Casamento católico oprime a mulher?

O casamento católico realmente oprime a mulher?

Muitos dizem por ai que o catolicismo e sobretudo o casamento católico oprimem a mulher ou são “machistas” em seu contexto, será isso mesmo?

Primeiramente vamos analisar o pensamento feminino:

“A fidelidade é a escolha, sempre mais livre, amor sempre mais forte”. (Zundel)

É este belo e grande Amor que a noiva deseja sentir vibrar para sempre no seu peito. Que lar magnífico e feliz seria esse que sempre ouvisse o doce e fiel romance de semelhante Amor! Sem dúvida alguma, é o amor mais perfeito que pode pulsar em corações humanos.

Por isso, vale a pena criar-lhe um meio, um clima tão bem apropriado, que possa verdadeiramente crescer, desabrochar, comprazer-se e permanecer, se possível, em todos os lares.

Se examinarmos como os povos, no decurso dos séculos, organizaram o quadro do casamento, constatamos que só o catolicismo edificou o meio verdadeiramente favorável ao amor perfeito.

O casamento pagão

Todos os povos pagãos, civilizados e não civilizados, hoje como ontem, admitiram a poligamia e o repúdio da esposa.

Ora, que segurança pode existir para uma esposa sujeita a ser repudiada e que intimidade pode reinar entre esposas e marido? Nunca passará de uma intimidade incompleta, diminuída não só física, mas, o que é mais importante, sentimental e espiritualmente, sobretudo para a mulher ou mulheres que não são a “favorita”.

Na China, por exemplo, a primeira mulher é e continuará a ser a dona de casa. Suficientemente bem tratada pelo marido, a maior parte das vezes não é amada, porque, segundo os usos, não pode ser o marido a escolhê-la. Foram os pais que lhe escolheram. Ao contrário, amará muitas vezes a segunda mulher, a concubina, porque foi ele que pessoalmente a escolheu. Todavia, a favorita nunca vem a ser dona de casa, papel que continua a pertencer à primeira esposa. Esta última tem, portanto a autoridade no lar, mas não o amor de seu marido; a rival é amada, mas não tem a autoridade.

Que mulher, entre nós, escolheria este regime?

O quadro institucional do casamento poligâmico cria por si uma situação mutilada e de inferioridade para a mulher. O casamento neste caso não é um dom mútuo completo, uma intimidade total e exclusiva dos dois seres. Um dos cônjuges é sacrificado ao outro, de uma maneira notória.

O casamento católico

É preciso chegar à regulamentação cristã do casamento, para encontrarmos o meio que favorece, por si, a inteira união, a perfeita intimidade dos esposos.

O matrimônio cristão é monogâmico e indissolúvel, vivido segundo o espírito que lhe inspira a norma, o esposo e a esposa dão-se total e definitivamente, devotam-se um ao outro, orientam-se exclusivamente um para o outro.

Quem não vê que este quadro e este clima são os únicos que permitem a intimidade completa e total em pé de igualdade e reciprocidade, sem que um se torne subalterno do outro?

Mas monogamia e indissolubilidade não passam de leis de quadro que criam o meio institucional mais favorável ao perfeito amor. O catolicismo impõe não só o quadro, mas o espírito. Muitos casais cristãos podem de fato não os respeitar. São faltas dos homens, não faltas da instituição. Nem por isso o quadro católico deixa de ser o melhor, o mais apto a favorecer o amor perfeito, enquanto o quadro pagão – ou o do amor livre que é um regresso ao pagão – favorece o amor truncado, em detrimento da mulher, sobretudo.

Não o realizam ipso facto; facilitam-no. Não conseguem criá-lo, a não ser que os cônjuges vivam verdadeiramente, segundo o espírito que inspirou essas leis, que é o do amor humano, o mais completo possível. A monogamia sublinha e favorece o exclusivismo absoluto do amor que os cônjuges devem ter um ao outro, a sua integridade sem interrupção nem partilha; indica que o amor dos esposos deve ser total em intensidade. A indissolubilidade, essa significa que o amor dever ser total em duração.

Casamento do amor perfeito

O casamento monogâmico e indissolúvel é, pois, como instituição, o casamento do amor perfeito. Permite e favorece o mais alto amor que o homem pode atingir. Quando impuseram estas leis ao amor, Cristo, e depois d’Ele o catolicismo, orientaram a humanidade para o melhor amor e, portanto, para a maior ventura no domínio do amor, para o lar mais estável e feliz.

É precisa, na verdade, toda a pobreza e superficialidade de pensamento dos defensores do “amor livre” para ousar apresentar a sua filosofia do amor, de um amor de eclipses ou de parceiros sucessivos, como uma fórmula progressiva do amor. Este amor é um sentimento em que as notas passionais e carnais dominam um amor livre em que, como o disse muito bem Forster: “A liberdade acaba sempre por matar o amor”. Longe de marcar um progresso, marca um, retrocesso.

A esposa compreenderá, pois, tudo o que a mulher, deve a Cristo e ao catolicismo; compreenderá também que os preceitos em que Ele envolve o amor não tendem a amesquinhá-la, mas a torná-la mais bela e melhor, a fazê-la viver o grande Amor ao qual aspira todo o coração de mulher.

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2 Comentários

  1. Belo texto

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