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O mês de São José

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por caritatem
em 01/03/2021

Nos últimos tempos a devoção a São José tomou grande incremente, sobretudo depois quê Pio IX entregou ao Santo Patriarca o patrocínio da Igreja universal.

Consagramos dois meses no ano à devoção a Maria o lindo mês de Maio e o mês de Outubro do Santíssimo Rosário. Em Junho, nossa alma se afervora na devoção ao Sacratíssimo Coração de Jesus.

Louvamos a Mãe de Deus, realizando a profecia do “Magnificat: – Beatam me dicent mnnes generationes – Todas as gerações me hão de chamar bem-aventurada. Em Março cumpre-se outro oráculo sagrado: – “Qui custas est Domini sui glorificabitur” – glorificamos aquele que mereceu ser o guarda do seu Senhor.

A devoção a São José cresce quanto mais também no mundo vai se desenvolvendo e afervorando a devoção a Maria. Nota-se que desde a proclamação do dogma da Imaculada Conceição, o culto Josefino foi propagando talvez como nunca em outros séculos.

O que Deus uniu o homem não separe. Nosso Senhor quis associar José aos mistérios da vida do Salvador e uniu Maria e José nos laços do matrimônio virginal para que ambos, com Jesus, formassem a Trindade da terra, à semelhança da Trindade celeste.

Há um mês de Maria; deveria, também ser honrado, em um mês, o Santíssimo José. Março traz-nos a festa do Santo Patriarca. Era justo fosse, também, o mês do Santo Esposo de Maria e Pai adotivo de Jesus Cristo.

Louvar a Maria, disse Gerson, é louvar a Jesus e louvar a José, é louvar Jesus e Maria. Todo este belo mês é consagrado ao culto e ao nosso fervor na devoção a São José.

Vamos honrar o maior dos Santos nestes trinta e um dias de bênçãos e de graças do céu. Esta devoção caríssima a tantos fiéis, em todo universo, há de crescer sempre mais.

Onde se louvam Jesus e Maria, seja louvado também São José. Rendem, em honra de tão grande Santo, os cânticos do povo cristão: – “Te cuncti resonent christianorum chori”.

O mês de Maria é o mês das flores, o mês do Rosário o das rosas do Santo Rosário, o mês de Junho o mês dos frutos da Santidade, o outono de nossa piedade cada ano e o mês de Março o mês dos lírios de São José!

ORIGEM DO MÊS DE SÃO JOSÉ

A devoção ao Santo Patriarca, diremos mais adiante esteve já por longos séculos, senão ignorada e desconhecida, pelo menos sem o brilho dos últimos tempos e o fervor e entusiasmo de hoje.

Agora, porém, em todo universo a Igreja canta e celebra com esplendores as glórias do Santo Esposo de Maria. Duas belas festas litúrgicas em sua honra: a de 19 de Março e a do Patrocínio, quarta-feira depois do segundo Domingo da Páscoa.

Erguem-se majestosos santuários, escrevem-se tratados teológicos e obras admiráveis de erudição e piedade sobre as glórias e prerrogativas singulares do grande Santo. Há, em todo mundo, um aumento do fervor na bela devoção. Era justo que também se escolhesse um mês para São José. E este não tardou.

A prática do mês Josefino é recente. Teve origem na Itália e principalmente na Cidade Eterna. O povo romano sempre consagrou especial devoção a São José e, assim não se contentava em honrar o grande Santo apenas em sua festa litúrgica.

Sendo Março o mês da festa do Santo Patriarca, resolveram algumas almas piedosas, unidas, celebrarem cada dia do belo mês com uma prática devota.

Em breve, o Santo Padre o Papa abençoa e incentiva a propaganda desta devoção.

Da Itália, onde se difundiu rapidamente no século passado em todo país, o mês de São José se introduziu com entusiasmo na França e depois, levado pelas missionárias ao Oriente e ao mundo todo, tornou-se universal.

Agora, a Igreja o deseja cada ano celebrado com mais fervor.

Sua Santidade Leão XIII, tão devoto de São José, o recomendou a todo universo.

Os últimos Pontífices o enriqueceram de indulgências. Podem-se lucrar as seguintes indulgências: Sete anos cada dia, e indulgência plenária; no fim do mês, quando os fiéis assistem, pelo menos dez vezes, aos exercícios feitos numa igreja, e todos os dias quando feitos em particular. Nenhuma oração é determinada para lucrar estas indulgências, exceto as orações pelo Santo Padre para lucrar a indulgência plenária no fim do mês.

Qualquer ato de piedade em honra de São José é suficiente. Se em Março não se puder fazer o mês de São José, lucram-se as mesmas indulgências em qualquer outro mês, havendo naturalmente algum impedimento.

Todavia, mesmo sem qualquer motivo, e por simples devoção ou comodidade, lucram-se todas as indulgências, como fazem em alguns lugares, começarem o mês de São José em 16 ou 17 de Fevereiro, para terminá-lo na festa de 19 de Março.

Vamos, pois, com todo fervor aproveitar estes dias de graça e de salvação.


Texto extraído de um dos três livros do Box de São José no nosso Clube de Leitura.

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