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O Método de Catequese do Monsenhor Álvaro Negromonte

O texto abaixo foi extraído da introdução da obra ”Guia do Catequista”. Ela serve de suporte para o educador que utilizará o método catequético da coleção Meu Catecismo, também de autoria do Monsenhor Álvaro Negromonte.

Mons. Negromonte foi o diretor de Ensino Religioso na Arquidiocese do Rio de Janeiro e com grande empenho se dedicou à formação catequética infantil e adolescente.

As palavras do autor

Resisti muito à publicação de um “Livro do Mestre” para o MEU CATECISMO, porque penso que nada substitui o mestre bem preparado e desejo, acima de tudo, catequistas bem formados doutrinária, pedagógica e espiritualmente. Terminei vencido pelas insistências, principalmente dos párocos e bispos que precisam de um instrumento imediato para facilitar e melhorar a catequese, sem descuidar embora a preparação dos catequistas, obra de mais fôlego e tempo.

Só o bom mestre pode vivificar o livro (que é morto) e animar a aula. Por mais que o livro faça, conta sempre com o professor, que o estudará, o animará, dando-lhe movimento, colorido, entonação, calor, vida!

Conto sempre com a alma do catequista, seu esforço, seu cuidado em preparar as lições, sua inteligência em interpretar e adaptar o que aqui deixo escrito. E para maior segurança, conversemos um pouco.

O meu método

Só os que conhecem um método são capazes de utilizá-lo devidamente. Meus textos obedecem ao “método integral”, que denominei assim porque ele leva a criança a praticar integralmente a vida cristã. Importa conhecê-lo.

Suas características


1) O meu método, ou “método integral” é:

Indutivo: Parte do fácil para o difícil, do conhecido para o desconhecido, do simples para o complexo, do concreto para o abstrato;
Expositivo: Narra os fatos, expõe a doutrina, faz a criança dizer com palavras suas o que entendeu — e só no fim dá alguma pergunta com a resposta a decorar, depois de bem entendida;
Evangélico: Baseia-se no Evangelho, fazendo conhecer a vida e sobretudo a Pessoa de Jesus, para amá-la e imitá-la.

2) Tem um “esquema de lição” que é o seguinte:

História – Doutrina – Formação


E a formação consta de (4) pontos:
a) dever;
b) conselho;
c) apostolado;
d) liturgia.

Preciosas particularidades.

A “história é sempre do Evangelho” (um fato ou uma parábola), para ligar a criança à vida e à Pessoa de Cristo (muito mais do que à doutrina, porque crianças e pessoas simples se prendem antes às pessoas que às ideias);

A “doutrina” é uma ideia só em cada aula, porque:


— as crianças só têm capacidade para aprender pouca coisa de cada vez;
— elas são, por si mesmas, dispersivas, e nós devemos concentrá-las e não dissipá-las;
— finalmente, não é necessário ensinar muita coisa às crianças, mas sim ensinar hem o que é essencial, e encaminhar para as práticas fundamentais da vida cristã.

A formação é a suprema preocupação da catequese; nosso maior cuidado é formar o cristão, e tudo deve ser encaminhado para isso, em aula e fora de aula. Não basta saber o catecismo: é preciso praticá-lo. O homem pode saber todo o catecismo e condenar-se, se não o pratica. Importa ensinar a doutrina, porém importa mais fazer vivê-la.

Notemos ainda que tudo isso forma uma unidade: a doutrina sai da história; a formação sai da doutrina. Por isso a história é contada de modo orientado para a doutrina; e em torno desta se reúnem os quatro pontos da formação. Tudo em estreita relação, como raiz, caule e flor, nas plantas. Unidade perfeita, como quer a psicologia infantil.

Formação integral

1) Queremos formar o cristão perfeito. Para isto só uma formação integral. E a formação integral é aquela que inclui:


a) dever;
b) conselho;
c) apostolado;
d) liturgia.
Só esta é a formação perfeita do cristão.


2) De fato:


a) cumprir o dever é fundamental: o mínimo que se exige de um homem; mas não é a perfeição: é o mínimo;
b) a perfeição exige que, além do dever, o homem pratique também o que é apenas conselho;
c) ficando só nisto, o homem se fecharia em si, caindo no individualismo, que é mais que imperfeição, é erro, pois nós temos obrigação de cuidar do próximo: obrigação do apostolado;
d) finalmente, como membros da Igreja, somos obrigados a participar de seus atos, como cada membro participa da vida do corpo: é a liturgia.
Temos então:
Este é o único esquema que abrange toda a vida cristã. Por isso chamei o meu método de “método integral”. E cada aula tem de realizá-lo, sob pena de ser incompleta e falha.

Dada a importância da formação, para ela encaminhe o catequista todos os seus cuidados:

— dê as aulas de uma maneira “vital”, orientando a doutrina para a vida;
— acompanhe cada um de seus alunos, para ver se estão vivendo cristãmente;
— dê-lhes o exemplo de uma boa vida cristã;
— reúna-os para participação de atos religiosos, principalmente da Santa Missa;
— oriente-os para uma associação religiosa, que facilita a perseverança e o progresso nas coisas espirituais;
— reze sempre por eles, que muitas vezes mais conseguimos no genuflexório que na sala de aulas.


Somente assim podemos:


– Firmar bem o que for ensinado;
– Voltar com frequência aos temas essenciais;
– Fazer os alunos penetrarem-se deles, criando convicções para toda a vida;
– Concentrar a formação em torno dos pontos essenciais da doutrina.

A lição em Meu Catecismo

Cada lição dos meus textos contém, pois:

História; Doutrina; Formação com:


a) dever,
b) conselho;
c) apostolado;
d) liturgia.

Ela se desenvolve em duas partes:

1) Uma leitura, na qual estão a “História” e a “Doutrina” (algumas vezes também algum ponto da formação);


2) os exercícios, nos quais estão os quatro pontos da “Formação” (ou somente dois ou três, quando os outros aparecerem nas leituras).


É por isso que a lição de Meu Catecismo só é completa, quando é dada na íntegra. Desprezar os exercícios seria ficar só na instrução, inutilizando o método, e aliás a própria catequese, cuja finalidade é a formação do cristão.

Por fim, vêm também umas poucas perguntas com as respostas para o aluno decorar. Mas não esqueça que elas são ponto de chegada e não de partida: por isso é que estão no fim da lição. Nunca devem ser decoradas sem ser entendidas. E não constituem trabalho essencial do aluno: o essencial para o aluno é entender a doutrina e pô-la em prática.

Adaptar-se à criança

1) De acordo com os mais modernos princípios pedagógicos, procura o método integral reduzir tudo à unidade, simplificando o mais possível todos os elementos da aula:


a) Simplifica a “História”: conta do episódio, apenas o que interessa à lição do dia, orientando-a para a doutrina;
b) Simplifica a “Doutrina”: no sentido de dar em cada aula uma ideia só, o que facilita aprendizagem, penetração e memorização;
c) Simplifica a “Formação”: porque os quatro pontos se unem em torno da ideia central formando um todo.


2) Para simplificar tudo ainda mais, toda a “Formação” se reduz a graça; viver e crescer na graça (dever e conselho), fazer que os outros vivam e cresçam nela (apostolado), o que tudo melhor se consegue pela liturgia.
Em torno deste pensamento se juntam uns poucos elementos, poucos e concêntricos, para não dispersarmos ainda mais as crianças.

Elementos essenciais da formação

1) O estado da graça: é o centro de tudo: no terreno individual, porque é a essência da vida cristã e a santidade consiste em viver e crescer nele; no terreno apostólico, porque o que a ação católica procura é fazer com que todos vivam e cresçam na graça divina. É natural que seja ele uma preocupação constante da catequese.

2) Os Mandamentos: são condições para viver na graça; “Se queres entrar na Vida, observa os Mandamentos.”

Violá-los em ponto grave, sem motivo suficiente, é pecado mortal: daí a necessidade de firmar as crianças na sua observância. Entre eles destacamos a Missa de preceito, por sua importância como culto a DEUS, pela facilidade com que a perdem entre nós e porque nela se encontra poderoso meio de perseverança na fé ou de conversão (a pregação). Faremos da Missa de domingo uma das mais sérias preocupações de nossa catequese.

3) Frequência aos Sacramentos: são meios eficazes e primordiais da graça a Confissão e a Comunhão. Enquanto o ensino diz para quê e como nos confessamos, e as condições para comungar, os cuidados da formação orientam para a frequência consciente desses dois Sacramentos.

4) Oração: essencial elemento de vida cristã. Nosso cuidado é; firmar o hábito da oração da manhã e da noite; estender a vida de oração às finalidades mais elevadas desta (adorar, agradecer, propiciar); orientar para a oração espontânea e libertar nossa gente dos livros de
reza; dar sentido vital à oração.

5) União à Igreja: somos cristãos na medida em que nos unimos à Igreja: a seu ensino, a seu governo, a sua hierarquia. Fazer com que se aceite o que é da Igreja, não porque se compreende, mas porque é da Igreja. Respeito, acatamento, estima. Aceitar o que ela aceita; repelir o que ela repele. Trabalhar pela Igreja.

6) A Liturgia: entra aqui em cheio, como culto da Igreja. Fonte primeira da vida cristã, deve ser valorizada na vida de cada um de nós.

Valorizar a vida sacramental: não só Sacramentos que se repetem (Confissão e Comunhão), mas também os que recebemos uma só vez (para a criança, Batismo e Crisma). Inserir a Missa em nossa vida, de modo consciente e sólido. A beleza do culto. O amor e o uso dos Sacramentos.

7) Deveres de Estado: constituem a vida de cada um de nós. Sem eles, impossível agradar a DEUS. Neles nos santificamos, porque são o que DEUS quer de nós em particular. Evitar a tendência de certa “devoção” muito preocupada com atos religiosos, mas descuidada dos deveres de estado.

8) Apostolado: orientar para a caridade fraterna, em todos os seus aspectos: material, moral, espiritual. Fazer isto de maneira profunda, como decorrência natural da condição de cristão, e não como um supérfluo, um favor… a Deus, ao próximo. Insistir na caridade espiritual (A. C.). e nas Missões, pois é triste que 6o% da humanidade sejam ainda pagãos.

Faça parte da nossa Campanha de Catecismos Infantis e garanta a formação religiosa dos seus filhos. Eis o maior tesouro que os pais podem conceder.

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2 Comentários

  • Aparecida Emilia Souza Delavia disse:

    Precisamos entender a Santa doutrina católica, e vcs são maravilhosos com suas obras, muito obrigada

    1. caritatem disse:

      Salve Maria!
      Ficamos felizes que nossos artigos estão lhe auxiliando!

      Deo gratias

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