Resenha livreto Santa Isabel da Hungria

Vida e obra de Santa Isabel da Hungria – Pia princesa da Caridade

Infância de Santa Isabel da Hungria

A princípio reconhecemos que sobre o duro córtex espiritual da Idade Média, fendida pela graça de Deus, brotou uma das flores mais delicadas da Cristandade: Santa Isabel da Hungria.

Nasceu em Presburgo — hoje Bratislava — no dia 7 de julho de 1207.

Bem como foram seus pais André II, rei da Hungria, e Gertrudes de Merania, assassinada em 1213. Gertrudes era filha de Bertoldo IV, o qual levava em suas veias sangue de Bela I, também rei da Hungria. Assim, a princesinha Isabel veio a ser o mais apreciado florão da estirpe real húngara.

Isabel prometida em casamento

Ainda conforme os costumes da época Isabel tinha sido prometida em sua mais tenra idade a Luís, filho de Germano I, margrave da Turíngia. Este compromisso matrimonial tinha, sem dúvida, a finalidade política de afiançar a aliança de ambos os países contra o rei Felipe de Suávia.

Alem disso um bom dia de primavera — 1213 —, quando os campos se despreguiçavam do gélido sonho invernal, se apresentou no castelo de Posonio uma embaixada turíngia. Chegaram para recolher a prometida de seu príncipe herdeiro.

O rei da Hungria, então no cume do poder e riqueza da dinastia, dotou generosamente a sua filha dizendo aos emissários:

“Saúdo a vosso senhor e rogo se contente de momento com estas pobres prendas, que, se Deus me dá vida, completarei com maiores riquezas”.

E revestindo com palavras tão modestas sua jactanciosa exibição fez tirar um cúmulo de tesouros que deixaram admirados aos emissários. Estes pouco acostumados a tais galas na rude e dura comarca de Turíngia.

À chegada dos embaixadores celebraram-se os desposórios e houve grandes festas populares. Desde então, a terna Isabel e o príncipe, que só tinha 11 anos, se educaram juntos. Candidamente participavam das mesmas brincadeiras e agiam como movidos por um só coração e uma só alma.

Matrimônio de Santa Isabel da Hungria

As núpcias deram-se no ano de 1220, ou seja, ao cumprir Isabel seus treze anos, em Wartburg de Turíngia.

O matrimônio foi inteiramente devotado a Deus, e Luís dava inteira liberdade à esposa em suas práticas religiosas. O bom marido a detia apenas, com toda a amabilidade, quando lhe parecia passar os limites.

Isabel, uma santa esposa!

Amavam-se extremadamente os dois esposos. Achavam tanta felicidade na companhia um do outro, e tal era o atrativo entre ambos, que depois de Nosso Senhor, nada unia mais intimamente essas duas almas.

Esposa exemplar, sempre cumpria com os seus deveres de estado, mas em seu interior repelia os adornos, trajes luxuosos e galanteios que lhe eram constantemente dirigidos na corte. Realizava grandes e discretas obras de misericórdia e fazia penitência frequentemente.

Nas viagens mais curtas, Isabel acompanhava Luís a cavalo, embora houvesse de percorrer caminhos ásperos e perigosos. Nem geadas, neve ou chuva, nem o excessivo calor do verão, nem as estradas inundadas lhe impediam.

E, havendo o Conde, em virtude de seus deveres de soberano, de fazer jornadas longínquas, de sair dos seus Estados sem poder levar a esposa, esta cobria-se de luto, à maneira das viúvas.

– “Ponho adornos”, dizia ela às suas mareiras, “não por vaidade e galanteio – Deus me é testemunha – mas somente pelo amor cristão, a fim de não causar a meu ‘irmão’ (o marido) descontentamento ou mesmo ocasião de pecar. Há de amar somente a mim, por isso lhe devo agradar”.

Pela mesma razão, tratava-o sempre de uma forma que tornava facílimo para ele dedicar à esposa um amor sincero e fiel.

Sofria com sua sogra

Parece que sua sogra, a duquesa viúva Sofia, não olhava a Isabel com bons olhos. Isto talvez porque o cuidado e a caridade sobrenatural com os mais desvalidos eram uma acusação a seu egoísmo ou, simplesmente, porque acreditava que o carinho de Isabel, no coração de Luís, tinha substituído ao seu. Com mais ou menos paixão aproveitava qualquer oportunidade para desvirtuar a Isabel ante os olhos de seu marido.

Dores e cruzes de Isabel

Morte de seu marido

Enquanto o marido foi seu amparo, nada teve que temer a princesa Isabel, mas chegou um dia em que nos ouvidos do príncipe Luís soou como chamada irresistível, o clarim convocando a cruzada em nome de Frederico II.

O nobre coração de Luís acreditou-se, sem dúvida, mais obrigado a dar exemplo e, deixando a sua esposa só, partiu com seus cavaleiros, com o propósito de embarcar-se em Otranto para unir-se à cruzada.

Poucos meses depois, Isabel recebia das mãos de um emissário turíngio, a cruz de seu marido, que tinha morrido vítima de uma epidemia. Deste modo, aos vinte anos — 1227 — a princesa Isabel ficou viúva e desamparada em uma corte estrangeira e hostil, e foi então quando realmente começou seu calvário.

Rejeição da sogra e do cunhado

Seu cunhado Germano, querendo destituir aos filhos de Luís da herança do Ducado, acusou a Isabel de prodigalidade. Realmente ela tinha raspado até o fundo de sua arca para remediar a miséria do povo no temível “ano da fome” que atingira toda a Europa.

Ainda mais as acusações de Germano encontraram eco na corte, e a princesa Isabel, expulsa do palácio, teve que buscar refúgio com seus três filhos e a companhia de duas criadas em Marburgo, a pátria de sua mãe.

Dessa forma em tão difícil situação a socorreram seus tios, a abadessa Mectildis de Kitzingen e o bispo de Bamberg, que já tinha abandonado o projeto que teve de casá-la novamente.

Abraçou a pobreza

Por outro lado o pontífice Gregório IV nomeou a Conrado de Marburgo seu “defensor”. Os bons ofícios que este realizou conseguiram, por fim, que a princesa fosse indenizada com uma importante soma e o direito a umas possessões na vila de Marburgo.

Mas Isabel já nada tinha que a ligasse ao mundo, e solenemente, na igreja dos Frades Menores de Eisenach, renunciou a seus bens, vestiu o hábito cinza da Terceira Ordem e se consagrou inteiramente e por toda a vida a praticar heroicamente a caridade.

Da mesma forma Isabel, firme em seu propósito de dedicar sua vida aos pobres e enfermos, buscando neles ao próprio Jesus Cristo, rejeitou uma e outra vez a chamada de seu pai, o rei da Hungria, que, valendo-se de nobres emissários e até da autoridade episcopal, tratava de convencê-la a regressar a seu país.

Isabel morre aos 24 anos

No entanto, acudiu solícita à chamada de seu Senhor, e aos vinte e quatro anos — no dia 19 de novembro de 1231 — subiu ao céu para receber o prêmio merecido por ter aplicado a água a tantos lábios sedentos, curado tantas feridas ulceradas e consolado tantos corações oprimidos.

Canonização

Após sua morte verificaram-se muitos grandiosos milagres atribuídos à sua intercessão, como a cura de cegos, surdos, leprosos, coxos, paralíticos, etc.

Por tanto houve um grande movimento popular pela sua canonização, o que contribuiu para que o Papa Gregório IX a elevasse sem demora à honra dos altares. Isto ocorreu em tocante cerimônia no dia de Pentecostes, 26 de maio de 1235, apenas três anos após o seu falecimento.

Milagres

Contudo certa manhã, quando Isabel já era viúva, viu, à entrada do hospital que sempre visitava, um menino paralítico deitado à soleira da porta. Além disso o pobre era ainda surdo-mudo, e seus membros eram torcidos e paralisados pelo reumatismo, de sorte que se arrastava sobre pés e mãos como animal. Sua mãe, envergonhada, o havia levado ali na esperança de que a boa Duquesa se compadecesse dele.

Logo que viu o pobrezinho, Isabel contemplou-o, cheia de compaixão, e, inclinando-se sobre ele, perguntou-lhe: “Onde estão teus pais, meu filho? Quem te trouxe para cá?”. O menino olhou-a, naturalmente sem dizer nada.

Assim Isabel, não sabendo que era mudo, imaginou que estivesse possuído do demônio e, penalizada, disse lhe em alta voz:

“Em nome de Nosso Senhor, eu te ordeno, e a quem está em ti, que quebres o silêncio e me digas donde vens”.

Imediatamente, o menino ergueu-se, pôs-se direito e, livre de todos os males. Contou-lhe que nunca ouviu e nem falou até aquele momento, e que havia nascido assim retorcido, da forma como ela o vira.

Oração à Santa Isabel da Hungria

Em Nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo:

Ó Deus, que destes a Santa Isabel da Hungria
reconhecer e venerar o Cristo nos pobres,
concedei-nos, por sua intercessão, servir os
pobres e aflitos com incansável caridade.
Por nosso Senhor Jesus Cristo, vosso Filho,
na unidade do Espírito Santo.

Amém.

Santa Isabel da Hungria, rogai por nós!

Texto baseado na obra: Livreto Santa Isabel da Hungria 

Leia também: Para a esposa insatisfeita

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