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Memória de Santa Catarina de Alexandria

Tempo de leitura: 7 min

Dentre as leituras propostas pelo padre Jean Croiset para o dia de Santa Catarina de Alexandria, temos a sua meditação no Evangelho. Este sacerdote jesuíta nos leva, por meio de seus escritos, a uma profunda reflexão em como devemos estar sempre prontos. O Esposo pode voltar a qualquer momento!

Tal como a Santa homenageada hoje, devemos estar sempre prontos a tudo largar em prol do Senhor, e sempre buscá-Lo com toda a nossa força, de toda a nossa alma.

Leitura

A leitura para hoje está no Evangelho segundo São Mateus, capítulo 15, versículos de 1 a 13:

Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: Então, o Reino dos Céus será semelhante a dez virgens, que saíram com suas lâmpadas ao encontro do esposo. Cinco dentre elas eram tolas e cinco, prudentes. Tomando suas lâmpadas, as tolas não levaram óleo consigo. As prudentes, todavia, levaram de reserva vasos de óleo junto com as lâmpadas. Tardando o esposo, cochilaram todas e adormeceram.

No meio da noite, porém, ouviu-se um clamor: Eis o esposo, ide-lhe ao encontro. E as virgens levantaram-se todas e prepararam suas lâmpadas. As tolas disseram às prudentes: Dai-nos de vosso óleo, porque nossas lâmpadas se estão apagando. As prudentes responderam: Não temos o suficiente para nós e para vós; é preferível irdes aos vendedores, a fim de o comprar para vós. Ora, enquanto foram comprar, veio o esposo. As que estavam preparadas entraram com ele para a sala das bodas e foi fechada a porta. Mais tarde, chegaram também as outras e diziam: Se­nhor, senhor, abre-nos! Mas ele respondeu: Em verdade vos digo: não vos conheço! Vigiai, pois, porque não sabeis nem o dia nem a hora.

Meditação

DA SUPREMA DESDITA DO HOMEM

PRIMEIRO PONTO — Considera que a suprema desdita do homem é ser réprobo, rejeitado de Deus: Nescio vos [Eu não te conheço, em tradução literal do latim]. A posse de Deus é a soberana felicidade do homem: quem ousaria negar esta verdade? Perder a Deus, e perdê-Lo para sempre, não pode ser senão a soberana desgraça.

O homem foi criado só para Deus: eis aí nosso fim, nossa alegria, nosso centro. A tal respeito, basta que se consulte o coração. Há mais de seis mil anos que os homens tentam se tornar felizes, mas ninguém pôde achar ainda repouso perfeito e completo. Fica sempre um vácuo infinito, que todos os objetos criados não podem encher. Isso ocorre porque não foi para eles que o homem foi criado.

É preciso que se eleve até Deus. Desde o momento que se toma este partido, encontra-se uma paz, uma doçura, que não era achada em lugar algum. Somente Deus é o seu fim e o centro do seu repouso, e isto já desde esta vida: que será, pois, no Céu, por toda a Eternidade? Deus se comunicando afetuosamente com nossa alma, Deus dando-se-lhe sem reserva… Uma alma entrando e ficando até perdida, por assim dizer, na alegria e na felicidade do Senhor: concebe, se podes, o preço infinito, a imensidade desta ventura. Mas concebe também por aí que desgraça é perder a Deus, ser aborrecido e reprovado por Ele, tornar-se o objeto de Seu ódio e de Sua cólera: Nescio vos [Eu não te conheço].

O temor à reprovação

Ainda que houvésseis sido o maior monarca do universo, o homem mais poderoso, o mais feliz de todos os séculos, se, ao saíres da vida, Deus te disser Nescio vos, não sei quem és tu, jamais te conhecereis, serás sempre objeto de horror a meus olhos, sempre abominável a meu coração, sempre objeto da mais intensa cólera, Nescio vos, que virás tu a ser? Que serás durante a eternidade?

Incorrer na desgraça de um pai, de um protetor poderoso, de quem dependia toda a nossa fortuna, ou mesmo de um amigo que fazia toda a nossa consolação, é bem triste. Perder um pleito que arrasta consigo a desgraça de toda a família, cair no desprezo do príncipe e perder, com isso, a honra, os bens, a dignidade e a pátria. Por certo que é preferível a morte a esta longa cadeia de infelicidades: mas, sinceramente, o que é tudo isso em comparação com a desgraça eterna? Que éditos de príncipes, que sentenças de parlamentos, que proclamações infamantes haverá que sejam comparáveis a um Nescio vos de um Deus irritado? Que raio mais fulminante, mais aniquilador, mais aterrorizante do que estas tristes palavras?

Fazei, Senhor que eu compreenda aqui todo o sentido, todo o rigor destas verdades, que lhes sinta aqui todo o temor, para não lhes sentir as consequências na eternidade: Confige timore tuo carnes meas, a judiciis enim tuis timui, penetrai minha carne de Vosso temor, a fim de que eu possa evitar vossos formidáveis juízos.

O negócio mais importante

SEGUNDO PONTO — Considera que não há mal na terra sem recurso. Não existe infortúnio nem desgraça que não se possa recorrer. No entanto, por acaso existe algum nessas terríveis palavras: Nescio vos?

Que se falhe numa negociação, que um negócio saia mal, que uma empresa considerável vá à falência, que um perca certa rica herança, que se perca um processo, que pela pior injustiça alguém seja privado de sua fazenda: não houve recurso durante a vida, mas deve durar pouco e o pensamento da morte consola.

Quando, porém, se cai em desgraça com Deus, quando não há mais amigos e intercessores junto d’Ele, quando a fonte das misericórdias secou para nós, quando o tempo da graça passou e não há mais tempo… Quando a eternidade sucedeu a esse punhado de dias, tão próximos do imperceptível que já estão passando, e, no alto disto tudo se ouve um Deus que, no furor de Sua cólera, nos diz que não nos conhece e que não sabe quem somos. A partir daí, de nada importam nossos trabalhos passados, nenhum respeito por nossos serviços prestados, nenhuma compaixão nem misericórdia. De nada valem gemidos, choros, lamentos e uivos: Amen dico vobis, nescio vos. Em verdade, vos digo: não vos conheço!

Era preciso ter feito a provisão a tempo. Era crucial ter vigiado, e não ter estado ocioso. Precisava-se trabalhar em tua salvação enquanto era dia. Agora chegou a noite, quando nada se pode fazer. Uma vida de vinte e cinco anos, de quarenta, de sessenta, só tinha sido dada para se preparar para receber o divino Esposo.

O tempo da misericórdia

A incerteza da hora a que chegaria demandava uma vigilância contínua. Não bastava ser virgem, era mister ainda ser devotado a seu dever. Não era crucial ter as lâmpadas acesas, mas sim conservar uma reserva de azeite. Adormecera-se, e neste momento chegou o Esposo. Notou-se, então, que as lâmpadas já se apagaram, e que não se trouxera óleo. Tudo são pressas, mas já é tarde demais.

Um acidente, um desfalecimento conduz aos pés do confessor, aos sacramentos, à penitência; durante essa agitação, esse espanto, durante esses alarmes, chega o Juiz. Pede-se tempo para se preparar, mas ignora-se que, na verdade, deveria-se estar pronto de antemão. As portas da misericórdia fecham-se com a vida; bate-se, e lá de dentro respondem: Não te conheço. Nescio vos. Não é tempo: a desditosa eternidade já começou, e essas mágoas e angústias mortais, esse desespero, essa raiva, esses tormentos começados não terão fim.

Ah! Senhor, de que serve ao homem ganhar o mundo inteiro, se perde sua alma; e que troca poderá efetuar que o indenize do que perdeu?

Para que viemos?

É estranho ver pessoas de bom senso ocuparem-se dos negócios do mundo durante dias, meses, anos inteiros, separando para isso tudo o que têm de mais caro, que às vezes, não chegam a ter prazer algum, mas apenas o desgosto dos negócio mais pesado, saírem do mundo sem nunca terem pensado seriamente no porquê de terem vindo aqui e aonde deveriam ir depois desta vida.

Ah! Meu Deus, como foram sábios os santos em pensarem nisso durante toda a vida! Não permitais, Senhor, que as reflexões que acabo de fazer, sirvam para minha condenação e desgraça eterna!

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