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O Preciosíssimo Sangue de Jesus

Salvação! Que palavra pode exprimir maior benefício à natureza humana que esta? Nenhuma outra, por certo. “Ser salvo! O que é ser salvo? Quem pode dizer? É um resgate, e de tal navio afundado. É um descanso e em um tão inimaginável lar.” 

A preço de sangue, do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, podemos suspirar as delícias de uma eternidade. Não por nós mesmos; pois conhecemos a infinidade de nossa fraqueza e vitalidade inesgotável de nossa corrupção. Diz-nos um singelo livreto – mas imponente obra – de nome O Preciosíssimo Sangue de Jesus

“É somente do Sangue Precioso de Jesus Cristo que nossa salvação vem. Da imensidão de seus méritos, dos tesouros inexauríveis de suas satisfações, por causa do poder incansável de sua realeza sobre a justiça e a ira de Deus, por causa dessa querida combinação de seu valor inestimável e sua prodigalidade benigna, nós, miseráveis pecadores, somos levantados.” 

Com o auxílio da obra Exercícios Espirituais, de Santo Inácio de Loyola, podemos meditar a circuncisão de Nosso Senhor e a compaixão de sua Mãe pelo sangue que de seu Filho saía. Também meditamos a estrondosa afirmação de Nosso Senhor: “Minha alma está triste até a morte”. E suou sangue tão copiosamente que diz São Lucas: “Seu suor era como gotas de sangue que corriam em terra”, o que já supõe suas vestes estarem cheias de sangue.

Em A Agonia de Jesus no Horto das Oliveiras, Padre Pio de Pietrelcina põe às claras a nossa perplexidade: 

“O Eterno, o Imortal, se abaixa e se humilha até submeter-se ao mais espantoso dos martírios, à morte ignominiosa na cruz, rodeado de insultos, de desprezo e afrontas, para salvar sua criatura: essa criatura que o ofende e se envolve na lama do pecado. Porque o homem se deleita em seu pecado, enquanto seu Deus, para expiar esse mesmo pecado, se entrega à dor, à tristeza e ao suor de sangue, em meio à agonia mais terrível do espírito.”

E dirá Padre Pio que o homem, porém, com sua ignorância voluntária, não saberá tirar partido desse imensurável benefício. Chegará, inclusive, a ultrajar o Sangue divino que, por sua culpa – não há erro mais irreparável nem mais inexorável –, se converterá em ocasião de sua eterna perdição. Somente uns poucos saberão se beneficiar dela, enquanto a multidão dos homens seguirá o caminho da perdição. E, em meio à angústia infinita de seu coração dilacerado, repete as palavras do profeta: “Quae utilitas in sanguine meo: que proveito há em meu sangue?”

No divino suplício, todo o Seu corpo jorra sangue. Inicialmente, somente escapam de cada um de seus poros gotas grossas, que logo se juntam e vão formando rastros tão abundantes que inundam a terra. 

“Levanta a cabeça, porém, suas mãos permanecem juntas e seus braços, estendidos; seu corpo está tombado sobre o lado esquerdo, em meio a um abandono mortal. Seu rosto e todo o seu corpo banhado em sangue, sua santa Face coberta dele, seus olhos entrecerrados, sua boca entreaberta; seu fôlego, antes ofegante, agora ficou muito fraco; Seu coração está a ponto de deixar de bater. Jesus, meu Jesus adorado! Quiçá pudesse morrer a Teu lado! Porém, em presença de Tua mortal agonia, o silêncio será mais eloquente do que qualquer palavra minha…” – Padre Pio de Pietrelcina

Conceber o mundo sem o momento do Sangue derramado na Cruz é apenas uma abstração; não conseguimos imaginar o horror real. Nas palavras da obra O Preciosíssimo Sangue de Jesus, “uma terra sem esperança ou felicidade, sem amor ou paz, cujo passado é um fardo, o presente um cansaço, o futuro um terror sem forma – assim seria se não houvesse Jesus.” De fato, é apenas de uma maneira tão geral e imperfeita quanto essa que podemos conceber o que o mundo seria sem Ele. E ainda na mesma obra, vemos que o que acontece às chagas de Cristo são verbos permanentemente conjugados no presente: “Suas cinco chagas estão implorando para sempre na destra do Pai por misericórdia. Elas estão retendo a indignação divina. Estão satisfazendo a justiça divina e motivando a compaixão divina.”  

Nesse sentido, até as bênçãos temporais vêm delas. Elas estão superando epidemias, desastres e milhares outras consequências temporais do pecado, as quais não conhecemos ou das quais apenas suspeitamos. Além disso, Jesus está envolvido em nossa vida mais íntima. Ele é mais para nós do que o sangue em nossas veias. Sabemos que ele é indispensável para nós; mas nem sequer sonhamos como Ele é indispensável. Mas se nem mesmo sonhamos, por certo recorremos aos livros da tradição da Igreja Católica para que as mais seguras e consoladoras pistas nos sejam dadas – até o fechar dos nossos olhos, na esperança desse Sangue de ação presente, atual, permanente. 

In Corde Iesu 

Editora Caritatem 

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