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O que fazer após se converter ao Catolicismo

Tempo de leitura: 11 min

Com o avançar da pandemia e da degeneração do século, cada vez mais pessoas percebem a grande mentira que são as promessas da modernidade. O efeito que isso gera é bastante curioso: cada vez mais pessoas retornam à Roma Eterna, à Santa Mãe Igreja.

No entanto, muitos acabam se desviando deste caminho por falta de instrução clara do que deve fazer. Não basta ter a vontade para magicamente ser inundado pela Divina Graça e tornar-se santo: para tanto, deve-se entrar numa busca incessante, diária e progressiva. Iremos, pois, na medida do que é possível a um leigo, auxiliar neste início de jornada.

A maioria dos conselhos aqui presentes serão extraídos da obra O Cristão Prático, do padre Frutuoso Hockenmaier, que vendemos em nossa livraria. Este livro tem um título autoexplicativo: ele ensina como ser católico na prática. Tudo o que dissermos aqui será, de certo, mais perfeitamente elucidado por ele, dado que este foi um verdadeiro sacerdote e nós somos uma mera organização de leigos.

Passo 1: Os Sacramentos

Esta parte é uma das mais importantes. Os sacramentos são os sinais visíveis que Deus nos deixou para a infusão da divina graça e para a busca da santidade; através deles é que devemos buscá-Lo. Por isso, ao início da conversão, é crucial que os busquemos: com eles, você poderá de fato dar início à sua vida cristã.

O Batismo

Para aqueles que vêm de igrejas protestantes, o batismo utilizado lá é quase sempre válido e aceito pela Igreja Católica, pois eles conservam a fórmula “Eu te batizo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”. É muito difícil errar isso, dado que o próprio Cristo ordenou que assim fosse feito. No entanto, vale sempre a pena consultar um sacerdote católico e checar com ele se algum eventual batismo foi válido ou não ao iniciar a sua conversão.

No entanto, caso você venha de um ambiente de total irreligiosidade, é crucial que converse com um sacerdote e explique a sua situação. Ele te dará, então, algumas aulas de catequese para enfim te batizar: através deste importante sacramento, você se tornará realmente filho de Deus e parte de Sua Santa Igreja. Com ele, seus pecados passados serão totalmente limpos, e você será feito uma pessoa nova; realmente renascido nas águas do Batismo, tal qual o próprio Cristo anunciou.

Se você, no entanto, já foi antes validamente batizado, pode então seguir para o próximo tópico: a confissão.

A Confissão

Muitos dos que vêm de fora relutam em aceitar a necessidade do sacramento da Confissão. Por que alguém contaria seus pecados a um ser humano, tão pecador quanto ele mesmo, quando se pode contá-los diretamente a Deus, que sabe do arrependimento que passa em seu coração? Esta dúvida é absolutamente comum entre aqueles que estão fora da Igreja ou no caminho para sair dela; no entanto, ela pode ser facilmente resolvida simplesmente lendo o Evangelho:

“Depois dessas palavras, [Nosso Senhor] soprou sobre eles dizendo-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, lhes serão perdoados; àqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos”, assim disse o próprio Cristo no Evangelho de São João, capítulo 20, versículos 22 e 23.

A necessidade da confissão

Ora, analisemos: que motivo levaria Nosso Senhor a soprar o Seu Divino Espírito sobre os discípulos reunidos para que eles pudessem perdoar ou não perdoar os pecados dos fieis? Obviamente, porque Ele queria que tais discípulos atendessem a confissões. Seu ato não teria lógica alguma, não haveria motivos para ele dizer isso, senão que se assim ele quisesse que ocorresse.

Alguns podem, ainda, indagar: “Mas o Senhor soprou Seu Espírito sobre os Apóstolos; eles já foram, e nós estamos”. É outro argumento interessante, mas que não se sustenta. Os Apóstolos, efetivamente, saíram pelo mundo e pregaram o Evangelho a toda criatura, fazendo discípulos e ordenando-os sacerdotes, bispos etc. Isto não precisa de provas, basta ler qualquer uma das Epístolas da Bíblia.

Vejam bem, os discípulos dos Apóstolos receberam este mesmo Espírito através da autoridade deles; e, depois que eles se foram, tais discípulos continuaram fazendo outros discípulos, de modo que se tem uma verdadeira linhagem que chega até o sacerdote que irá atender a sua confissão. Isto se chama sucessão apostólica, e é a prova da validade de todos os nossos sacramentos: os fazemos pela autoridade dada pelo Cristo e herdada pelos Apóstolos.

Como se confessar

Bem, agora que estabelecemos e provamos isto, cumpre informar como se confessar. Para quem está entrando na Igreja agora, ou retornando a ela após se afastar, certamente que é preciso limpar a sua alma.

O mero afastar-se de Cristo já é, em si, um pecado que precisa ser confessado e perdoado pela autoridade do mesmo Cristo. E, além deste, quantos outros não cometemos diariamente quando nossa vida não se orienta a buscá-Lo? Quantos pecados de sensualidade, de castidade, de preguiça, de soberba, maledicências, luxúrias e tantos outros não cometem os ímpios e os pagãos todo santo dia? E estes pecados, devido à sua gravidade, nos afastam da graça de Deus. Se morrermos com esta mácula em nossa alma, certamente seremos condenados para sempre.

Para tanto, é preciso limpar a tua alma da mácula do pecado e retornar ao estado de graça. Somente através deste você consegue não apenas a salvação na hora da morte, como também a graça divina que auxilia na busca pela santidade. É por isso que a confissão frequente se faz tão importante: com esta, recebemos mais e mais das dádivas de Cristo, para que nos aproximemos ainda mais Dele.

Para buscar este importante sacramento, toma em tuas mãos um bom exame de consciência e inunda teu coração de verdadeiro arrependimento e desejo de nunca mais pecar. Ainda que não consiga isso de imediato, é crucial que permaneça sempre tentando: seguindo o caminho, se chega ao final. A nossa livraria vende um ótimo Exame de Consciência, e a obra recomendada ao começo do artigo, O Cristão Prático, também traz um ao final do volume. Feito teu exame e, se preciso, anotados os pecados a confessar, vai atrás do teu sacerdote e te ajoelha com humildade: sem dúvidas Deus te concederá o perdão.

A Sagrada Comunhão

O Santíssimo Sacramento é o mais sublime, mais divino e mais importante sinal visível da graça de Cristo que temos. Nele, o próprio Jesus se faz verdadeiramente presente, em todo o Seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade. É a prova suprema do amor de Deus por nós, pois Ele mesmo se faz alimento para nossa alma e sustento para nossa caminhada.

Para ir a este Sacramento, é preciso que você esteja em estado de graça, ou seja, tenha se confessado e não tenha pecado mortalmente. Para quem ainda não fez a Primeira Comunhão, é preciso também conversar com seu sacerdote e pedir que ele lhe oriente na caminhada: normalmente, deve-se fazer algumas aulas de catequese para lhe apresentar verdadeiramente o Sacramento e tudo o que ele traz para a alma do fiel que comunga. Somente após isso você pode se aproximar apropriadamente da maior alegria que um cristão é capaz de vivenciar neste vale de lágrimas.

Este Diviníssimo Sacramento é fruto de tanta graças que temos uma imensidão de milagres originados por ele. Floripes Dornelas de Jesus, por exemplo, foi uma senhora de Minas Gerais que se alimentou, exclusivamente, da Sagrada Eucaristia durante 60 anos inteiros. Existem, também, os diversos milagres eucarísticos, em que o vinho se torna vero Sangue e o pão vera Carne, com até mesmo experimentos científicos comprovando que de fato houve transubstanciação.

Para ser honesto, todos os livros do mundo não poderiam falar suficiente sobre a importância da Comunhão e sobre quão sublime é este sacramento, ou quantos milagres foram já feitos por ele. Por isso, sendo o tempo do leitor tão escasso, vamos dar seguimento ao texto.

A Crisma

Este é o sacramento da Confirmação na Fé Católica. Através dele, nos tornamos efetivamente soldados de Cristo e da Igreja, e somos inundados pelo mesmo Divino Espírito que acometeu os santos Apóstolos em Pentecostes. Através dele, recebemos a verdadeira ajuda do Deus Onipotente no cumprimento de nossas atividades e de nosso estado de vida, e é um indispensável passo na caminhada para a santidade.

Recebê-lo exige já uma maior maturidade na Moral Cristã e ainda mais aulas de catequese. Normalmente, o sacerdote pede um certo tempo de frequência na Igreja antes até de iniciar estas mesmas aulas. Sem falar que, por óbvio, deve-se já ter uma vivência dos demais sacramentos.

Os demais sacramentos, porém, já são mais específicos. Raras são as vezes em que alguém fará uso deles logo ao princípio de sua caminhada junto a Cristo: afinal, qual o bom sacerdote que permitiria que um recém-converso se ordenasse também sacerdote ou se casasse de pronto? Por isso, sigamos com o conteúdo.

Passo 2: A oração

Santo Afonso Maria de Ligório é suficientemente categórico ao nos informar que quem reza se salva, e quem não reza não se salva. A oração é, verdadeiramente, tão importante para a alma quanto o oxigênio é para o corpo. Somente através desta somos plenamente capazes de agradecer a Deus pelas graças que Ele tão diligentemente nos concede, bem como pedir por outras que nos são necessárias para nosso dia. A oração é, em verdade, tão importante, que nem mesmo o próprio Cristo, apesar de ser ele Deus, se privou de rezar diligente e frequentemente, se isolando mesmo dos demais a fim de melhor se comunicar com o Pai Eterno.

Por isso, a fim de perseverar na caminhada enquanto cristão, é preciso rezar com frequência. Para tanto, você pode se usar de nosso Devocionário Quotidiano: ele foi feito pensando em ser portátil e facilmente guardado em uma bolsa ou mesmo no bolso da calça, de modo a te acompanhar em teu dia a dia. Através dele, você tem acesso a todas as orações que devem ser feitas ao início e ao final do dia, além de tantas outras para serem feitas ao longo do dia.

Temos, já em nosso blog uma série de outros artigos sobre como deve o cristão rezar ao longo do seu dia, com a série Bons Hábitos Cristãos: trazemos os textos Ao Acordar, Ao Trabalhar e Ao Anoitecer. Neles, falamos sempre sobre a importância da importância de rezar todo dia, diligentemente e sem falta, e também quais são estas ditas orações e como fazê-las.

O Santo Rosário

Esta é a mais importante das devoções que o católico deve cultivar, depois da devoção ao Santíssimo Sacramento. Deus quis vir ao mundo através de Maria, e sabemos que Ele não muda, mas sim que sempre age da mesma forma através da história. Saber disso explicita e exalta a importância de se usar do mesmo meio que Ele: através de Maria, devemos buscá-Lo e nos aproximar Dele.

Rezar o Santo Rosário, ou pelo menos a sua terça parte, é obrigatório no cotidiano cristão. Através dele, é possível se buscar melhor a virtude e a divina graça, a um ponto em que pode-se dizer que este é o sacramento dos que não têm Sacramento. Todos os grandes santos de nossa história tiveram uma terna devoção à Santíssima Virgem, e a maior forma de louvor a ela é através de seu saltério. O fiel não pode, portanto, se afastar desta oração, se quiser se santificar.

Nós bem conhecemos que muitos dos conversos vêm de lares protestantes, e, por isso, não têm como acorrer à Igreja mesma para falar com algum sacerdote. A solução para esta situação, para continuar a buscar a Cristo mesmo sem poder ir até Seu Santíssimo Sacramento, é a oração do Rosário. Não é preciso ter um terço físico para tanto: sua utilidade é apenas contar as orações. É, portanto, possível rezá-lo somente com os dedos da mão. Temos, em nosso blog, um artigo com o método para rezar o Santo Rosário, que explica todo o processo detalhadamente, além de ter imagens que ajudam a se concentrar.

Passo 3: As Leituras Espirituais

Por último, mas não menos importante, é crucial se dedicar às boas leituras. Através delas, é possível crescer em virtude e conhecer as orientações dos Padres da Igreja sobre como viver a Fé. Com elas você também se previne contra diversas ocasiões de pecado: é mais fácil conhecer um inimigo que já se conhece. Santa Teresa D’Ávila, por exemplo, ficou parada em seu progresso espiritual por décadas, por não ler bons livros. Quanto ela os abandonou, porém, se tornou um dos maiores luminares de piedade que nossa Igreja já viu.

Felizmente, você já está na página de uma livraria católica cheia de ótimos livros muito proveitosos para a alma do fiel. A coleção Ano Cristão, por exemplo, traz uma série de leituras a serem feitas durante todos os dias do ano, sendo ele um devocional completo que aborda todos os temas de nossa Fé. Nesta época de Natal, também, o Combo Espiritualidade Cristã está com um imperdível desconto de 35%, e recomendamos pelo menos conferir as obras lá presentes.

Conclusão

Estes são os conselhos que estão ao nosso alcance. Apesar disso tudo que foi dito, nada substitui a consulta de um bom padre e a legítima orientação espiritual. Caso esteja ao seu alcance, não se esqueça de procurá-lo. Lembre-se sempre de que ele é orientado pelo Divino Espírito Santo quando está lhe aconselhando na sua vida na graça.

Caso esta postagem lhe tenha sido útil, ou então você creia que seja útil para algum conhecido seu, não hesite em compartilhá-la. Muitas vezes se vê estes católicos recém-conversos se desviando por não saberem o que fazer com seu desejo de ser santo, e, assim, aquele ânimo inicial se acaba. Por favor, não se torne um desses e nem permita que seu amigo se torne um!

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