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Os pais, primeiros educadores religiosos da criança

Tempo de leitura: 3 min

Pretender, como o fazem alguns racionalistas, que a criança deve ser educada sem religião para, um dia, poder escolher, livremente, o objeto de sua fé, é ir contra as mais profundas aspirações do coração humano e, inconscientemente, abandoná-la a todos os erros que espreitam o espírito e o coração, em via de formação.

Se fosse conveniente esperar que a razão do educando estivesse bastante desenvolvida para governar-se, não seria somente a religião, mas qualquer espécie de ensinamento que conviria recusar-lhe.

Pois não há um dado da experiência que não lhe seja imposto de fora e do qual possa-se dizer que ela está em condições de verificar, pessoalmente, o valor. Não esperamos que ela atinja a idade adulta para ensinarmos-lhe a distinguir entre o bem e o mal, para inculcarmos-lhe as primeiras noções dos conhecimentos humanos.

Querendo ou não, os pais imprimem no filho suas convicções verdadeiras ou falsas. Por isso, seu primeiro dever consiste em averiguar as próprias crenças, de modo a só transmitir-lhe o que lhes parece a eles mesmos, como a expressão da verdade.

Para os católicos o dever é, claramente, definido. Compete-lhes suscitar no coração do filho as crenças que o orientarão na vida. Deverão, contudo, zelar para desenvolverem lhe de tal forma a personalidade moral que ele, um dia, seja capaz de transformar em convicções e crenças pessoais o ensinamento que tiver recebido no decorrer de seus primeiros anos.

Um grande número de pais, de religiosidade mais ou menos superficial, incidem no erro de julgar que a educação religiosa do filho compete, exclusivamente, ao sacerdote e que seu único dever limita-se a enviá-lo ao catecismo, logo que ele esteja em idade de ser admitido.

Esquecem-se de que eles são os primeiros responsáveis diante da Providência pela formação religiosa dos seres que lhes foram confiados.

A eles compete fazerem-nos conhecer Deus e ensinarem-nos a amá-lo e a servi-lo. A Igreja só intervém para terminar e completar uma formação que deve ter sido iniciada no seio da família.

Para não ser fictícia e artificial, a formação religiosa das crianças supõe que os pais darão o exemplo, de uma vida religiosa sincera e afetiva. É uma ilusão pretender transmitir a fé sem ser crente.

A criança se deixará, talvez, influenciar durante seus primeiros anos pelo ensino que lhe tiver sido ministrado e pelas atitudes religiosas às quais tiver sido habituada. Mas, chegará o dia em que suas práticas religiosas desmoronarão por si mesmas, ao constatar a indiferença de seus pais.

Como esperar que uma criança, cujos pais nunca se ajoelham para rezar, possa perseverar na oração? Continuar a praticar sua religião quando os pais não o fazem? Conservar uma fé ardente quando eles vivem como se Deus não existisse? Na medida em que for viva a fé dos pais, sê-lo-á também, a do filho.

Religião e virtudes naturais

Os pais terão sempre em mente que a verdadeira religião não é apenas constituída de fórmulas e atitudes exteriores, mas que exige a prática das virtudes. Razão pela qual tanto insistimos, nos capítulos precedentes, sobre a formação da consciência.

Amar a Deus não é submeter-se a ritos vazios de significado mas procurar, com todas as suas forças, desenvolver, em si, as qualidades e virtudes que lhe agradam.

Ora, há um grande perigo, talvez mais ainda para a criança do que para o adulto, de confundir a fé com os gestos e práticas religiosas. O educando imita, facilmente, atitudes cujo significado moral e religioso ele ignora. Por isso é importante despertar-lhe sentimentos de acordo com os ritos e práticas religiosas, por meio de uma educação progressiva e perseverante.

Uma criança, pode ser acostumada a enviar beijos para Jesus sem por isso amá-lo; pode recitar, maquinalmente, orações sem rezar com o coração; assistir a ofícios sem deles participar com sua vontade.

Formar-lhe a alma religiosa é ensinar-lhe a nunca separar o ato exterior das disposições íntimas que esse ato significa e visa a despertar. A religião viva não se separa da luta contra os defeitos e o esforço para a conquista da virtude.

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