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A idade certa para buscar a Cristo

Como se tornar seguidor de Cristo

Fizemos, nosso Telegram, uma votação sobre que conteúdo seria apresentado no dia. Como a maioria pediu por uma postagem com a leitura do Evangelho e a sua respectiva meditação, trouxemos aqui o texto para o dia 27 de Outubro na coleção O Ano Cristão, do padre Jean Croiset! Neste dia, ele nos leva a pensar sobre qual o momento ideal e oportuno para a nossa busca por Cristo. Muitos dizem que se deve aproveitar a juventude e viver como bem entender; o erro, porém, é grave e deve ser corrigido.

Leitura do Evangelho de Cristo

A leitura proposta sobre Cristo está no Evangelho de São Mateus, capítulo 13, versículos de 44 a 52

“O Reino dos Céus é também semelhante a um tesouro escondido num campo. Um homem o encontra, mas o esconde de novo. E, cheio de alegria, vai, vende tudo o que tem para comprar aquele campo.

O Reino dos Céus é ainda semelhante a um negociante que procura pérolas preciosas. Encontrando uma de grande valor, vai, vende tudo o que possui e a compra. O Reino dos Céus é seme­lhante ainda a uma rede que, jogada ao mar, recolhe peixes de toda espécie. Quando está repleta, os pescadores puxam-na para a praia, sentam-se e separam nos cestos o que é bom e jogam fora o que não presta.

Assim será no fim do mundo: Cristo e os anjos virão separar os maus do meio dos justos e os arrojarão na fornalha, onde haverá choro e ranger de dentes. Compreendestes tudo isso? – Sim, Senhor – responderam eles. Por isso, todo escri­ba instruído nas coisas do Reino dos Céus é comparado a um pai de família que tira de seu tesouro coisas novas e velhas.”

Meditação

Não há tempo na vida em que não devamos trabalhar em nossa salvação!

PRIMEIRO PONTO — Considere que todo o tempo de vida que nos foi dado por Cristo foi para que trabalhássemos em nossa salvação, e que todo este tempo é necessário para nos sairmos bem com ele. Aqui, compreenderás o erro daquelas falsas máximas do mundo: “é preciso dar à mocidade o que lhe pertence”; “os moços devem ser moços, deixem que se divirtam”; “depois terá tempo em que tomarão juízo e se voltarão para a virtude”. “A idade mais madura é que foi feita para a perseverança: cada coisa a seu tempo”. Isto quer dizer, em outros termos, que o início da vida do homem não deve ser consagrada a Cristo; que aqueles primeiros anos, como os mais floridos da idade, segundo a mentalidade do mundo, devem ser destinados ao prazer, aos divertimentos e aos passatempos.

Tudo o que se reserva para o negócio da salvação, para o qual precisamente se nos concederam todos os momentos da vida, é um miserável resto de dias incertos, cheios de cansaço, sem vigor e meio apagados. Quando já não estiveres apto para servir o mundo, nem fores de proveito para nada, então serás bom para servir a Deus. É preciso deixar passar a mocidade: bem está; e em quê se funda esta perniciosa máxima? Por acaso a idade mais própria para a virtude e a mais exposta ao vício não deve estar sujeita à lei? A torrente é impetuosa; pois rompam-se todos os diques. São fogosas as paixões na juventude; tiram-se-lhe, então, todos os freios e perdoam-se-lhe todos os estragos.

O ânimo juvenil

Porque o ânimo de um jovem se corrompe mais facilmente, será isso motivo para se deixar penetrar a corrupção até ao âmago e ao coração? Os jovens têm maior propensão para o mal: será caridade, será proceder com juízo lhes folgar o freio, lhes dar maior liberdade para se precipitarem?

Pais e mães veem a sangue frio a vida irregular de seus filhos e fecham seus olhos, tranquilizando-se ao dizer que é preciso dar à mocidade o que se lhe compete, ou que é preciso desculpar tudo, devido aos poucos anos. Isto significa que é crucial deixá-los ser maus, porque estão em idade muito oportuna para ser cada dia piores; que é preciso permitir-lhes que se deixem arrastar do mau exemplo por que estarem em um estado de vida que a cada instante os puxa mais e mais; que é preciso dissimular seus extravios, sem se preocupar que se desencaminhem no princípio da carreira. Bom Deus! Que assunto tão fecundo de dores, e que sementeira de arrependimentos!

SEGUNDO PONTO — Considera que como, falando em rigor, não temos mais que um só negócio nesta vida, todo o tempo e todas as idades da vida se devem empregar neste único e importante negócio que é o da salvação. A primeira idade é inocente; nada pois nos importa tanto quanto aplicar todos os meios para conservar esta inocência, de cuja conservação depende muitas vezes nossa eterna salvação. A juventude anda mais exposta e corre mais perigos; o que não deveremos pois fazer para nos preservarmos nela das ocasiões e de tantos perigos tão escorregadios? Não há idade mais crítica e, por conseguinte, nenhuma em que seja mais necessária a circunspecção, a fuga das ocasiões, a devoção e a frequência dos sacramentos.

É possível mudar na maturidade?

Uma vez maculado o tempo da juventude, todo o resto da vida cheirará a corrupção; nem a idade madura está a salvo das tentações. Esta é propriamente a idade dos negócios; teremos algum de maior consequência que o de nossa salvação? E se nessa idade não trabalhamos nele, em qual trabalharemos?

A velhice está mais perto da morte, grande razão por certo para então trabalhar unicamente neste importante negócio. Contudo, não é verdade que a velhice é a idade dos costumes já solidificados? Que, então, somos de ordinário aquilo que sempre fomos? Mas, no final das contas, se não empregados em nossa salvação estes últimos dias de vida, qual será nosso destino? Sem embargo disso, muitos velhos nem quando velhos começam a ser devotos. Pois considera quanto te importa começar a sê-lo em boa hora; na velhice só se sobra o costume.

Mas quê, Senhor! Será possível que se não fizesse para vós a idade florida? Quererão chamar-se vossos servos os que temem servir-vos tantos anos, se o começam a fazer desde a juventude, e os que, tendo consagrado esta ao serviço do mundo, julgam que vos concedem demasiado, se vos dão a vós os últimos carunchosos dias de sua estragada vida? Ah! Senhor! Que dor a minha de ter começado a servir-vos tão tarde! Mas enfim começo, e em vossa divina graça espero não trabalhar já em outra coisa do que no negócio de minha salvação.

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Não é comovente esta sublima meditação, tão plenamente preocupada com o engrandecimento da alma do fiel católico? Com ela, aprendemos que é necessário que busquemos a salvação ao longo de toda a nossa vida, mesmo na juventude, pois esta é a nossa maior tarefa em terra.

Para ter em sua casa estas belas meditações, colabore para que a Livraria Caritatem possa com excelência trazer a imensa obra que é O Ano Cristão de volta para o cotidiano do fiel católico! Assim que atingirmos 100% da contribuição esperada, os envios dos livros serão iniciados e eles poderão estar em suas mãos o quanto antes.

Por isso, acesse o site da campanha e garanta já a sua edição do Ano Cristão! Nesta primeira parte de nossa campanha, você receberá os três primeiros tomos. Referentes aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, eles serão de indispensável auxílio para a formação da alma e para a educação espiritual de todo seguidor de Cristo!

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