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Importância da Educação das Meninas

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por caritatem
em 03/05/2021

A educação das meninas é hoje assaz descuidada, pois o costume e capricho materno são quem nela decidem quase sempre. Supõem muitas pessoas que este sexo carece de pouca doutrina, mas o ensino dos meninos avalia-se negócio principal relativamente ao bem público, e posto que nela se cometam menos erros que nos das meninas, corre como persuasão que grandes talentos são necessários para convenientemente desempenhá-lo.

Habilíssimos sujeitos se apurarão em dar regras concernentes a essa matéria. Não vemos nós milhares de mestres e colégios? não vemos gastarem horrorosas somas em impressões de livros, em pesquisas científicas, em métodos linguísticos na escolha de professores? Pois todos esses preparativos contém amiúde mais aparência que solidez; todavia, corroboram a alta ideia que o público forma acerca da educação dos meninos. Quanto às meninas não lhes revela serem sapientes, a curiosidade torna-as vãs e afetadas; basta que saibam, quando esposas, governar suas casas e obedecer a seus maridos sem discorrerem. Nem o mesmo público deixa de expor exemplos nos quais prove ter a ciência volvido ridículas muitas mulheres: eis porque as meninas abandonadas vão ao dispor de mães ignorantes e indiscretas.

Verdade há de recear devemos fazer sábias ridículas. Comumente, as mulheres têm mais fraco e curioso o espírito que os homens; por isso conveniente não é emprenhá- las em estudos nos quais obstinar-se possam. Nem governar devem o Estado, abrir guerra ou ingerirem-se no ministério de sagradas coisas. Não carecem, pois, de extensos conhecimentos pertencentes à política, à arte militar, à jurisprudência, à filosofia e à teologia. Boa parte mesmo das artes mecânicas não lhes convém. As mulheres nasceram para moderados exercícios; porquanto seu corpo e seu espírito menos fortes e robustos são que o dos homens; mas, em desforra, outorgou-lhe a natura indústria, asseio e economia para ocupá-las sossegadas em suas casas.

Porém, que resultado brota a natural fraqueza das mulheres? Quanto mais débeis são, mais importante é que se fortifiquem. E, ora, não tem elas deveres a encher? E deveres nos quais se escora a vida humana? Não são as mulheres que arruínam ou sustem a casa, que regulam a miudeza dos caseiros objetos e que, por conseguinte, decidem do que mais perto diz respeito a todo gênero humano?Eis como elas colhem a principal parte nos bons ou maus costumes de quase toda a gente. Uma mulher judiciosa, aplicada e com religião, alma é de uma grande morada, na qual verte ordem para os bens temporais e a salvação. Até os homens, que toda a autoridade tem em público, nenhum bem efetivo podem estabelecer mediante suas deliberações, se a executá-la os não ajudam as mulheres.

Não é o mundo um fantasma, é o nexo de todas as famílias. E quem pode com cuidado mais exato civilizá-las do que as mulheres, as quais, além de seu natural mando, atentam ainda a predicado de haverem nascido esmeraldas, atentas ao miúdo, industriosas, insinuantes e persuasivas? E podem acaso os homens guardar para si mesmos alguma doçura na vida se sua mais estreita sociedade, que é o Matrimônio, se volve amarga? Mas que será dos filhos, que comporão no futuro tempo o gênero humano, se as mães os estragam e seus tenros anos?

Eis, pois, as ocupações das mulheres, ocupações não menos importantes ao público que a dos homens, visto terem uma casa a dirigir, um esposo a fazer feliz e filhos a bem buscar. Ora, devemos convir que a virtude pertence tanto às mulheres quanto aos homens. Sem aqui alegarmos o bem ou mal que elas ao público podem fazer; metade são do gênero humano resgatado com o sangue de Jesus Cristo e destinado à vida eterna.

Enfim, devemos considerar, afora o bem que as mulheres exercem, quando boa educação receberam, o mal que elas têm no mundo quando carecem de um ensino que a virtude lhes impele. Evidente é que o mau ensino nas mulheres produz mais mal do que nos homens; entendido que as desordens dos homens, derivam, quase sempre, da péssima educação que suas mães receberam e das paixões que outras mulheres lhes inspiraram na juventude.

Oh! Quantas intrigas nos apresenta a história. Que transtorno e leis e usos! Que guerras sanguinolentas, novidades contra a religião e revolta de Estado causadas pela devassidão feminina! Eis o que prova o quanto importa que as meninas sejam bem ensinadas: busquemos meios para isso.

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Trecho extraído do livro “Da Educação das Meninas”, de Fenelon. Disponível no nosso aplicativo de Leitura em Android e IOS. Escolha um das opções abaixo e baixe agora mesmo:

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