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Meditação para 24 de Outubro

O que é e como meditar

Neste domingo, a Livraria Caritatem traz a leitura e meditação do Evangelho proposta para o dia 24 de Outubro na obra O Ano Cristão. Além disso, trazemos à tona a meditação na Escritura conforme feita pelo Padre Jean Croiset. Um verdadeiro tesouro da Tradição, sua explicação sobre como devemos buscar os bons e verdadeiros exemplos de vida se faz indispensável para o engrandecimento da alma cristã!

Leitura e meditação

A leitura e meditação do Evangelho é do capítulo 16 do livro de São Mateus, nos versículos de 24 a 27:

“Em seguida, Jesus disse a seus discípulos: “Se alguém quiser vir comigo, renuncie-se a si mesmo, tome sua cruz e siga-me. Porque aquele que quiser salvar a sua vida, irá perdê-la; mas aquele que tiver sacrificado a sua vida por minha causa, irá recobrá-la. Que servirá a um homem ganhar o mundo inteiro, se vem a perder a sua alma? Ou que dará um homem em troca de sua alma?

Porque o Filho do Homem há de vir na glória de seu Pai com seus anjos, e então recompensará a cada um segundo suas obras.”

Meditação

PRIMEIRO PONTO — Considera quanto as falsas máximas do mundo, por mais universais e autorizadas que sejam entre as pessoas que se tem por sábias e de espírito, são destituídas de fundamento e de bom senso. Uma destas máximas que certamente é hoje uma das mais acreditadas é a que se deve agir conforme os demais.

Considera a sangue frio quem são esses que, segundo o mundo, se deve tomar por modelos.

Serão porventura pessoas sábias e de uma bondade reconhecida, que uma vida cristã e edificante tenha feito respeitáveis? O número delas é tão diminuto. Mas propõe-se ao menos esse pequeno número? De modo algum.

Os maus exemplos

Esses outros, que se propõe imitar, são uma multidão de ociosos, muitas vezes desacreditados, a maior parte sem regra, sem conduta, sem virtude, muitas vezes quase sem religião. Eles abandonam aos homens de bem o cuidado de trabalharem no negócio da salvação, passando sua vida em um eterno esquecimento de Deus e alimentando-se somente de inutilidades e de quimeras, tendo a desculpa que não possuem tempo para realizar a meditação.

É essa multidão confusa de mulheres mundanas, que, contentando-se de uma leve aparência de religião, descartam tão grandemente de sua vida delicada e pouco cristã a moral de Jesus Cristo, e sonham um sistema de felicidade em meio de uma vida totalmente pagã. É finalmente essa mó de jovens estouvados, quase todos libertinos, que são muito arrogantes e desavergonhados, tendo pouco espírito e em sua maioria nenhum mérito. Seus costumes são matéria de escândalos para uma cidade inteira e sua conduta envergonha os próprios pais.

Eis os excelentes modelos que o mundo nos propõe imitar; eis aí, na sua opinião, os que devem, por assim dizer, regular o universo inteiro. Estes são os que vêm a ser aqueles cujos exemplos nos dizem para seguir. Será possível, meu Deus, que a cegueira chegue ao ponto em que uma servil e indigna complacência para com pessoas que certamente não se estimam, suavize nossa razão, prenda nossa liberdade e nos imponha uma necessidade de agir de maneira semelhante?

O que é saber viver?

E o que é mais digno de assombro é que se chama isto de saber viver, como se toda a sabedoria, espírito, civilidade e bom senso só fossem encontrados nos libertinos, e como se a doutrina de Jesus Cristo, que civilizou até os povos mais selvagens, a única que deve servir de regra de costumes, não pudesse levar-nos a bem viver. Onde está em tudo isto o bom senso? Onde está a reta razão?

Em tal caso, todas as pessoas de bem ignoram esta arte. Os santos, cuja sabedoria admiramos, cuja piedade publicamente louvamos, cuja proteção imploramos, cujas relíquias reverenciamos; os santos, esses grandes homens não têm sabido viver, visto como não têm buscado esta turba de mundanos, visto não terem feito como os outros? Meu Deus, será que é necessário ser muito sagaz para conhecer como é ridícula esta miserável máxima?

A boa vida cristã

SEGUNDO PONTO — Considera a inaptidão dos juízos dos homens do mundo em seus raciocínios. Se formos cristãos, formos devotos, formos discípulos de Jesus Cristo, não saberemos viver?! Que extravagância! Pois há quem não perceba que é só nesta escola que se aprende a viver?

Não há verdadeiramente homem de bem senão o legítimo cristão. Só nesta escola é que se aprende essa doçura inalterável e essa perfeita humildade de coração, sem as quais toda cortesia e toda civilidade não passam de farsa ridícula. É nesta escola que se conhecem perfeitamente todas as regras de decência e também que elas se praticam muito de propósito.

Fazer no mundo como os outros é saber deixar-se levar pela religião como os outros, mas não é saber viver como verdadeiro cristão. Por certo que, se deve-se agir como os outros, deve ser-se antes como aquele pequeno número de escolhidos, a quem está prometido o Reino dos Céus; como aquelas pessoas sábias e virtuosas, tão respeitáveis pela pureza de seus costumes, por sua regular conduta, por sua probidade, a cujo mérito, apesar da mais desmedida licença do século, se faz justa, e para a qual os próprios libertinos têm interiormente sentimentos de respeito.

Os exemplos ao final da vida

Devemos viver como essas pessoas de uma piedade edificante, cuja sorte é invejada e cujos exemplos serão um dia para nós ocasião de singela conversão. Se, à hora da morte, restar ainda algum vislumbre de razão, se ainda se sentir algum fugitivo clarão da Fé, se não se morrer como ateu, quem se aplaudirá então de ter seguido os exemplos de tantos insensatos? Que mágoas, que desespero o ter feito como fizeram tantos insensatos e libertinos? Quem não quereria, então, ter imitado essas pessoas de bem, ter vivido como os mais fervorosos da comunidade, como aqueles que têm vivido vida verdadeiramente cristã?

Eu posso, meu Deus, evitar com Vossa graça esses terríveis desesperos. Ainda é tempo; fazei, Senhor, por isso, que este tempo e estas reflexões me sejam úteis.

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E então, se interessou por tão sublimes escritos, tão plenamente preocupados com o engrandecimento da alma do fiel católico? Colabore para que a Livraria Caritatem possa com excelência trazer esta imensa obra de volta para o cotidiano do fiel católico. Assim que atingirmos 100% da contribuição esperada, os envios dos livros serão iniciados e eles poderão estar em suas mãos o quanto antes!

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