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EU QUERO O MEU

Quem como Deus?

Tempo de leitura: 5 min

Que imenso absurdo é o modo como se vive hoje em dia. Amamos mais a criatura, as coisas que passam, que o Criador; buscamo-las mais do que ao nosso Deus e Salvador.

Não é isso, porventura, uma espécie de idolatria? Não é um imenso absurdo e falta de lógica de nossa parte?

Cumpre, portanto, que nos convertamos a Ele o quanto antes, e Ele sem dúvida se converterá a nós também.

Leitura

A leitura de hoje está no Evangelho segundo São Lucas, capítulo 2, versículos de 42 a 52:

“Tendo ele atingido doze anos, subiram a Jerusalém, segundo o costume da festa. Acabados os dias da festa, quando voltavam, ficou o menino Jesus em Jerusalém, sem que os seus pais o percebessem. Pensando que ele estivesse com os seus companheiros de comitiva, andaram caminho de um dia e o buscaram entre os parentes e conhecidos. Mas não o encontrando, voltaram a Jerusalém, à procura dele.

Três dias depois o acharam no templo, sentado no meio dos doutores, ouvindo-os e interrogando-os. Todos os que o ouviam estavam maravilhados da sabedoria de suas respostas. Quando eles o viram, ficaram admirados. E sua mãe disse-lhe: “Meu filho, que nos fizeste?! Eis que teu pai e eu andávamos à tua procura, cheios de aflição”. Respondeu-lhes ele: “Por que me procurá­veis? Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?”. Eles, porém, não compreen­deram o que ele lhes dissera. Em seguida, desceu com eles a Nazaré e lhes era submisso. Sua mãe guardava todas essas coisas no seu coração. E Jesus crescia em estatura, em sabedoria e graça, diante de Deus e dos homens.”

Reflexão

Primeiro ponto – Considera quem é Deus, o que Deus tem feito por ti e o que Deus merece que faças por Ele, e julga depois se há alguma criatura que possa disputar a preferência ao amor de Deus. É Deus soberano Criador, soberano Senhor, que nos criou para si e não podia nos criar para outrem. Nas suas mãos está nossa vida; Ele é o árbitro de nossa sorte; devemos-lhe tudo o que temos: é nosso pai, nosso juiz, nosso rei; d’Ele depende nossa felicidade ou infelicidade eterna. Que dizes a isso? Merecerá esse grande Deus ser, ou não, preferido a todas as criaturas? Teremos outro Senhor a quem devamos contemplar, a quem devamos temer, mais do que a Ele? E, contudo – coisa estranha! –, parece que não há outro a quem menos contemplemos, a quem menos temamos.

Condescende-se não raro com um parente, com um amigo e até com um criado, de quem esperamos algum serviço. Porém ao ver o pouco que se nos dá de agradar a Deus, e o nenhum cuidado em desagradar-lhe e até ofendê-lo, há razões de sobra para se dizer que, na maior parte do tempo, fazemos tanto caso de Deus como se Ele não existisse.

Não são unicamente as posições culminantes, as paixões violentas, as grandes fortunas que fazem inclinar a balança. Quantas vezes um vil interesse, nosso amor-próprio, um ridículo respeito humano pode mais do que nossa obrigação? E não nos envergonhamos de nos vangloriar como homens razoáveis e religiosos!

O abandono de Deus

Oh, meu Deus! Quantas vezes não tenho eu preferido meu gosto, meu interesse, meus amigos a todos os vossos preceitos? Que dor e que vergonha, ver-me na triste precisão de confessar essa verdade! E que importava que eu a simulasse, se minha consciência a publicaria a berros? Não, Senhor, eu não posso desmenti-la; porém, enquanto ela está me acusando, olhai, ouvi, Senhor, o que vos diz meu coração.

Segundo ponto – Considera que injustiça, e mesmo que impiedade, não é preferir a criatura ao Criador. Quem negará que, nesse caso, nosso coração exerce uma espécie de idolatria?

Que indignação, que horror não concebemos contra aqueles pérfidos e ingratos judeus, que preferiram Barrabás ao Salvador do mundo? E que outra coisa fazemos nós? Mas, que digo? Nós fazemos ainda muito pior que os judeus, pois, conhecendo o Senhor, fazendo profissão de o conhecermos, vamos sacrificá-lo a um vil interesse, a um respeito humano.

O quão iníquos somos

Não há sombra de razão que possa justificar tão indigna preferência. Que pais houve mais santos, mais respeitáveis, do que Maria e José? Que filho houve, ou haverá, que respeitasse e amasse tanto seus pais, como o Salvador? Todavia, se se trata da glória de Deus, se se trata de fazer a vontade de seu Pai celestial, Jesus não delibera um momento: separa-se deles, deixa-os partir e retira-se para o templo. Oh! Quantos filhos não há por esse mundo que são desgraçados porque sacrificaram a salvação aos interesses de uma família ou a uma vã condescendência com seus parentes!

“Não sabíeis que devo ocupar-me das coisas de meu Pai?” Eis a resposta que devemos dar a esses tentadores perigosos, importunos e inoportunos, a essas instâncias artificiosas, a essas falsas ternuras da carne e do sangue – em uma palavra, a tudo o que nos induz a preferir a criatura ao Criador, e o prazer à obrigação.

“Não sabíeis?” Na verdade, esse é um dos primeiros princípios de nossa religião. Basta a luz da razão para dar a conhecer a flagrante injustiça dessa indigna preferência. Como? Um Deus em concorrência com a criatura? A fé, o entendimento, a consciência, tudo grita contra essa impiedade. E, todavia, perante nós discute-se essa causa; no tribunal de nosso peito, litiga-se esse pleito:

– Devemos preferir Deus à criatura?

E, geralmente, lavramos a sentença contra Deus.

Senhor! Senhor! Como somos ingratos para convosco! Porém quanta não é vossa bondade em sofrer minhas iniquidades e malícias! Vezes sem conta me tenho preferido a vós. Confesso, Senhor, minha maldade, detesto-a, abomino-a. De hoje em diante, nenhuma coisa vos disputará o lugar em meu coração. Não vos farei jamais o agravo de admitir outra concorrência.

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