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Privilégios maravilhosos da concepção imaculada da Santíssima Mãe de Deus

Tempo de leitura: 5 min

Escrito por caritatem
em 05/04/2021

Quando a divina bondade quer honrar uma criatura com alguma graça extraordinária, esta nunca vai sozinha, sempre é acompanhada por muitas outras vantagens. Sua concepção imaculada é, para a preciosíssima Virgem, um favor extraordinário de Deus, acompanhado por muitos outros privilégios, entre os quais destaco os principais:

O primeiro é que foi concebida milagrosamente e por virtude sobrenatural. É o que acreditam Santo Epifânio, São João Damasceno, São Gregório de Nissa, São Jerônimo e muitos outros santos doutores, porque Santa Ana era de idade avançada e não tinha tido filhos, passados os vinte anos de seu casamento com São Joaquim.

O segundo privilégio é que a gloriosa Virgem não apenas foi preservada do pecado original em sua concepção, mas foi adornada com a justiça original e confirmada na graça desde o primeiro momento de sua vida, segundo muitos eminentes teólogos, a fim de ser mais digna de conceber e dar à luz o Salvador do mundo, privilégio jamais concedido a criatura alguma, humana ou angélica, pertencendo apenas à Mãe do Santo dos santos, depois de seu Filho Jesus.

O terceiro privilégio é que, conforme São Bernardino de Sena e muitos outros santos doutores, ela teve o uso atual da razão desde o momento de sua concepção. Não se pode duvidar que a Mãe seja mais privilegiada que o servo, isto é, São João Batista, de quem o Santo Evangelho nos diz que exultou de alegria no ventre de sua mãe quando a Santa Virgem o cumprimentou, levando Santo Ambrósio a concluir que, naquele instante, recebeu o uso da razão. Se perguntais de que maneira foi dado à Santíssima Virgem o uso da razão desde o primeiro instante de sua vida, irão dizer-vos que Deus elevou de tal forma seu entendimento, com Sua divina virtude, que foi capaz de agir independentemente dos sentidos e órgãos do corpo, ou melhor, fortificando os órgãos e os sentidos de tal maneira que estivessem prontos a cooperar com as funções do entendimento.

O quarto privilégio dessa maravilhosa concepção é que nossa divina Menina não só teve o uso atual da razão natural desde o primeiro instante de sua vida, mas desde então se viu inundada pela luz da fé, e por uma luz sobrenatural e infusa tão abundante que São Bernardino de Sena e Santo Alberto Magno asseguram que conhecia perfeitamente as criaturas e o Criador e todo o bem que se deve fazer e todo o mal que se deve evitar.

Mas os próprios Bernardino e Alberto Magno, com o abade Ruperto, São Bernardo, Santo Antonino, Dionísio cartuxo, Jean Gerson, Suárez e muitos outros vão mais além, porque não temem afirmar que essa admirável Virgem gozou da visão clara de Deus pelo menos algumas vezes em sua vida.

Bem se pode acreditar que isso aconteceu (e esse é o quinto privilégio) e que esse favor foi-lhe concedido no momento de sua concepção, porque uma das razões que esses santos doutores apresentam para provar que viu claramente o rosto de Deus algumas vezes em sua vida é que muitos concordam ter sido concedida essa graça a Moisés e a São Paulo, quando foi arrebatado ao terceiro céu, não sendo possível acreditar que a Rainha seja menos favorecida que seus súditos, nem que os servos tenham sido mais privilegiados que a Mãe. Assim, sabemos, pela crença comum dos santos doutores, que a bem-aventurada Virgem foi cheia de luz, de graça e de santidade no momento de sua concepção e que amou mais a Deus, sendo, portanto, mais amada por Ele que Moisés e São Paulo, mesmo no fim de suas vidas. Por isso, temos sólido fundamento para crer que Maria não foi menos favorecida por Sua divina Majestade no início de sua vida que esses santos foram em uma idade mais avançada. Isso é o que creem muitos grandes teólogos.

O sexto privilégio de sua santa concepção é que, vendo-a o Pai eterno desde esse momento como Sua escolhida para ser a Mãe de Seu Filho, colocou em sua alma os fundamentos de uma graça proporcional a essa dignidade infinita de Mãe de Deus, graça que, avaliada ainda em seu princípio, em sua raiz e seus fundamentos, supera a graça consumada do primeiro dos serafins e do maior dos santos: está fundada sobre os montes santos.

O sétimo privilégio é que todas as virtudes, com todos os dons e frutos do Espírito Santo, e as oito bem-aventuranças evangélicas estão no coração dessa divina Menina desde o momento de sua concepção, tomando completa posse e estabelecendo nela seu trono em um grau altíssimo e proporcional à eminência de sua graça.

O oitavo privilégio é que, sendo cheia de luz e de graça no momento de sua concepção, permanece toda voltada e entregue a seu Deus. “Toda” quer dizer de espírito, de coração, de vontade, de pensamento e com todas as potências de sua alma, oferecida e consagrada por completo à glória de sua divina Majestade.

O nono é que desde esse momento começou a adorar, louvar, glorificar e amar Deus com toda sua alma, com todas as suas forças e conforme toda a quantidade de graça que havia nela. Por essa razão, pode-se dizer com toda verdade que, como essa graça superava a dos principais anjos e maiores santos, também adorou a Deus mais perfeitamente, adorou-O e glorificou-O mais dignamente e amou-O mais ardentemente no primeiro instante de sua vida que os primeiros santos no fim de seus dias, e também que ela foi mais
amada por Deus e honrada por ele com maiores favores que todas as Suas criaturas.

O décimo privilégio é que essa bem-aventurada Virgem não só foi cheia de uma graça sem igual desde o primeiro instante de sua vida, mas que o próprio Autor da graça, ou seja, o Pai e o Filho e o Espírito Santo entraram em sua alma desde o primeiro momento em que se uniu a seu corpo e estabeleceram nela sua morada e seu reino com tal perfeição que, em Maria, sempre reinaram absoluta e soberanamente sem qualquer tipo de obstáculos.

O décimo primeiro privilégio da admirável concepção dessa Menina maravilhosa é expressado por estas palavras que ela mesma disse um dia a Santa Brígida, cujas revelações têm a aprovação da Igreja: “Bem se pode dizer que a hora de minha concepção é a hora áurea e preciosa, porque é o começo da salvação do mundo”. Oh, que verdadeiras são essas palavras, já que essa bendita hora nos deu aquela que é a Mãe de nosso Salvador e a fonte primeira, depois de Deus, de nossa eterna salvação! Graças eternas Vos sejam dadas, ó adorabilíssima Trindade, por todos os favores de que cumulastes essa Virgem incomparável em sua maravilhosa concepção! Que o céu e a terra, os anjos e os homens e todas as criaturas vos louvem e bendigam por isso eternamente.

Alegro-me, ó amabilíssima Mãe, ao ver-vos toda pura, imaculada e bela, toda santa e admirável desde o primeiro instante de vossa vida.

O trecho foi retirado do livro: A Infância Admirável da Santíssima Mãe de Deus, este livro faz parte do box de Abril, para adquiri-lo clique aqui.

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