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O hino de guerra do homem casto

Castidade é força! 

Godofredo de Bouillon com um golpe de espada cortava couraça e cavaleiro. Perguntaram-lhe de onde tirara tanta força. “Esta mão” — disse, levantado a direita — “nunca foi profanada pela impureza”.

Castidade é liberdade!

Enquanto latiram dentro de ti matilhas de cães, não és livre. Só ela lança em ferros os hábitos que aprisionavam a alma. 

Castidade é alegria! 

Toca para longe os remorsos e as tristes recordações de vis baixezas. Meu jovem amigo, de joelhos te imploro, nunca deixes entrar no paraíso da alegria tão asquerosa serpente — a impureza. Pois mil raminhos conduzem para fora e nenhum para dentro dele. Como é encantador o rosto de um moço casto! Recorda a inocência de criança.

Castidade é beleza! 

Há muitos anos, um pintor viu certo jovem mui formoso. Pintou-o na tela. Anos mais tarde, encontra-se com um velho horrivelmente feio. Pintou-o também, colocando os dois quadros um ao lado do outro com os dizeres: “A virtude” e “O vício”. A vista do que o velho começa a chorar.

— Por que choras? — pergunta o pintor.

— Sou o mesmo nos dois quadros. Há vinte anos, representava a virtude porque era belo vivendo casto. Remorso de velho!

Em Roma, todo o mundo queria ver o rosto de Luiz Gonzaga, o anjo da pureza.

Castidade é nobreza! 

É a fonte perene dos nobres pensamentos, a chama que ateia o entusiasmo por tudo quanto é alto, grande, elevado, digno. Dá ao moço cristão a elegância cristã perante a mulher formosa ou feia, moça ou velha. Até nos pensamentos fá-lo perfeito cavalheiro. Queria o rei da Itália que Achtermann esculpisse uma estátua escarnecendo a pureza. Generosamente pagaria o trabalho.

— Nem todo dinheiro da Itália poderia levar-me a isso! — foi a nobre resposta do homem que fizera voto de virgindade.

Tens a pureza nos olhos, meu amigo? Sai pelo mundo; a ti a ciência nada poderá ensinar, mas, sim, aprenderá de ti.

Conheces esta melodia? Eu passo ao longe tocando. Ao largo da ilha em que Apolo Musageto cresce no meio dos afagos das musas, eu passo tocando estas fanfarras de guerra. Ao ouvi-la, um dia lembrou-se Apolo que era “homem”. Largou as musas e seguiu a frota para a luta. Farás o mesmo, meu caro!

A exemplo de tantos outros, deixarás a ilha onde vivem os moles e seguirás atrás dos clarins que soam alvoradas para vida. Scipião colocou no túmulo a palavra: 

“Máxima omnium viela voluptas.” A maior de minhas vitórias foi vencer a volúpia.

O mármore das sepulturas espera esses dizeres a respeito de todo moço cristão. Junto ao rio mandou o Senhor que Gedeão despachasse para casa os manchados. A vitória ficou reservada aos limpos.

O mesmo ordena ainda hoje o Senhor, que distribui os triunfos na vida.

Deixa vibrar em tua alma os sons de guerra desta melodia!

———

Trecho extraído do livro “Páginas para Rapazes – Vigílias e Alvoradas”, do Padre Geraldo Pires. 

Este livro é composto por reflexões sobre a masculinidade, para serem lidas, uma por vez, nos momentos finais de cada dia. 

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