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Que o tempo não se regenera

Tempo de leitura: 5 min

O tempo é um bem que não retorna, não se refaz, não se recupera. O tempo passa e é isso. C’est fini – acabou-se o que era doce. Por isso, urge que saibamos aproveitar o agora, saibamos bem utilizar aquilo que Deus nos deu. Esta reflexão do Padre Jean Croiset nos bem instrui sobre como fazê-lo.

Leitura

A leitura de hoje se encontra no Evangelho de São João, capítulo 12, versículos 35 e 36:

“Jesus respondeu-lhes: “Ainda por um pouco de tempo está a luz convosco. Andai enquanto tendes a luz, para que não vos surpreendam as trevas; quem caminha nas trevas, não sabe onde vai. Enquanto tendes a luz, crede na luz para que sejais filhos da luz.” Jesus disse isto; depois retirou-se e escondeu-se deles.”

Meditação

DO TEMPO PERDIDO

PRIMEIRO PONTO — Considera que não há, nesta vida, perda mais irreparável nem de maior consequência do que a perda do tempo. Perdi uma hora, perdi um dia; já não tem remédio: para sempre ficaram perdidos esta hora, este dia.

Todas as outras perdas têm recurso: perdeu-se a saúde, pode recobrar-se; um roubo, um incêndio, um naufrágio, tem remédio; nos mais falidos negócios sempre resta alguma esperança. O há na perda de uma batalha, na de um pleito, na da honra, numa desgraça.

Já se sabe que no curso da vida temos altos e baixos. O que caiu pode levantar-se; à falta de recursos ordinários e naturais, há os extraordinários e sobrenaturais, podendo fazer só por milagre o que é impossível de outra forma. Só a perda do tempo é sem esperança.

Deus não pode fazer com todo o Seu poder que o dia de ontem não tenha passado, nem que não sejam para ti perdidos tantos anos passados em deleites.

Poderás ainda viver alguns meses. Poderá Deus prolongar-te a vida quanto for de Sua divina vontade. Ele não poderá, contudo, fazer que o tempo passado retorne. Poderás empregar melhor os dias que te faltam, mas não poderás fazer voltar os que perdeste. Compreender-se-á bem a magnitude, a gravidade e as consequências desta perda? Nesses dias mal empregados, quantas graças se perderam que estavam preparadas, destinadas e ligadas precisamente a eles?!

O tempo da conversão

Talvez que desses dias estivesse pendente a graça da nossa conversão, vocação e perseverança! Brilhava então o sol, e agora vai declinando para o anoitecer; tínhamos bastante caminho para andar, agora falta-nos muito e já vai entrando a noite. Está se escondendo aquela luz, sem a qual não se sabe aonde se irá parar.

Já não é tempo de se pôr a caminho; despertou-se muito tarde, e não há mais dia para se ir ao mercado fazer provisão de azeite. Chegará sem dúvida o esposo, quando não estivermos em casa. Aqueles formosos dias de uma florida juventude, aqueles brilhantes anos de uma idade cheia de vigor e de robustez, aquele nobre e melhor quinhão da vida, que se consumiu e decaiu em uma delicada ociosidade, todo esse tempo precioso se nos concedeu precisamente para que fizéssemos nossa viagem.

Paramos para nos entregarmos aos passatempos, aos regalos e às alegres companhias: ao declinar da idade, naqueles dias tristes, nublados e poucos, acompanhados de tantos defeitos, conhece-se que foi demasiada a detenção, e queremos então pôr-nos a caminho, quando só já se devia pensar em arrecadar-se. Pessoas do mundo, mulheres profanas, moços estouvados, que fazeis mal uso dos mais belos dias da vida, aplicai a vós todas estas alegorias e compreendei bem este discurso figurado.

O tempo não se regenera

SEGUNDO PONTO — Considera que não é sensível uma perda da maior consequência, quando é irremediável. Tal é a perda do tempo. E, contudo, sofre-se esta perda com gosto, faz-se rindo, e até mesmo talvez se lamentará muito não a fazer. Mas serão cristãos os que operam desta maneira? Serão sequer racionais? Não será isto uma espécie de loucura? Pelo menos não haverá outra mais lamentável, e que seja seguida de mais cruel, posto que é inútil o arrependimento?

Todo o tempo que se empregou nas jogatinas, nos vãos passatempos, nos espetáculo profanos, é tempo perdido. Tudo o que se gastou em vestir-se, em pentear-se, em refinamentos da vaidade e em seguir servilmente à moda, é tempo perdido: tudo o que se foi em regalos, delicadezas e numa insensível ociosidade, é tempo perdido. Todo o que se consumiu em negócios, em pretensões ditadas principalmente pela cobiça, pela ambição, ou por alguma paixão humana.

[Nota do editor: Obviamente que nós, leigos, podemos nos dedicar a estas indústrias para ter uma boa vida em sociedade. Contudo, de forma alguma podemos fazê-las ser o principal da nossa vida, a regra que rege nossa existência; “Vaidade das vaidades, é tudo vaidade”, assim diz o Sábio.]

O que se desperdiçou em bagatelas, futilidades e puríssimos nadas, tudo isso é tempo perdido, e de tudo nos irá pedir estreita conta aquele Senhor, que somente os concedeu a nós para o aproveitarmos bem, pensando sempre na outra Vida. Oh, Deus, que conta! Que perda! Oh, Deus, que dor!

A falta de sensibilidade à perda do tempo

Perde-se um tempo tão precioso, e perde-se sem remorso; talvez só se sinta não saber em quê perdê-lo. A gente do bom tom, os mais distintos por suas conveniências, classe, dignidades, esses são os que de ordinário o aproveitam pior. Mas na última enfermidade, quando está para se acabar o tempo e se avizinha a Eternidade, então busca-se apressadamente os ministros do Senhor. Recorre-se a trabalhos imediatos; quer-se fazer em alguns instantes, pouco livres, e nos quais o pobre moribundo mal sabe o que faz. Quer-se concluir de súbito aquele grande, aquele espinhoso negócio, para o qual nos havia Deus concedido todo o tempo.

Mas não serão uma espécie de mímica religiosa todas essas devoções forçadas na hora derradeira, todas essas aparências de dor, e todas essas reflexões demasiadamente tardias? Teve-se toda a vida para trabalhar na salvação; não há idade, classe, condição nem estado que nos dispense esta obrigação. Este é o grande, ´´e o único negócio de toda a vida; que pensarão pois na última hora os que agora não pensam n’Ele?

Conheço, Deus meu, a irreparável perda que tenho sofrido, mas já que por Vossa misericórdia me concedeis ainda alguns dias de vida, proponho com Vossa divina graça não perder um instante do tempo.

Garanta já a sua edição!

Percebes, fiel católico, como nós só temos o agora? Temos de saber muito bem viver o tempo que nós foi dado por Deus, pois que cada instante é destinado a buscá-Lo e adorá-Lo.

Esta reflexão é uma perfeita demonstração do grande escritor asceta que foi o Padre Jean Croiset. E você pode ter mais 365 outras em sua casa!

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