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Liturgia e Reflexão para o Evangelho de 02 de Outubro

Imagem de Cristo Nosso Senhor pregando em meio à multidão

Neste sábado, na sequência de postagens com pequenos gostinhos do que é a coleção O Ano Cristão, trazemos o Evangelho e a reflexão do Padre Jean Croiset para o dia 2 de Outubro.

Leitura do Evangelho

O Evangelho está no capítulo 11 de São Lucas, versículos 27 e 28:

“Naquele tempo, falando Jesus às turbas, levantou a voz certa mulher do meio delas, e disse-lhe: ‘Bem-aventurado o ventre que te trouxe e os peitos que te alimentaram!’. Mas ele respondeu: ‘Certamente que são bem-aventurados os que ouvem as palavras de Deus e a observam’.”

Reflexão

PRIMEIRO PONTO – Considera que a devoção do Rosário se instituiu singularmente para reconhecer a dignidade da Mãe de Deus, o lugar prominente a todas as criaturas que ocupa a Santíssima Virgem por aquelas mesmas palavras com que se anunciou a primeira vez a divina maternidade, e com que foi saudada pelo anjo como cheia de graça. Lembramos-lhe no Rosário este singularíssimo favor, esta eminente prerrogativa, e damos-lhe os parabéns por ela.

Reduz-se nele toda a nossa oração a dar um solene testemunho da nossa fé, da parte que nos toca em sua elevação e na confiança que temos em sua poderosa bondade. Fazemos pública profissão de reconhecer com toda a Igreja a Santíssima Virgem como verdadeira Mãe de Deus, e em virtude deste augusto título de Soberana Senhora de todo o universo, Rainha dos anjos e dos homens e a Jesus Cristo nosso Supremo Mediador entre Deus seu Eterno Pai e nós, refúgio seguro de todos os pecadores, asilo inviolável de todos os infelizes, consolação de todos os aflitos, mãe dos predestinados, mãe da graça e de misericórdia.

O Rosário agrada a Nossa Senhora

Se em nossa mesma oração repetimos tantas vezes uma profissão tão soberana é, ó Virgem Santa, para vos manifestar nosso gozo por todas as vossas eminentes prerrogativas e por todas as vossas grandezas. Consideremos agora quanto valerá aos olhos de Deus uma oração de tanto interesse e tão grata à Santíssima Virgem. Compreendamos a excelência do Santo Rosário, a importância e as grandes utilidades desta incomparável devoção. Ela encerra em si quanto pode redundar em maior honra da Mãe de Deus e em maior proveito dos fiéis. Não há confraria mais santa, mais religiosa e mais importante para a Salvação, que a confraria do Rosário. Por isso não nos deve causar admiração que tantos grandes homens, tantos santos, tenham sido tão zelosos em promover esta devoção, que a hajam pregado, publicado e aplaudido como seguro meio para conseguir de Deus por intercessão da Santíssima Virgem as maiores graças e os mais especiais favores.

Por meio desta devoção se desarma o inferno, põem-se em desbarato os inimigos da salvação, zombamos de seus esforços e desmancham-se-lhes todos os artifícios. Por tudo isto reconheceu a Igreja que deve a esta devoção a célebre vitória contra os turcos e que com muita razão se chama Nossa Senhora da Vitória a Nossa Senhora do Rosário. Com estas armas se triunfa de toda a malícia dos inimigos da salvação, sendo o Rosário como que o broquel que apara todos os golpes. Desgraçados aqueles que desprezam um socorro tão poderoso e uma fonte de bens tão copiosa!

Precisamos do Santo Rosário

SEGUNDO PONTO – Considera que enquanto estivermos nesta vida precisamos continuamente da intercessão da Santíssima Virgem. Achando-nos combatidos de mil tentações, cercados de inimigos de toda a parte, caminhando sempre por precipícios em meio a uma noite tenebrosa, rodeados de laços e em terreno tão escorregadio, que faremos para rebater tantos assaltos, para evitar tantas emboscadas, para resistir a tão terríveis inimigos que às forças unem os artifícios, e que em tudo nos são tão superiores? Como poderíamos escapar a tantos perigos sem o auxílio de tão poderosa protetora?

E, sendo assim, nunca serão demais nossas diligências para reclamá-lo. E quem poderá deixar sem um descuido culpável de recorrer a este asilo, sobretudo na hora da morte, naquele instante mais crítico, em que nossos inimigos redobram de esforços e estratagemas, naquele momento decisivo de nossa eternidade?

Naquela hora terrível, porque tudo devemos temer de nossa fraqueza, e passada a qual, nada há que esperar da divina misericórdia. Ah! que naquele abandono geral de todas as criaturas, vos só, ó Virgem Mãe de Deus, sereis meu refúgio, minha esperança, meu único recurso! Que consolação não será para todos os que estão alistados nesta santa confraria o saber que naquele momento crítico e decisivo de nossa sorte tantos milhares de devotos da Santíssima Virgem estão implorando por nós sua assistência, reclamam tantas vezes sua proteção, e solicitam com tanto fervor sua misericórdia! Nem só na hora da morte logram os confrades do Rosário estes favores e ofícios de caridade; desfrutam-nos também em todos os trabalhos, aflições e adversidades da vida. Não é o menor dos privilégios e utilidades desta santa confraria a união, comunhão e participação das orações e boas obras dos confrades! É prodigioso o número dos fieis e devotos servos de Maria que cumprem com tanta pontualidade como fervor com esta religiosa devoção, rezando todos os dias o Rosário da Virgem.

A alegria de participar da confraria do Rosário

Grande consolação para os que estão alistados nesta confraria o terem parte em todas as orações de seus confrades, o saber que todos os dias, todas as horas e todos os momentos está um grande número de fervorosos servos de Maria, suplicando-lhe afetuosamente que nos assista agora e na hora da nossa morte: Nunc et in hora mortis nostræ. Ainda quando nós não merecêssemos ser ouvidos, como poderá negar-se aquela Mãe de misericórdia a ouvir os clamores da piedosa multidão? Se dez justos eram bastantes para desarmar a ira de Deus tão justamente irritada contra cinco populosas cidades, porque não havemos de esperar que a Santíssima Virgem ouça as orações que tantas almas santas lhe oferecem cada dia por nós, míseros pecadores? Ah! quanto perdemos em não nos alistarmos em tão proveitosa confraria!

Reconheço, Virgem Santa, minha recusa e minha culpável indolência em me não ter dado pressa até agora de entrar em uma união tão vantajosa de orações e de boas obras com todos aqueles que tão particularmente estão dedicados a vosso serviço; ou se, tendo tido a alegria de entrar neste santo comércio, tenho sido negligente em cumprir com tão justa obrigação, pagando-vos cada dia o devido tributo de louvores e orações.

Na verdade, não me atrevo eu a honrar-me com este título, mas desejoso de o merecer, não deixarei de opôr-me aos maiores esforços de meus inimigos, confiando sempre em vossa benéfica bondade e maternal misericórdia.

Não me negueis, Senhora, aquela proteção que ofereceis aos que são fiéis em vosso serviço.

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