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O mandamento das vãs diversões

Tempo de leitura: 4 min

É curioso imaginar que o Padre Jean Croiset escreveu, no século XVIII, um texto que parece mais ser uma análise do ano de 2022. Isto porque, em verdade, seu escrito é mais real do que nunca.

Hoje em dia, mesmo os mais cristãos só buscam o divertimento. Só se quer, portanto, a alegria e o prazer; o que diferencia esta gente do paganismo?

Honestamente: nada.

Leitura

A leitura da Epístola de hoje está no livro de Isaías, capítulo 60, versículos de 1 a 6:

“Levanta-te, sê radiosa, eis a tua luz! A glória do Senhor se levanta sobre ti. Vê, a noite cobre a terra e a escuridão, os povos, mas sobre ti levanta-se o Senhor, e sua glória te ilumina. As nações se encaminharão à tua luz, e os reis, ao brilho de tua aurora. Levanta os olhos e olha à tua volta: todos se reúnem para vir a ti; teus filhos chegam de longe, e tuas filhas são transportadas à garupa. Essa visão te tornará radiante; teu coração palpitará e se dilatará, porque para ti afluirão as riquezas do mar, e a ti virão os tesouros das nações. Serás invadida por uma multidão de camelos, pelos dromedários de Madiã e de Efá; virão todos de Sabá, trazendo ouro e incenso, e publicando os louvores do Senhor.”

Reflexão

Demasiadamente se havia cumprido tão funesta profecia nas espessas trevas do paganismo, que cobriam quase toda a terra, quando nasceu o Salvador. Esse Sol de justiça desfez, com sua claridade, aquela horrível espessura, aquela noite caliginosa.

Mas com quanta razão se pode dizer, não já dos gentios, senão dos cristãos de nosso tempo, que muitos, e até o maior número, têm apagas as luzes da fé, mergulhando-se voluntariamente nas trevas do espírito e do coração, pela desordem, pela corrupção de um e de outro!

Vieram preencher o lugar das superstições do paganismo as perniciosas máximas do mundo. A corrupção dos costumes segue de perto a falta de religião. Um coração depravado enche a alma de espessíssimas trevas. Toda a heresia, todo o cisma teve princípio em alguma desordem ou vício. E não se poderá dizer que as alegrias mundanas, que os divertimentos profanos se tornaram, no dia de hoje, como que o divertimento da maior parte dos cristãos? Quase todos os votos os consagram eles a essa espécie de divindade. Só suas festas, só seus sacrifícios lhes tomam os cuidados.

Hoje já não são as diversões do mundo entretenimentos da decência e da razão, mas sim exercícios fadigosos, em que as paixões zombam de nós, persuadindo-nos a seu bel-prazer para o que lhes apraz.

O vão divertimento

Já não se busca a diversão para desafogo do espírito, mas sim para dourar a ociosidade, para entreter esse espírito, conforme os extravagantes desejos de um coração depravado, de que ele é sempre o joguete.

Contemplemos por um pouco a vida lastimosa da maior parte dos mundanos e vejamos o quadro que ela nos apresenta.

Um encadeamento contínuo de diversões e passatempos constitui a mais séria e quase única ocupação das pessoas do mundo. Não se divertem para viver: vivem para se divertir. Olha-se com uma espécie de compaixão para aqueles que, por gênio ou por uma disposição mais cristã, se mostram menos ávidos desses frívolos divertimentos. Tem-se por infeliz quem não aparece em todos os passatempos e ocasiões de diversão. Que tristeza não tomar parte em todas as festanças que há por esse mundo!

A necessidade de distração

Inquieta-as e desassossega-as o cuidado de não saberem como passar uma hora sem se divertirem. À mesa segue-se o passeio, ao passeio o jogo, ao jogo o baile, ao baile a cama, à cama uma Missa breve (a mais breve de que souberem, e isso quando acontece), à Missa segue-se a tagarelice, as reuniões murmurativas, o toucador, as visitas inúteis, a estas a mesa – e então o ciclo reinicia-se.

Não é essa, geralmente, a ocupação das pessoas do século? Não fazem elas consistir sua felicidade em não terem sossego em coisa alguma, em estarem em um contínuo movimento? É essa, Senhor, a vida de um cristão? Pois, não obstante, é a de muitos que se dizem sê-lo. E são esses os tais divertimentos inocentes, os tais prazeres honestos, que não só querem que se desculpe, mas que pretendem como que arvorar em virtudes! Quer dizer: aquilo que destrói o moral do Evangelho, aquilo que tende a aniquilar a vida cristã é hoje o que no mundo adotam os cristãos! O israelita confunde-se com o babilônio: as mesmas diversões, os mesmos banquetes, os mesmos costumes, os mesmos entretenimentos. Isso de combater, isso de lutar, isso de vencer-se, isso de mortificar-se é ilusão. Não tratamos senão de fomentar, de nutrir, de contentar paixões.

Uma vida mole e ociosa veio substituir aquela vida laboriosa e penitente que Jesus Cristo quer que seja o apanágio e distintivo de seus filhos. A metade do tempo a gente do mundo consome em vestir-se, em adornar-se, em compor-se, em buscar modo de agradar; a outra metade, cada qual malbarata-a em procurar o que mais lhe apraz. Em que escola, meu Deus, terão os cristãos aprendido essas lições de ociosidade e molície? Quem os ensinou a terem por ocupação única o prazer, por único estudo as frivolidades?

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E, caso tenha gostado deste texto, não exite em compartilhar com seus amigos, para que esta mensagem seja mais conhecida pelos fiéis católicos!

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