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Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo

Tempo de leitura: 10 min

Hoje, a Santa Mãe Igreja nos convida a celebrar a dedicação de duas das mais importantes basílicas que temos. Ambas guardam as relíquias dos gloriosos mártires, São Pedro e São Paulo, e são de infinito peso e valor para nós. Leia abaixo o que o Padre Jean Croiset nos tem a dizer sobre tão nobre celebração!

A Festa

Diz Deus na Escritura que glorificará a todos os que O glorificarem. Ele diz também que aqueles, do contrário, que O menosprezarem, serão menosprezados. A verdade deste oráculo verifica-se e renova-se na solenidade deste dia. Ao mesmo tempo que os césares, aqueles inimigos do povo cristão, aqueles orgulhosos dominadores do universo, revestidos de toda a majestade imperial, a cujo nome todo joelho dobrava na terra, hoje estão sepultados em terno esquecimento. De todas as suas pompas, restou apenas o desprezo geral.

Ao mesmo tempo que suas cinzas, confundidas com as do mais vil escravo, são hoje o capacho dos pés ou o asco da vida, os templos do Deus vivo, a quem eles perseguiram, elevaram-se por cima de seus mesmos troféus. Os sepulcros dos heróis cristãos, a quem o mundo perseguiu e que pareciam tão vis, tão desprezíveis a seus olhos doentios, são hoje celebrados e famosos em todo o universo. O Senhor tornou, então, seus nomes e suas memórias veneráveis, e tanto que não satisfeito de os dar o Seu reino do Céu, quis que fossem objeto digno de culto e de veneração. Suas mesmas cinzas foram, então, glorificadas e seus sepulcros foram feitos gloriosos na terra.

Contudo, entre todos os lugares do mundo cristão iluminados com o sangue dos mártires, nenhum temos mais célebre, mais respeitável ou mais venerável como aquela parte do Vaticano, que foi consagrada com o sangue do Príncipe dos Apóstolos.

Os gloriosos mártires

Assim que São Pedro, aquela cabeça visível da Igreja de Jesus Cristo, consumiu seu martírio; logo que São Paulo, aquele astro luminoso e de primeira magnitude, aquele doutor insigne das gentes, terminou sua carreira por um vitorioso triunfo; viram-se cristãos de todas as partes do mundo vir para venerar estas sagradas relíquias. Desde então, considerou-se a cidade de Roma muito mais rica e ilustre. Ela tornou-se depositária destes sagrados objetos, e sua glória se fez maior do que quando possuía soberbos monumentos da vaidade pagã.

O sepulcro de São Pedro sobre o monte Vaticano, que desde então ficou chamado de confissão de São Pedro, e o de São Paulo, no caminho de Óstia às margens do Tibre, foram o objeto mais célebre da veneração dos fiéis e o fim mais frequente de suas devotas peregrinações. Vinham buscar, dizem os Padres, aquelas cinzas frias e aquele mesmo fogo sagrado que a eles abrasou. Queriam o mesmo coração, que ia sentindo lhe avivar a fé que aqueles grandes homens haviam pregado.

Tendo sido os fiéis dos três primeiros séculos restritos a um culto cauteloso e reservado, eles continuam sua veneração, sem liberdade de a traduzir em demonstrações de magnificência. Na verdade, o louvor tributado àquelas relíquias era cada dia maior, já que não era permitida a desafogar a devoção pública em imensos monumentos. Contudo, logo que o imperador Constantino, depois de sua milagrosa conversão deu paz à Igreja, um de seus primeiros cuidados foi tirar aqueles veneráveis tesouros da obscuridade.

O piedoso príncipe

Aquele grande príncipe quis mostrar sua religião e devoto ânimo para com os sagrados apóstolos por uma ação tão ilustre que o fez mais glorioso do que as tantas vitórias conseguidas contra seus inimigos. Tão logo criou-se o plano da célebre igreja de São Pedro no Vaticano, conta-se que o imperador pôs seu diadema e seu manto imperial aos pés do santo Apóstolo, tomou uma picareta e iniciou a abertura dos alicerces. Ele mesmo levou consigo doze cestos de terra em seus régios ombros, deixando para o mundo cristão o monumento de piedade que eternizará sua memória.

E que dificuldade haverá em crer isto de um príncipe tão religioso, como Constantino Magno? Não há nenhuma em acreditar o que diz Suetônio de Vespasiano, quando se reedificou o templo de Júpiter Capitolino. Em pouco tempo se concluiu a construção da igreja, bem como a outra. Ela foi mandada edificar pelo mesmo príncipe em honra de São Paulo, fora dos muros da cidade de Roma, no caminho que leva a Óstia.

Os peso das duas basílicas

Concluídas as duas suntuosas basílicas, o papa São Silvestre as consagrou. Ele as dedicou com tanta solenidade e houve participação de tanta gente que se pode dizer que foi um dos maiores triunfos da Igreja, e é este o objeto da festividade do presente dia. São Optato, bispo de Milevo que viveu no mesmo tempo que São Dâmaso, diz que as igrejas dos santos apóstolos eram duas maravilhas abertas sempre aos católicos e sempre fechadas aos hereges e cismáticos.

Entrar naquelas duas sagradas basílicas e tomar parte das orações e dos sacrifícios nelas celebrados era o mesmo que se comunicar com a Igreja Católica. Por isso, todos os que iam a Roma iniciavam suas devoções visitando a igreja e São Pedro. Os que não entravam nela, porém, eram chamados cismáticos, segundo observa o cardeal Barônio.

Basílicas universalmente amadas

Foi tão venerada em todo o tempo esta igreja e a de São Paulo, que, ao entrar nelas, todos se prostravam, beijando até as portas por devoção. Daí vem o dizer popular de que os peregrinos de Roma ad limina Apostolorum. Limen, entre os antigos, significava a porta de uma igreja e também a própria Igreja; por isso, eles iam às portas dos Apóstolos. “Não vês, diz São João Crisóstomo, com que devoção, com que respeito os fiéis beijam a entrada desse sagrado templo?” Non cernis, quoniam homines etiam hisce templi vestibulus oscula figunt, partim inclinato capite, partim manu tenentes?

São Paulino, e depois dele São Gregório de Tours, informam-nos o quão célebre eram as basílicas do Príncipe dos Apóstolos e de São Paulo no mundo. A santidade dos lugares, a religião e o concurso dos povos tornavam-nas conhecidas. A história eclesiástica nos mostra imensos exemplos de veneração com que os príncipes da terra, as nações mais remotas e até os próprios bárbaros, tanto hereges quanto infiéis, honraram em todos os tempos aqueles sagrados locais. Os godos, por exemplo, comandados por Alarico à época do imperador Honório, desolaram toda a Itália. Apoderaram-se de Roma no ano de 409, saquearam e queimaram toda a cidade, mas não ousaram tocar nas duas sagradas basílicas.

A nova Basílica de São Pedro

Ainda que a Igreja de São Pedro no Vaticano foi realmente imensa desde os primeiros tempos, depois tornou-se pequena diante da santidade do local e da imensa multidão de peregrinos que a vinha visitar de todas as nações da Terra. Por isso, muitos séculos depois, diferentes papas pensaram em dar maior extensão ao edifício, tornando-o uma das maravilhas do mundo, ou um de seus mais ostentosos monumentos.

Representação da primeira Basílica de São Pedro

Até o décimo quinto século, porém, não se tomou nenhuma resolução de o renovar em todas as suas partes.

Nicolau V mandou abrir os alicerces no ano de 1456. Sisto IV prosseguiu prosseguiu os trabalhos. Júlio II, dando a preferência ao plano e desenho de Bramante Fazari, famoso arquiteto, começou a levantar este imenso edifício em 1506. Para tanto, ele fez a cerimônia do lançamento da primeira pedra com grande solenidade, a 18 de Abril do mesmo ano.

Bramante, contudo, faleceu em 1514, e Rafael de Urbano o sucedeu em 1534, sendo ele um pintor e arquiteto muito habilidoso. Mais tarde, o Papa Paulo III encarregou a continuação da obra ao famoso Michelangelo Buonarotti. Usando ele dos plenos poderes que o Sumo Pontífice lhe deu, traçou outro plano mais suntuoso, mais moderno, e de mais preciosos materiais.

Sucessão arquitetônica

A Miquelângelo sucedeu Jacobo Barozzi, em 1564, e a este Jacobo da Porta Maderna e depois o cavalheiro Bernini, que acabou a obra no pontificado de Paulo V. Quem lhe deu a última demão, porém, foi o papa Urbano VIII. Foi ele também que festejou a mais solene dedicação de que temos memória, no mesmo dia da consagração do velho templo.

Deste modo, a célebre Igreja de São Pedro no Vaticano, que hoje ocupa lugar proeminente entre os mais belos edifícios do mundo e se encontra no número das maravilhas do mundo, foi obra de 120 anos na vida de vinte pontífices. Os que mais contribuíram para ela, porém, foram Júlio II, Leão X, Paulo III, Sisto IV, Clemente VIII, Paulo V e Urbano VIII.

Sobre a basílica

Esta célebre igreja é centro da unidade e mãe de todas as outras. Ela é toda de mármore por dentro, e por fora coberta de chumbo e bronze dourado. Ali se encontram excelentes pinturas, colunas de mármore, imensas riquezas, e naquela vastíssima capacidade uma proporção que é a última palavra da arte. Seu pórtico eleva-se a quase 48 metros de altura; a arquitetura é do tipo jônico.

Esta forma um pórtico imenso de abóbada dourada que se estende por todo o comprimento do portal; sobre o pórtico sustenta-se uma galeria magnífica. Todos os anos, na Quinta-Feira Santa e no dia da Páscoa, Sua Santidade lá aparece para dar a bênção ao povo ajoelhado na praça vaticana. [Esta cerimônia já tinha deixado de ocorrer na época da primeira tradução desta obra, já no século XVIII]

Há lá um escrito em latim que diz que o papa Paulo V mandou fabricar o portal no ano de 1612. Das suas cinco portas, a central é de bronze. A que está à direita se chama Porta Santa, por só se abrir no ano santo, que é o do jubileu de 25 em 25 anos. O desenho deste augusto edifício representa a figura de uma cruz, cuja haste é de cerca de duzentos metros, e os braços ou a trava de 130 metros. Ao centro destes braços, eleva-se o domo com altura de cerca de 120 metros; o resto da abóbada da igreja, porém, só se levanta a cerca de cinquenta. […]

A solenidade

Já se sabe que a dedicação de uma igreja é um ato exterior de religião que sempre deve ser feito por um bispo. Através desta, um edifício material, por particular bênção, torna-se casa de Deus, na qual todos os fiéis devem render-Lhe aquele religioso que é tão devido à sua adorável Majestade.

Os templos são, por isso, destinados, por especial instituição, ao serviço de Deus para O reverenciar singularmente neles. Sua dedicação é, portanto, um ato de religião que os converte em casa especial, palácio sagrado e santuário. Neste, todos os fiéis podem entrar para tributar a Deus toda a veneração, homagem e adoração que Lhe corresponde, como a soberano Senhor do Céu e da terra.

Eusébio falou das dedicações que se celebravam nas principais cidades do mundo assim que o imperador Constantino deu permissão para que se erigissem templos públicos ao verdadeiro Deus. Ele nos diz que nunca se tinham visto festas mais solenes, nem onde se tornasse mais visível o regozijo dos povos, do que em tais dedicações. Concorria-se a elas das mais remotas províncias, reputando-se felizes os príncipes e os reis que iam a tão religiosas solenidades, e os bispos acudiam em grande número.

A importância destas festas

Estas palavras de Eusébio devem fazer-nos observar que a alegria e a solenidade das dedicações não se fundam no edifício material dos tempos. Por mais suntuoso e magnífico que ele seja, o principal é sempre a união, a concórdia e a caridade que une todos os homens em um templo vivo. Os templos materiais, contudo, são apenas figura desta união, que é o Corpo Místico de Cristo.

Os príncipes, imperadores e bispos, e o clero com todos os povos, as províncias e os mais diferentes reinos se reuniam para se oferecerem, todos juntos, ao Deus vivo, apresentando a Vítima imortal e divina, Jesus Cristo. Una erat divini Spiritus virtus per universa commeans membra: una omnium anima, eadem alacritas fidei; unus omnium contentus divinitatem hymnis celebrantium. E esta primitiva solenidade é a que se celebra hoje nas festas das dedicações.

Caio, presbítero da igreja romana, famoso teólogo que floresceu nos fins do segundo século, assegura que já então se veneravam os dois sepulcros dos santos apóstolos Pedro e Paulo como dois gloriosos troféus da religião cristã.

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Acaso não é gloriosa esta belíssima catequese dada pelo Padre Jean Croiset? A doçura com a qual ele arrasta nossas almas e nossas mentes ao saber inteligível é sempre fantástica. Contudo, se só este pequeno gostinho já foi tão interessante, quanto mais não será sua obra completa?

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