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Resenha do livro A Mãe de Santa Terezinha

A Mãe de Santa Terezinha é o título do livro que neste texto apresentamos sua resenha. Esta obra foi escrita pela irmã se Santa Terezinha, Celina Martin, a Irmã Genoveva da Sagrada Face.

Quem escreveu esta obra?

Inicialmente devemos destacar que a restauração de uma sociedade, para que se torne genuinamente cristã, deve contar com exemplos impregnados de fé. Esse precioso livro, intitulado: A mãe de Santa Terezinha do Menino Jesus, foi escrito por uma das irmãs da estimada santa, a irmã Genoveva da Santa Face (Celina Martin).

Sendo assim este livro corresponde a um importante demonstrativo da Misericórdia divina por meio do exemplo de célula familiar em amizade com Deus.

A Santidade do Lar Martin

De acordo com os acontecimentos por nós já conhecidos a glória de Santa Terezinha do Menino Jesus é conforme obriga a nobreza moral de sua ascendência. Assim também sua vida foi o resultado de uma verdadeira linhagem de santidade doméstica.

Desse modo podemos notar como a sua educação que foi cultivada à guisa de ferrenhas provações e transmitida de pais para filhos de tal modo que, tal como um reflexo, também é devolvida da filha santa para os ascendentes santos: o pai e a mãe de Santa Terezinha.

A preciosidade virginal de Terezinha “irradia” também sobre seus venerados pais. Assim, a “Florzinha” é o fruto e a recompensa de santas vidas paterna e materna.

Sobre a leitura

Os primeiros capítulos

À baila do conteúdo inicial, a obra apresenta: A carta de Sua Excelência D. Picaud, bispo de Bayeux e Lisieux, à Irmã Genoveva da Santa Face, do Carmelo de Lisieux; uma “Advertência” das Carmelitas de Lisieux e uma introdução propriamente dita, na pena da própria Irmã Genoveva.

A partir do Capítulo I, intitulado “O retrato moral de minha mãe”, percorre-se a juventude, a vida familiar, o trabalho, o espírito de fé, o amor à Igreja, a caridade e as provações pelas quais passou Zélia Guérin.

Assim também o Capítulo II, “Doença e morte de minha mãe”, percorre o roteiro de padecimento e martírio da santa, a coragem com a qual suportou as suas cruzes e o exemplo cristão até a sua santa morte.

A obra “A Mãe de Santa Terezinha” foi enriquecida com apêndices

Posteriormente nos apêndices do livro encontram-se uma espécie de “coroa de rosas” reservada aos leitores da obra. Deles constam: “Alguns detalhes topográficos” e “Notícia biográfica’’ sobre Irmã Francisca Teresa (Leônia Martin).

Detalhes Topográficos:

A princípio os chamados “detalhes topográficos” explicitam descrições sobre a primeira casa da família Martin e transportam o leitor à rua São Brás. Além disso o seu pequeno e bem cuidado jardim, as características da sepultura de Zélia, os nomes de todos os filhos da família e os memoriais em poemas de Santa Teresinha, dedicados à sua mãe.

Notícia Biográfica

Por outro lado a “Notícia biográfica”, corresponde a uma verdadeira oportunidade de experimentar as delícias do bom Deus na vida de Zélia por meio da história de vida de sua filha, Leônia.

Então neste momento da obra, focaliza-se o papel de educadora da Sra. Martin em uma criança desafiadora que se tornou uma obra-prima de religiosa fervorosa e piedosa. Este cuidadoso agir de Zélia Martin pode servir de estímulo e de modelo para muitas mães cristãs.

Desse modo devem os olhos atentos cuidar precisamente da forma como a Sra. Martin reforma e lapida o caráter difícil da filha Leônia. Feito de choques e de contrastes, compensado, aliás, por um coração de ouro.

Detalhes do quotidiano

Assim deduz-se da obra nítidos demonstrativos de como a educação na casa da família Martin era boa e afetuosa, atenta e esmerada. Zélia repugnava o desperdício e estava sempre preocupada com o luxo e as enganações do mundo.

De tal modo a ocupar-se fervorosamente da tábua de valores das filhas, alertando-as da verdadeira escravidão cujos grilhões estão nas modas. Velava com grande cuidado sobre a alma de sua prole e a menor falta nunca ficava sem repreensão.

Portanto esta piedosa mãe possuíá uma equilibrada combinação de firmeza irredutível e uma docilidade incomparável. Nada poupava ao entrar em jogo a educação e bem espiritual das filhas.

A vida de Zélia Martin

A fé da Mãe de Santa Terezinha a levava a pensar, primeiro, nas almas

Como explicita Irmã Genoveva, a zelosa mãe convidava as filhas a rezar pelos pecadores, pelos moribundos do bairro. Visitava-os, em ocasião oportuna, ajudava-os com seus bens, fazia suavemente com que se voltassem para Deus e chamava o padre à sua cabeceira.

Era, pois, inclinada a exercer a caridade no plano mais imediato: o do socorro diário aos que estão na necessidade, sobretudo a espiritual. De sua alma ardente devorada pelo zelo da salvação dos pecadores, jorrava esta exclamação dolorosa:

“Meu Deus, como é triste uma casa sem religião!

Como é terrível a morte aí!”.

As provações sofridas pela Mãe de Santa Terezinha

De confiança invencível em Deus, Zélia foi sustentada em suas múltiplas provações. Conheceu muitas angústias, doenças graves de seus filhos, a morte de quatro dentre eles. Aceitou tudo com admirável resignação, não obstante a sensibilidade por demais viva que lhe tornava muito penosas estas separações e inquietações.

Da submissão da santa mãe a todas as vontades divinas rejubilava o Coração de Deus e reservavam à família Martin uma magnífica recompensa.

Conclusão do livro A Mãe de Santa Terezinha

Portanto, esse tesouro em forma de livro é um generoso passaporte ao santuário íntimo da família Martin, cuja entrada deve ser movida pelo sentimento de edificar cada um de seus empenhados leitores com os exemplos de uma virtude sólida. O bom Deus fala ao coração de cada um na lição providencial que esse lar oferece.

Finalizamos este texto com um trecho da Irmã Genoveva da Sagrada Face:

“A missão essencial dos pais, colaborando com a obra criadora de Deus, é formar novos eleitos para o Céu, visto que a existência humana não tem outro fim. Felizes os pais e as mães ciosos desse nobre dever e que terão a alegria de reencontrar na eternidade a coroa preciosa de todos os seus filhos. Felizes os pais e as mães ciosos desse nobre dever e que terão a alegria de reencontrar na eternidade a coroa preciosa de todos os seus filhos.”

Texto baseado no livro: A Mãe de Santa Terezinha – Irmã Genoveva da Santa Face

Leia também: É dever dos pais a educação dos filhos

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