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Memória de Santo André, Apóstolo

Tempo de leitura: 9 min

Santo André, Apóstolo, foi um dos primeiros que Cristo convidou para segui-Lo. Tamanha foi sua fidelidade que finalizou sua carreira com uma das maiores glórias que se pode almejar: foi condenado à morte, e morte de cruz. Conheça aqui a sua história de vida e os imensos prodígios de fé que operou ao final de seus dias na Terra!

Biografia

Santo André foi originário de Betsaida, cidade pouco populosa da Galileia, mas que depois tornou-se célebre pela pregação e pelos milagres do Homem-Deus e também pela maldição que Ele fulminou contra ela por não ter escutado Sua divina palavra: “Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida!”

Tendo, um dia, ouvido de São João Batista aquela exclamação: “Eis aqui o Cordeiro de Deus”, indicando o Cristo com o dedo, André pôs-se a seguí-Lo junto com um outro, cujo nome o Evangelho não nos diz. Voltou-se para eles o Salvador, e perguntou-lhes: “A quem buscais?”. Não ignorava, nem podia ignorar, que buscavam a Ele, aquele Senhor a quem estão destinadas as maiores alegrias do coração. E sabia que O queriam buscar por conta dos impulsos desta mesma alegria; no entanto, quis proporcionar-lhes ocasião de Lhe descobrirem eles mesmos o interior de sua alma.

Responderam-lhe: “Mestre, onde habitáveis?”. “Vinde e vereis”, lhes replicou o Salvador: os dois O seguiram, e com Ele ficaram o dia inteiro. A história sagrada não nos declara os maravilhosos efeitos da conversação que tiveram com aquele que era a sabedoria do Pai, deixando à nossa consideração, mais do que à nossa notícia, o tesouro de graças que beberam na mesma fonte d’Aquele que é salvação de todo mundo.

O apostolados de Santo André

Certo dia, estando André e Pedro a jogar as redes ao mar para pescar no mar da Galileia, disse-lhes o Salvador: “Vinde atrás de mim, que vos farei pescadores de homens”. No mesmo instante, deixaram para trás as redes, o barco e o ofício para darem início à vida apostólica, sendo eles os primeiros a ser chamados ao apostolado.

Santo André pregou por algum tempo na província da Judeia, correu todas as da Trácia e do Epiro, vencendo os trabalhos insuperáveis do ministério apostólico com aquela generosidade que competia a um apóstolo que tinha recebido as primícias da vocação celestial. Visitou a Cítia, a Capadócia, a Galácia, a Bitínia, até os confins do mar Negro. Penetrou até mesmo a Albânia, sempre aumentando o império de Jesus Cristo e destruindo o do príncipe das trevas.

Depois de iluminar estas diferentes províncias com a luz da fé, entrou em Patras, cidade da Acaia, onde continuou pregando o Evangelho. O procônsul da províncias era Egéas. Sabendo do que se passava, correu com diligência até Patras, a fim de atrapalhar os progressos da fé e manter o culto de seus falsos deuses.

A oposição ao cristianismo

No entanto, estando Santo André inflamando no zelo apostólico, passou imediatamente a ter reuniões com o procônsul, e lhe falou nestes termos: “Razão seria, ó Egéas, que visto que tens poder para julgar os outros homens, reconhecesses ao Juiz que há de julgar a ti e a todos: que, reconhecendo-O, tributasses à Sua soberana grandeza o respeito que se Lhe deve: e que, rendendo-lhe o culto de suprema adoração, em lugar do sacrílego incenso que ofereces a essas fementidas divindades, as tratasses com soberano desprezo.” Com isso, o procônsul ficou desnorteado, e lhe perguntou: “Com que tu és aquele André que faz gala de destruir os templos de nossos deuses e de pregar uma nova religião, que é proibida pelas leis do império?”

“Essas leis, replicou André, foram publicadas por uns princípios que não conhecem o mistério da nossa Redenção, nem a forma como o Filho de Deus desarmou as potestades do inferno, rompendo as cadeias da nossa escravidão, para nos restituir a nossa gloriosa liberdade”. “Com tudo isso, tornou o procônsul, esse que tu chamas Filho de Deus não pôde impedir que os judeus O prendessem e O fizessem expirar ignomiosamente sobre a cruz”.

“É certo, replicou o apóstolo, que em uma cruz expirou. Mas que haverá de mais glorioso que a cruz? Nela morreu por nosso amor, e para remir a culpa do gênero humano”. “Pouco importa, respondeu Eéas, que houvesse sido crucificado por vontade ou sem ela: basta que o houvesse sido, para não merecer adoração. Boa extravagância essa, a de reconhecer por Deus um homem que morreu em um madeiro!”

Santo André exorta o Procônsul

Então, o santo apóstolo explicou ao procônsul os principais mistérios da nossa religião. Lhe falou, assim, da necessidade do gênero humano de ser remido após o pecado original, do prodígio da Encarnação do Verbo que se fez homem sem deixar de ser Deus, e a paixão deste Deus-homem para satisfazer nossa culpa. Como Egéas não caía em si para compreender aquelas verdades, disse ao apóstolo que, largando as palavras vãs, tratasse de adorar os ídolos.

Revestido, então, Santo André da fortaleza que lhe inspirava o seu caráter de sacerdote do Senhor, fez aquela profissão de fé que encheu de honra o cristianismo e é tão decisiva para mostrar a verdade do sacramento do altar. “Eu, disse, todos os dias ofereço a Deus todo poderoso não já a carne dos touros, nem o sangue dos bodes, mas o Cordeiro sem mancha que foi sacrificado na cruz: todo o povo se sustenta da Sua carne e de Seu sangue, e, depois de sustentado todo o povo, continua tão inteiro como antes. Tão vivo permanece o Cordeiro depois de sacrificado, como o estava antes do sacrifício”.

A refutação aos ídolos

Como o procônsul ficou irritado com este discurso, mandou que o prendesse. No dia seguinte, fê-lo aparecer diante do tribunal, e depois de o ameaçar com o suplício da cruz caso não sacrificasse aos ídolos, o santo ficou cheio de uma generosa e cristã indignação. Respondeu-lhe, de seguido: “Filho da morte, até quando persistirás em tua cegueira e obstinação? Pensas que temo os tormentos com que me ameaças? Antes os desejo com ardor, e saberás que coisa alguma me aflige tanto, como o ver-te tão longe dos caminhos do Céu. Tem entendido que, quanto mais eu padecer, mais furiosa será a coroa que Deus me tem preparado. E, também, quanto mais me ocupe à incitação que Ele sofreu, mais digno me farei de Suas divinas complacências”.

Egéas, então, mandou que o açoitassem desumanamente. Depois deste suplício, Santo André compareceu outra vez em sua presença, levando impressos em seu corpo os gloriosos sinais de sua constância heróica.

Falou com mais eloquência do que nunca. Tratou de temas como a fortuna de morrer em uma cruz por amor de Jesus Cristo, e acrescentou: “Não se deve temer este tormento que me preparas, e que quando muito deve durar um ou dois dias, seguindo-lhe a recompensa de uma glória imortal: o que deve temer-se é o tormento sumamente formidável, as penas do inferno em que vais precipitar-te, que jamais terão fim e sempre serão as mesmas”.

A sentença de morte

Tendo Egéas visto, afinal, que nada adiantava com um homem de tal caráter, sentenciou-se que morresse em uma cruz. O povo gritada: Que delitos cometeu esse justo amigo de Deus para ser condenado à morte? Não se pode permitir que se leve à execução esta tão iníqua sentença. Contudo, o santo apóstolo não sabia em si de contentamento, vendo-se tão próximo de morrer por Jesus Cristo. Levantando a voz, conjurou o povo cristão a que não lhe prestasse o mau serviço de impedir ou retardar o seu sacrifício.

Assim que viu, ao longe, a cruz em que havia de ser justiçado, ficou fora de si. Tamanha foi sua alegria, que bradou: “Salve, venerável e santa cruz, que foste consagrada pelo corpo de meu Senhor Jesus Cristo, que descansou em ti. Antes de morrer em teus braços este amável Salvador, eras ignomiosa e terrível. Porém, depois que expirou em teu seio o mesmo Deus, estás cheia de delícias, e os que te conhecem, suspiram por soltar em teus braços o último suspiro. Todos os que têm fé sabem muito bem as suaves consolações que se escondem em ti, e a glória que está preparada aos que morrem contigo.

Cheio pois de gozo e de confiança, venho hoje a ti, rogo-te que gostosamente me recebas como discípulo d’Aquele divino Mestre, que, pendente de ti, remiu o mundo. Oh!, amável cruz, a quem acrescentar incomparável formosura a alegria de haveres servido de luto doloroso a meu Senhor, que é o Deus da glória! Oh!, cruz, por quem tanto tempo suspirei. Oh!, cruz, que, com tanto ardor apeteci. Oh!, cruz, que busquei continuamente, e que já enfim veem preparadas meus ditosos desejos! Recebe-me em teu seio com benignidade; restitui-me a meu divino Mestre, e tenha eu a alegria de passar de teus braços aos d’Aquele que em ti me redimiu”.

A crucifixão de Santo André

Logo que chegou à cruz, amarram-nos a ela com cordas, como ordenara o procônsul. Durou dois dias naquele estado, exortando os fieis que o cercavam a perseverar na fé e a desprezar os tormentos passageiros para merecer a glória imortal. Movido o povo da paciência e valor do santo mártir, irritou-se contra a crueldade de Egéas, que, temendo uma revolta, prometeu tirá-lo da cruz.

Ele chegou até a ir ao lugar do suplício para fazer-se cumprir sua vontade. No entanto, logo que os empregados do procônsul chegavam perto da cruz, sentiam-se imóveis e sem forças. Então, o santo apóstolo levantou a voz e fez a seguinte deprecação: “Não permitais, Senhor, que desça da cruz Vosso humilde servo, já que lhe concedestes a graça de que nele fosse posto pela confissão de Vosso santo nome. Dignai-vos receber-me em Vossas mãos, prostrado do conhecimento de Vossas grandezas que tenho devido à luz que me comunicou este suplício. Em Vós sou tudo o que sou: tempo é já de que volte a unir-me a Vós como centro de todos os meus desejos, como objeto de todos os amores de meu coração”.

Ao acabar de pronunciar estas palavras, rodeou-o uma celestial e brilhante luz, cujo resplendor não se podia suportar, e, ao passo que ia esmaecendo este esplendor, ia-se desprendendo do corpo sua bendita alma, de maneira que, ao desaparecer aquela claridade, o santo apóstolo abriu os olhos à Luz Eterna. Desta forma, seu martírio ocorreu a 30 de novembro do ano 63, no império de Nero.

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