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Leitura da Epístola – 16 de Outubro

Epístolas

Neste sábado, trazemos uma leitura da Epístola e sua respectiva reflexão na sequência de postagens que tratam da coleção O Ano Cristão, escrita pelo padre Jean Croiset. Tesouro inestimável da Tradição Católica, é uma fonte de sabedoria necessária para toda família cristã. Por isso, pode se preparar para uma leitura que sem dúvidas engrandecerá a sua alma!

Leitura da Epístola

A leitura da Epístola é do capítulo 45 do livro Eclesiástico, versículos de 1 a 6:

“Foi amado de Deus e dos homens e a sua memória está em benção. Deu-lhe uma glória semelhante à dos santos e engrandeceu-o para que o temessem os inimigos, e amansou os monstros por meio de suas palavras. Exaltou-o em presença dos reis; deu-lhe suas ordens diante de seu povo; e manifestou-lhe sua glória. Santificou-o em sua fé e em sua mansidão, e escolheu-o dentre todos os homens. Porque ouviu e escutou a voz de Deus, e o introduziu em nuvem. E deu-lhe em público seus preceitos e a lei da vida e da ciência.”

NOTA: Os judeus nunca quiseram admitir como canônico o livro do Eclesiástico, donde se tirou esta epístola; mas toda a Igreja Católica o tem venerado sempre como tal, isto é, como obra inspirada por Deus, e fazendo assim parte da Sagrada Escritura. Deste modo, a tradição e os Santos Padres reconheceram sua autenticidade canônica, tendo sido o livro espiritual de todos os séculos.

Reflexão

“Foi amado de Deus.” Que elogio se poderá fazer mais honorífico ou mais vantajoso a um homem, que o dizer dele que foi amado de Deus? Honrar Deus a alguém com sua amizade, ser favorecido dos altos céus, conseguir Lhe agradar, não será o cúmulo da felicidade humana? Ao ser amado por um grande príncipe se dirigem todos os esforços, todo o ardor, todas as ânsias dos cortesões. Persuadidos de que com efeito nenhuma coisa produz maiores graças nem honras mais estimáveis que a benevolência carinhosa do príncipe, eles se esforçam por consegui-la.

Pois o amor que Deus vos tem é o manancial, é a medida de todas coisas que nos dispensa sua bondade. Ninguém há que não se possa lisonjear de ser amado de Deus; ninguém há que não tenha em particular provas muito sensíveis de Sua amorosa ternura. A coisa que mais costuma impressionar o coração dos homens são os benefícios. E nos faltará porventura esta prova?

Além dos benefícios gerais e comuns a todos os homens, da criação, da redenção e das graças ordinárias e universais, que efeitos não experimentamos todos de uma Providência particular para cada um de nós?

Ela tem feito e está fazendo a cada dia uns pequenos milagres em nosso favor. Que proteção especial! Que salutares inspirações! Quão incríveis são os paternais cuidados, apesar da má correspondência, da infidelidade e da ingratidão comuns ao nosso gênero! Em coisa alguma repara, por assim o digamos, um Deus cada dia mais empenhado em dar-nos mais e mais testemunhos de Seu amor.

Quão pouco fazemos por Ele

É verdadeiramente incompreensível Sua bondade. Mas será menos incompreensível nossa ingratidão para com um Deus tão bom? É o coração do homem naturalmente sensível às demonstrações do amor e deixa-se ganhar naturalmente daqueles benefícios que verdadeiramente o revelam. Será possível no entanto que só o infinito amor de Deus não exerça sobre nós esta doce violência?

Honramo-nos muito. Temos vaidade de merecer a confiança, a estreita amizade de um grande, e contudo sabemos que Deus nos favorece com a Sua. E quem é que faz cristã vaidade de merecer uma infinita benevolência? Que diligências para ganhar a amizade do soberano! E que passos se dão para merecer a de Deus? Indaga-se com o maior cuidado tudo aquilo que pode ser do agrado de um grande, custe o que custar; ainda que a vida corra perigo, tudo se faz, a tudo se expõe um ambicioso para merecer sua aprovação.

Todos sabemos muito bem o que é do gosto de Deus. Contudo, nem por isso trabalhamos em nos tornarmos dignos do seu amor. Não queremos sacrificar-nos para não Lhe desagradar: eis o que é tão incompreensível como a coisa que mais o é. Algum dia se compreenderá este mistério de iniquidade, mas já não será para o remediar. Se desde logo não prevenimos estes pungentes remorsos por meio da penitência, que fruto tiraremos então de um espanto, de uma dor estéril?

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