fbpx

Participe da Campanha Editorial “MODÉSTIA CATÓLICA"

Quero Participar

A escolha de um estado de vida

Tempo de leitura: 5 min

Escrito por caritatem
em 25/03/2021

JUNTE-SE A MAIS DE 100 MIL LEITORES

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Os seus dados estão seguros.

Compartilhe agora mesmo:

Na escolha de um estado de vida, então, a pergunta principal será: Qual estado eu realmente amo?

Quero casar-me? Quero viver como solteiro no mundo e dedicar-me a uma profissão especial? Quero ser sacerdote? Quero ser freira? Acima de tudo, meu desejo é constante ou vacilo entre uma coisa e outra, sem nunca conhecer meu próprio interior?

O matrimônio será a escolha da maioria das pessoas. É o estado para o qual estão por natureza preparadas e, para elas, a vida mais elevada e mais perfeita que possam viver.

Na maioria dos casos, a escolha é resolvida por um encontro ao acaso e pelo acidente conhecido como apaixonar-se. A paixão mútua é a força de atração predominante. Se essa paixão está conforme à razão e à revelação, então, tudo é bom e bonito. Caso haja impedimentos para o casamento proposto, então, a paixão está fora de questão e deve ser analisada. A paixão não pode ser boa se tiver por objeto aquilo que tende a arruinar a finalidade de um matrimônio.

Mas os impedimentos colocados por Deus e pela Igreja estão todos dispostos a proteger a finalidade do matrimônio e, portanto, a paixão nunca deve procurar ultrapassá-los.

O caso, contudo, frequentemente surge quando apenas um dos dois sente a paixão. Que faz o outro então? Suponha que se trate da jovem, e que alguns de seus pensamentos sejam como estes: “Eu gosto dele, sabe, mas não posso dizer que estou apaixonada por ele”.

Eis aqui a necessidade de distinguir amor de paixão. O amor é essencialmente um ato da vontade; a paixão é essencialmente uma mera sensação. Vamos repetir, contudo, que o amor mais perfeito para as pessoas casadas é aquele em que a vontade é movida pela paixão e a paixão é controlada pela vontade. Mas nunca nos esqueçamos de que o elemento duradouro em tal amor é a vontade. A paixão acaba-se com o tempo.

A jovem que, então, está em todos os sentidos preparada para o casamento, recebe uma oferta de um jovem que é, em muitos aspectos, adequado. Ela sente que pode honrá-lo e respeitá-lo, mas hesita em aceitá-lo porque não se sente apaixonada. Se é jovem e provavelmente terá outras chances, ela pode esperar. Mas se é provável que se torne uma “solteirona”, então pode fortalecer-se com a distinção filosófica de amor e paixão.

Se ela acredita que o homem fará tudo o que puder para fazê-la feliz, e está determinada a fazer tudo o que puder para fazê-lo feliz, será bem aconselhada a casar-se com ele. Boa disposição é a verdadeira essência de que é feito o amor, a paixão consiste apenas numa perfeição adicional. Além disso, a boa vontade, em tais casos, invariavelmente, desperta a paixão antes dos dias de namoro terminarem.

Quanto ao homem, a dúvida quase nunca é se está ou não apaixonado, tampouco se é chamado ao matrimônio ou à vida consagrada. Ele geralmente sabe muito bem o que quer. Duvida apenas de sua capacidade de cumprir as obrigações do novo estado de vida.

Em relação ao casamento, ele teme não poder manter uma esposa. O número daqueles rapazes que se abstêm da união a fim de poder ter o prazer de luxúrias desprezíveis está crescendo. Preferem ser livres para as alegrias do cigarro e da sinuca, em vez de assumir o fardo do matrimônio, com as suas alegrias maiores. Tal escolha nada mais é que egoísmo baixo e mesquinho.

Mais importante, todavia, é o caso em que o jovem encontra na vida de solteiro uma constante tentação à impureza. Então, ele deve seriamente voltar sua atenção para o casamento quanto à sua salvação. “Porque é melhor casar-se do que abrasar-se” (1 Cor 7, 9).

E a melhor das coisas lhe será casar-se cedo, antes que se criem maus hábitos. O número de lares infelizes por causa de uma imprudência juvenil antes do casamento é espantoso. Era melhor, portanto, casar-se, mesmo com uma perspectiva de pobreza, do que levar uma vida de solteiro continuamente tentada e talvez continuamente caindo.

Vocações para a vida celibatária geralmente começam a mostrar-se antes da idade apropriada ao casamento. Os pais precisam saber que tal vocação é um dom especial de Deus. Seu sinal principal é um desejo espontâneo e constante. Dois perigos devem ser evitados. Os pais não devem forçar a ideia de sacerdócio ou de vida religiosa sobre seus filhos. Nem, por outro lado, devem reprimi-la quando aparece. Com efeito, estarão atentos aos sinais de zelo e piedade que acompanham o desejo, a fim de que a vocação tenha todas as possibilidades de amadurecer. É um grande privilégio poder oferecer um filho ao serviço especial de Deus.

Há uma impressão predominante em muitas famílias católicas de que há apenas dois chamados para as meninas, ou para casar-se ou para tornar-se freira. Ora, esse não é o ensinamento católico.

Há, também, uma impressão de que o estado de celibatário fora do matrimônio ou da vida religiosa é algo mais baixo do que qualquer um dos dois. Tampouco esse é o ensinamento católico. Sobre este ponto, a Igreja tem plena consideração com a idade. Ela sanciona e incentiva um curso de vida para certas mulheres em uma vida celibatária sem os votos evangélicos. E mais, fornece os meios em seus sacramentos para que essa vida seja vivida em sua mais alta perfeição.

A renúncia ao matrimônio implica a capacidade em permanecer casto e envolve o dever de aproveitar-se dos meios para fazê-lo. A religião é o único auxílio confiável. Carregamos o nosso tesouro em vasos frágeis. A carne seduz contra o espírito. Portanto, o espírito deve ser continuamente fortalecido pela comunhão renovada com o mundo espiritual.

No casamento, a carne é, em certa medida, satisfeita. Na virgindade e no celibato, a carne é mortificada. E essa mortificação é sustentada apenas na proporção em que o espírito satisfaz o seu desejo sobrenatural por Deus. Confissão e comunhão frequentes são, portanto, as primeiras condições normais de uma vida casta fora do estado de vida matrimonial.

Trecho retirado do livro “Casamento e Paternidade“, do Padre Thomas J. Gerrard. Para adquiri-lo em nossa livraria com uma edição de capa dura e frete grátis para todo Brasil, clique aqui

Compartilhe agora mesmo:

Você vai gostar também:

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta


*


*


Seja o primeiro a comentar!

JUNTE-SE A MAIS DE 100 MIL LEITORES

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade

Os seus dados estão seguros.

Espere Um Pouco! Temos Um Presente Pra Você.

Conhecer a fé católica é indispensável em tempos de crise, junte-se a mais de 100 mil leitores e tenha acesso aos benefícios abaixo:

Sorteios e Promoções

Artigos e Trechos Marcantes dos Nossos Livros

Diversos Ebook’s

Vídeos em Nosso Canal no YouTube

Cupons com Descontos Exclusivos

Avisos Sobre Novos Lançamentos Editoriais

E muito mais

Os seus dados estão protegidos