentes estados. 

Para que sejamos virtuosos e nos salvemos, é importante que cada um esteja naquele estado a que a Divina Providência o vocacionou. Para quem não segue a vontade de Deus na eleição do estado, tudo é perigoso; por outro lado tudo são seguranças para aquele que se acha no estado a que o Senhor o destinou. Queria Deus que fosses por um caminho, mas tomastes outro; tinha-te prevenidas as graças correspondentes naquele que te havia confiado; terá Ele obrigação de lhas conceder no outro que escolhestes segundo a tua vontade?

Era vontade Dele conduzir-te à salvação por esta via, e tu escolheste outra que te pareceu melhor. Portanto agora lança-te a culpa a ti mesmo, se encontras nela maus passos, se não te achas com tantos auxílios, e se te saem ao encontro muitos estorvos. De tudo isto devemos inferir o muito que importa consultar com Deus a eleição do estado e o entendimento da vocação.

O lugar certo para ti

O interesse da casa, as rendas do benefício, o esplendor da dignidade serão motivos mui cristãos, serão títulos suficientes para suprir a falta de talentos e de vocações? Amice, quomodo huc entrasti? Como entraste no sagrado ministério? Quem te chamou a tal estado? Que motivo tiveste? Por que meio chegaste a ele? Que fins te propuseste? Te preparaste para o abraçar com uma edificação dos teus costumes e com o regramento de tua vida? Tens desempenhado as obrigações deste estado exemplar e dignamente?

Bom Deus, quanta matéria para temores, que motivo de espanto oferece esta breve pergunta: Quomodo huc entrasti? Com quem te aconselhaste para abraçar o estado do mundo? Foi Deus que a ele te destinou, ou foi talvez o espírito de ambição, de interesse, cobiça e liberdade? Moveu-te a abraçá-lo o desejo de tua salvação, ou a desordem da paixão? Mas se Deus não te chamava, quem te servirá de piloto nesse mar tempestuoso, semeado de arrecifes? Porventura havia-te liberalizado esses talentos para esse emprego que compraste? Tinhas acaso a capacidade, as prendas necessárias para desempenhar esse cargo? Tiveste dinheiro para o comprar, mas o dinheiro não dá aptidões, ciência e nem talentos.

E se por causa deles cometeste cem desacertos, quem os há de reparar? Além disso, nos admiraremos da triste corrupção que lavra por todos os estados? Oh, Deus!, quantos intrusos se veem, quantos homens verdadeiramente desconhecidos a ocupar empregos dos mais elevados!

A fidelidade à vocação

SEGUNDO PONTO  — Considera que sendo tão necessária a vocação para todos os estados, não é menos necessária a fidelidade para desempenhar as obrigações de cada um. Estás já ligado indissoluvelmente a um estado, de modo que não tem arbítrio para mudar? Pois nem penses nem te apliques senão a santificar-te nele, observando exatamente todos os deveres e todas as suas obrigações. Já não é tempo de deliberar na eleição: dúvidas, temores, reflexões, tudo isso é fora de estação.

Não há outro remédio senão fazeres o possível para te santificares no estado de vida em que te achas, se é tal que não podes reclamar contra ele.

Depois de haveres professado no estado religioso, inútil e vão é todo o tempo que empregas em examinar se Deus te havia vocacionado ou não para a vida do século. Da mesma forma, estas inquietações ou arrependimentos são sugestões do tentador, que se esforça por fazer perturbar as consciências. Examina bem as obrigações do teu estado e te esforça por desempenhá-las com exemplar pontualidade.

Quantas mais razões tiveres para desconfiar das razões que te puseram nele, com mais fervor e pontualidade te deves dedicar a desempenhá-lo convenientemente, uma vez que estás nele. A melhor prova de que foi legítima uma vocação é a virtude e a observância daquele que se acha de posse dela. O fiador mais seguro do acerto na eleição da vida é o proceder nela com edificação e bom exemplo.

O zelo com a vocação

Saul foi chamado por Deus para governar o seu povo, e não obstante o mesmo Deus o reprovou por suas infidelidades. Que vocação mais segura que a de Judas ao apostolado? E Judas se perdeu aos próprios olhos de Jesus Cristo, convertendo-se de apóstolo em traidor.

Cumpre, pois, que Deus nos chame ao estado a que nos tem destinado, o mais importante é que consultemos a eleição do Senhor; é mister que os motivos sejam puros, e que o grande motivador de todas as nossas resoluções seja a vontade de Deus e o desejo de nossa salvação; mas uma vez feita a eleição, deve-se manter a fidelidade.

Dai-me graça, Senhor, por vossa misericórdia, pois só ela me trará paz, ou na que tenho feito já. E sendo preciso que vossa divina vontade nos mostre o caminho que devemos tomar, resolvido estou, mediante a vossa divina graça, a executar quanto for do vosso divino agrado no que já me haveis destinado, ou naquele em que me puserdes. 

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