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Nossa Senhora, Rainha da Paz

Entre os títulos que se dão à santa Virgem, há alguns que, aos olhos de alguém que vislumbra os primeiros raios da conversão, podem parecer contraditórios. De um lado lhe chamamos a Mãe de dores, a Rainha dos mártires: o que não significa apenas que ela é a soberana dos mártires como dos outros santos, mas que os antecedeu no caminho do sacrifício e os ultrapassou pela intensidade de seus sofrimentos. De outro lado, chamam-lhe “a feliz porta do Céu”, ou “Bem-Aventurada” e “Rainha da Paz”.  

Diz-nos a Encíclica Ad Caeli Reginam do Papa Pio XII:

 Não é ela acaso o arco-íris que se eleva para Deus, como sinal de pacífica aliança? “Contempla o arco-íris e bendize aquele que o fez; é muito belo no seu esplendor; abraça o céu na sua órbita radiosa, e foram as mãos do Altíssimo que o traçaram”. Todo aquele que honra a Senhora dos anjos e dos homens – e ninguém se julgue isento deste tributo de reconhecimento e amor – invoque esta rainha, medianeira da paz; respeite e defenda a paz, que não é maldade impune nem liberdade desenfreada, mas concórdia bem ordenada sob o signo e comando da divina vontade: tendem a protegê-la e aumentá-la as maternas exortações e ordens de Maria.

Como resolver esta contradição aparente? Será que a paz e mesmo a felicidade seriam compatíveis com os sofrimentos mais vivos? Seria a vida um estranho amálgama em que prazeres e sofrimentos se confundem em um emaranhamento inextricável? Ou então a alegria nasceria da dor como uma flor suave de um grão que se decompõe?” A essas perguntas, formuladas pelo padre Henri Morice na obra A mulher Cristã e o Sofrimento, a resposta é dada pela guia do sacerdote com um lance de olhos sobre a vida da Virgem, vida tão bela, tão cativante e tão cheia de ensinamentos para nós, sem que isso signifique dispensar uma longa série de provações. 

Não é verdade nova o que a Encíclica Ad Caeli Reginam do Papa Pio XII apresenta à crença do povo cristão, porque a tradição da Igreja não tem sede de novidades, mas somente desvela e aprofunda mais aquilo que é, ou seja, a permanente Igreja de Cristo. Consoante o próprio documento, o fundamento e as razões da dignidade régia de Maria encontram-se bem expressos em todas as idades, e constam dos documentos antigos da Igreja e dos livros da sagrada liturgia. Longe de enfraquecer-se com o tempo, o culto da Virgem se desenvolve cada vez mais como demonstrativo da mesma Verdade que moveu os primeiros cristãos, sedentos da mesma paz de Cristo mediada pela Mãe Santíssima. É ela mesma que no-lo afirma em cântico sublime: “Minha alma estremeceu de alegria, porque o Todo-Poderoso fez em mim grandes coisas; e eis que todas as gerações me chamarão Bem-Aventurada”. 

Suspirantes na mais sublime expressão do amor maternal, ousamos dizer:

“Virgem augusta e protetora, rainha e senhora, protege-me à tua sombra, guarda-me, para que Satanás, que semeia ruínas, não me ataque, nem triunfe de mim o iníquo adversário”. – Santo Efrém 

In Corde Iesu 

Editorial Caritatem 

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