fbpx

GRUPO EXCLUSIVO PRÉ VENDA LIVRO ANTICOMUNISMO

EU QUERO ENTRAR!

Quando devemos nos converter?

Tempo de leitura: 6 min

A verdadeira conversão

Neste domingo, a Livraria Caritatem traz a leitura e reflexão no Evangelho conforme proposto pelo Padre Jean Croiset em sua obra O Ano Cristão. Nos levando a meditar sobre qual o momento oportuno para que nos convertamos a Cristo, o Padre nos explica que aquele pensamento secular de que só se deve buscar a Deus na velhice é absolutamente errôneo. Muito pelo contrário: na idade avançada, tudo o que resta são costumes antigos, que duraram a vida toda. Na verdade, o tempo certo é agora e sempre: toda a vida deve ser empregada na busca a Deus.

Leitura

A leitura de hoje está no capítulo 12 do Evangelho de São João, versículos de 24 a 26:

“Em verdade, em verdade vos digo: se o grão de trigo, caído na terra, não morrer, fica só; se morrer, produz muito fruto. Quem ama a sua vida, irá perdê-la; mas quem odeia a sua vida neste mundo, irá conservá-la para a vida eterna. Se alguém me quer servir, siga-me; e, onde eu estiver, estará ali também o meu servo. Se alguém me serve, meu Pai o honrará.”

Reflexão

Que não se deve atrasar a conversão

PRIMEIRO PONTO — Considera que não há ninguém que durante a vida não tivesse tido algumas vezes o pensamento e até o desejo de se converter a Deus perfeitamente. Há certos momentos felizes, em que a favor de não sei que luz interior se descobre o nada de todas as criaturas, se encontra tão pouca solidez em todas as coisas deste mundo, e se olha com tal tédio aquilo mesmo em que antes se achava o maior atrativo, que não é possível deixar de confessar que é uma insensatez o não servir a Deus.

Sobra entendimento para render-se às razões, que levam o convencimento de que é necessário mudar de vida, mas falta generosidade e valor para resistir às paixões, que nos têm feito seus tristes escravos.

Entre estes dois partidos acha o amor próprio um temperamento: satisfaz à razão, convindo em que a conversão é indispensável, mas acomoda-se com a covardia, induzindo-a a que dilate, continuando no entanto a entregar-se aos hábitos viciosos. Mas é visível, é evidente que nos engana, porque esta demora nos põe em risco de nunca nos convertermos. Para um se converter, são necessários três coisas: tempo, vontade e graça.

Ainda que só por um dia se diferisse a conversão, quem nos disse que poderíamos dispor de um dia para nos converter? Quem nos disse que, supondo que temos esse dia, haja então melhor vontade do que no presente? E que revelação nos assegurou de que se nos dará então uma graça mais eficaz, do que todas as outras que temos resistido? Haverá coisa mais incerta do que o tempo? A infinitos surpreendeu a morte na véspera da conversão.

A morte nos aguarda

Não há maior dissabor do que morrer com o projeto de uma futura conversão. Ainda não é tempo, costuma dizer-se, de romper estas prisões, de deixar tal ocasião, de corrigir este vício, de empreender uma vida mais cristã e mais santa. Bem, mas então quando há de chegar esse tempo? Quando esfriar o ardor da juventude, quando os anos e a experiência nos desenganaram das bagatelas que agora nos ocupam, quando todas as coisas concorrem para nos levar para Deus.

Assim discorrem, assim raciocinam os homens sobre o projeto de sua salvação; quase todos pensam neste particular da mesma maneira. Contudo, eles discorrem e raciocinam com solidez? Há segurança de chegar a essa idade, em que sossegada a razão e acalmadas as paixões, se conheça, se experimente, se perceba a vaidade em tudo aquilo que agora nos encanta? Desde quando para cá é que nós podemos dispor do tempo e dos momentos de que só o Pai Celestial é Senhor?

E não obstante, nisto se apoia a maior parte dos homens. Afora isso, quem nos disse que as paixões se enfraquecem com a velhice? Pelo contrário, ao passo que vão decaindo as forças corporais, vão-se fortificando mais e mais os hábitos viciosos, aproveitando-se da debilidade do espírito. Oh! Que raras vezes se vê um velho dissoluto convertido!

É preciso nos curar de nossa doença

SEGUNDO PONTO — Considera que muito se engana aquele que imagina que a última enfermidade é afinal um seguro recurso para remediar o dano destas perigosas demoras em se converter. Que homem de razão, por pouco entendimento que tenha, se poderá convencer disto? Uma conversão verdadeira não é negócio de um dia. É preciso que seja longa a enfermidade, mas por isso mesmo que é longa, não se crê que a morte venha perto.

Familiarizamo-nos com a própria doença, e essa mesma duração torna o doente mais fraco e mais covarde; mas esta o tornará porventura mais devoto? Para se converter verdadeiramente é necessário um grande desafogo, uma grande liberdade de espírito; mas um enfermo tem esta liberdade? Gozará a alma de muita tranquilidade, cercada de agudíssimas dores, e combatida de dolorosos sobressaltos?

Quem nos disse que nossa última enfermidade será isenta de todos inconvenientes por um passo de mágica? Que homem de juízo reservaria para seus últimos suspiros um negócio temporal, qualquer que seja? E será prudência, será racional reservar para ela o negócio de nossa eterna salvação? Por outro lado, que enfermo terá acreditado até agora que sua enfermidade era a última?

O real desejo da conversão

E entre todos os que atrasam a conversão para a hora da morte, por acaso vemos algum que realmente se tenha convertido naquela hora?

É verdade, diz Santo Agostinho, que se aceita a penitência daqueles que então manifestam sinais de converter-se; mas não creio que se deva fazer grande firmeza nestes sinais.

Até agora, não temos desejado verdadeiramente converter-nos, e agora também não o que queremos; que motivo haverá para acreditar que mais à frente o desejaremos de verdade? “É que até agora temos encontrado estorvos”, pensa-se: muito bem; mas os estorvos crescem com as paixões, com os hábitos viciosos, e os hábitos viciosos com a idade. Até aqui estorvaram-te os passatempos da mocidade, e depois te prenderão os negócios da idade madura. Em todo o tempo, me dirás, um se pode converter: não o nego, mas quem te diz que em todo o tempo estarás disposto a converter-te?

Se o não quiseste fazer, quando Deus te solicitava; quando eram menores os estorvos, quando os laços não eram tão fortes, nem tão multiplicados; quando os hábitos estavam menos solidificados e não eram tão fortes as paixões: podes racionalmente esperar que o farás, quando forem quase infinitos estes estorvos; ao momento em que estejam mais apertados os laços, e as paixões mais inveteradas?

A desistência

Cansado Deus de tua resistência à graça, só te deixará com os auxílios suficientes, que bastarão para te poderes converter, mas não para que efetivamente te convertas. Não é só provável, é certíssimo que tudo se arrisca em atrasar a conversão; e que homem haverá tão insensato que não tema expor-se a tanto risco?

Está decidido, Senhor, está decidido, já não quero adiar mais. Mas por melhor que seja minha vontade, nada se fará, se vossa graça não vem em meu socorro. Não permitais que estas saudáveis reflexões que vós mesmo me inspirais, e que são verdadeiras provas do desejo que tendes da minha conversão, sejam inúteis para mim. Vós quereis que me converta, eu quero converter-me, fazei pois que isto se efetue sem a menor demora.

Conclusão

Acaso não é sublime esta reflexão sobre o quão urgente é o nosso dever de a todo momento buscar a Cristo Nosso Senhor? O Padre Jean, grande escritor asceta que foi, sem dúvidas entende demais da necessidade de largar tudo em prol da busca por Deus.

Este e muitos outros textos, tão plenamente católicos, podem ser seus! Para tanto, basta participar de nossa campanha editorial O Ano Cristão. Assim que atingirmos 100% da contribuição esperada, os envios dos livros serão iniciados e eles poderão estar em suas mãos o quanto antes!

Por isso, acesse o site da campanha e garanta já a sua edição do Ano Cristão! Nesta primeira parte de nossa campanha, você receberá os três primeiros tomos. Referentes aos meses de Janeiro, Fevereiro e Março, eles serão de indispensável auxílio para a formação da alma e para a educação espiritual de todo seguidor de Cristo!

Compartilhe agora mesmo:

Você vai gostar também:

Para enviar seu comentário, preencha os campos abaixo:

Deixe uma resposta


*


*


Seja o primeiro a comentar!

JUNTE-SE A MAIS DE 100 MIL LEITORES

Entre para nossa lista e receba conteúdos exclusivos e com prioridade