fbpx

QUEIMA DE ESTOQUE COM ATÉ 70% OFF

EU QUERO O MEU

O Doce Nome de Jesus

Tempo de leitura: 8 min

Conquanto no mistério da circuncisão se compreenda também a solenidade do dulcíssimo Nome de Jesus, a Igreja tem concedido a muitas Ordens religiosas e a não poucas Igrejas particulares a faculdade de celebrarem festa singular deste santíssimo Nome, no dia seguinte à Oitava da festa da Epifania, que corresponde ao 14 de janeiro.

A veneração que todos os fiéis professam a este nome, que, segundo o Apóstolo, deve sempre ser pronunciado com o respeito mais profundo, pede como de justiça este culto. Os próprios ingleses, que, depois do seu lastimoso cisma, aboliram a maior parte das festas da Igreja Romana, conservam ainda hoje no seu calendário a do dulcíssimo Nome de Jesus. 

Nome verdadeiramente divino, que só Deus podia dar ao Salvador do mundo. 

Nome venerável, que faz dobrar o joelho e humilhar-se toda a grandeza da terra.

Sacrossanto nome que estremece o inferno e põe em fuga os demônios.

Nome onipotente, em virtude do qual se têm operado os maiores e mais autênticos milagres.

Nome salutar, de quem recebem toda a força – digamo-lo assim – os Sacramentos da nova Lei.

“E tudo o que pedirem em Meu nome…”

Este nome tudo pode com Deus, pois só por seu respeito é que Ele escuta benigno, e despacha benéfico, as nossas orações. 

Nome glorioso, levado pelo zelo dos apóstolos a todos os gentios, a todos os reis da terra. 

Augusto nome, por confissão do qual os santos Mártires se gloriaram de sofrer os mais cruéis tormentos.

Nome, finalmente, incomparável, pois não há outro debaixo do céu por cuja virtude possamos salvar-nos: Nec enim aliud nomen est sub coelo datum hominibus in quo nos oporteat salvos fieri. 

Com razão, diz São Bernardo, se chama o santíssimo Nome de Jesus óleo saudável, porque verdadeiramente é óleo que alumia, quando a caridade o acende; óleo que nutre, quando o coração o gosta; óleo que sara, quando a devoção o aplica.

“Todo alimento da alma que não esteja empapado neste óleo é seco; toda comida espiritual que careça deste condimento é insípida. 

O nome de Jesus cotidianamente

Não acho gosto dos livros, se não encontro neles o Nome de Jesus. Enfastiam-me as conversações, se nelas se não repete amiúde o nome de Jesus. 

O nome de Jesus é mel para a boca. Não há soído mais harmonioso para os meus ouvidos. Não pode haver nada mais doce para o coração.

Estás triste? Pois chama do coração aos lábios o Nome de Jesus, e verás que para logo as nuvens se dissipam, que para logo volve a serenidade e se descobre o belo dia. 

Induzem-te à desesperação os remorsos da tua consciência, e faz-te estremecer a espantosa vista dos teus pecados? Eia! Pronuncia o dulcíssimo Nome de Jesus, e verás como a confiança revive, e o tentador dispara em vergonhosa fuga. 

Ao só Nome de Jesus se desarma todo o inferno junto. 

É ele que faz derramar na oração lágrimas tão doces.

É ele que infunde novo alento e coragem nos maiores perigos.

Quem invocou já este adorável Nome, que não fosse prontamente socorrido?

Quem se viu já combatido das paixões mais violentas, asseteado dos mais ferozes inimigos, que invocando este dulcíssimo Nome não conseguisse completa vitória?

Ó, quão dulcíssimo ele é!

Nome de valor nos combates.

Nome de luz nos perigos.

Este nome, enfim, dá a salvação à hora da morte, para quem o traz gravado no coração”. 

Que grandemente veneraram todos os Santos este augusto Nome!

Santo Inácio Mártir dizia de si mesmo que o levava sempre gravado no coração. 

São Bernardo tinha nele o objeto principal das suas conversações, e a matéria mais frequente dos seus elogios.

Santo Inácio, fundador da ínclita Companhia de Jesus, não achou para dar aos seus filhos nome que mais lhes fizesse conceber a ideia da sublime perfeição a que o seu estado e ministério os obriga. É por isso que os Padres desta religião celebram hoje a festa do suavíssimo Nome de Jesus.

Oh! Que nome haverá mais respeitável para os anjos e mais venerável para os homens!

O Nome de nossa esperança

É um nome augusto, dizem os Santos Padres da Igreja, porque não há coisa mais gloriosa para Deus do que ser o Salvador dos homens. 

É um nome que inspira alegria e confiança, porque é a um tempo soberano remédio para todos os males desta vida, e formoso penhor da bem-aventurança eterna.

Que significa o Nome de Jesus, nota Santo Agostinho, senão Salvador?

Salvai-me, pois, ó bom Jesus, ainda que não seja senão para corresponderes ao que me promete o vosso Nome: Quid est Jesus, nisi Salvator? Ergo, Jesu, propter temetipsum, fac mihi secundum Nomen tuum.

O sagrado Nome de Jesus, continua o mesmo Padre, é o Nome delicioso, Nome doce, Nome que inspira amorosa confiança, Nome que alenta e avigora o pecador: Jesus est Nomen dulce, Nomen delectabile, Nomen confortans peccatorem, et Nomen bonae spei. 

Ó Deus de bondade, exclama ainda o mesmo Santo, se eu por desgraça minha perdi o direito de me salvar, vós não perdestes o título pelo qual costumais usar conosco de misericórdia: O bone Domine! si admisi unde me damnare potes, tu non amisisti unde salvare soles. Jesus tem no seu Nome o penhor da sua misericórdia infinita, diz São Gregório de Nissa: Misericordiae pignus Nomine portat. O Nome de Jesus, diz São João Crisóstomo, é um Nome onde estão conglobados todos os bens: Nomen continens totum bonum, nome, acrescenta Orígenes, que sinala a onipotência do que o tem: Nomen Jesu, Nomen omnipotentis. Bendito seja para todo o sempre este sagrado Nome que aplaca a ira de Deus, e nos livra da sua maldição, e aterra os próprios demônios: Hoc Nomen Domini sit benedictum in saecula, quod iram avertit, quod maledictum abstulit, quod doemones terruit. 

O Nome de nossa paz

Homens mortais, diz Santo Ambrósio, neste dulcíssimo Nome tendes com que acalmar a vossa turvação, com que remediar os vossos males, com que socorrer as vossas necessidades, com que alentar a vossa fé, com que incender a vossa caridade, com que alimentar a vossa esperança.

Se temeis a morte, ele é a vida.

Se os vossos olhares buscam o céu, ele é o caminho.

É o ardor da febre que vos abrasa? Ele é a saúde. 

Se tendes fome, ele é o sustento.

Se vos oprime o trabalho, ele é o descanso. 

Combateis generosamente? Ele é a coroa.

Não, diz São Bernardo, não é este Nome, doce Jesus, um nome vazio, um nome vão; uma sombra de nome, como o dos outros que o precederam, mas sim um nome pleno do que significa: Nom enim ad instur priorum meus iste Jesus nomen vacuum aut inane portat; non est in co magni nominis umbra, sed veritas.

Este sagrado Nome, diz ele noutra parte, trouxe-o o Anjo, não o impôs; porque Jesus sendo Salvador por sua mesma natureza, tinha já desde a eternidade este Nome; é pois um Nome inato, que não recebeu nem dos homens, nem dos anjos: Vocatum est nomen ejus: vocatum plané, non impositum: nempe hoc ei nomen ab aeterno, a natura propria habet ut Salvator. Innatum est ei hoc nomen, nom inditum ab humana nec angelica creatura. Finalmente não há remédio mais eficaz para apagar o fogo da ira, para abater a intumescência do orgulho, para extinguir o incêndio da lascívia, para mitigar a sede da cobiça, do que invocar o doce Nome de Jesus, e conservá-lo no coração e na boca: Nihil ita irae impetum cohibet, superbiae tumorem sanat, extinguit libidinis flammam, sitim temperat avaritiae, quam invocatio Nominis Jesu (Serm. de Circume.).

O Nome acima de todo nome

Pelo muito que vos humilhastes, exclama um grande servo de Deus, pelo muito que padecestes, ó meu divino Salvador, o vosso Pai celestial nos deu um Nome superior a todos os nomes. Quis Ele que vos chamásseis Jesus e que ao eco deste nome todos dobrem o joelho no céu, na terra e nos abismos. 

Ó Espírito Divino, sem cuja assistência ninguém pode dizer Jesus, levantai os meus sentidos, animai as potências da minha alma, fazei-me penetrar o mistério deste grande nome; dai-me que eu o goste com doçura, que o pronuncie com frequência, que nunca o decline sem amor, que o profira sempre com respeito e confiança, e por este modo receba os efeitos da graça que ele pode e deve produzir em mim. 

Toda a vossa vida, amável Jesus meu, vos aprouve conservar este Nome; na vossa morte quisestes que ele fosse escrito e afixado sobre a vossa divina Cabeça; e lá nas alturas, assentado à mão direita do vosso Pai, gloriais-vos ainda deste Nome, e de repetir o que dissestes ao vosso Apóstolo: Ego sum Jesus, eu sou Jesus. 

Se para vós é tanta glória serdes meu Salvador, que infinita honra não será para mim que vos glorieis de o ser? 

Fazei, Senhor, que eu deseje tão ardentemente salvar-me, quanto vós desejais ser meu Salvador. Fazei que eu deseje com tanta veemência ver-vos e amar-vos no céu, quanto vós desejais ver-me e coroar-me nele. 

Até este dia anelei sempre que fôsseis meu Salvador, a fim de poder conseguir a salvação eterna que me conquistastes; de hoje em diante desejo esta minha salvação unicamente para que vós tenhais a glória de me haverdes salvado; ou antes, ó meu doce Jesus, eu a desejo, eu vo-la peço por vós e por mim: A solis ortu usque ad occasum, laudabile Nomen Domini. Sim, meu Deus, o vosso santíssimo Nome merece ser louvado por todas as criaturas que há desde o Oriente ao Ocidente. 

Para sempre seja bendito este Nome adorado, agora e nos séculos dos séculos: Sit nomen Domini benedictum, ex hoc nunc et usque in soeculum. 

Adquira já a sua edição!

Acaso não são incrivelmente proveitosos e sublimes os escritos do Padre Jean Croiset?

Para ter acesso a mais outros, você já pode participar da segunda etapa da campanha Ano Cristão, garantindo esta obra de inestimável valor para si.

E, caso tenha gostado deste texto, não exite em compartilhar com seus amigos, para que esta mensagem seja mais conhecida pelos fiéis católicos!

Compartilhe agora mesmo:

Você vai gostar também:

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta


*


*


Seja o primeiro a comentar!

JUNTE-SE A MAIS DE 100 MIL LEITORES

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade