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Santa Isabel de Portugal e a viuvez cristã

Tempo de leitura: 3 min

Escrito por caritatem
em 08/07/2021

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No ano de 1271, no berço da realeza, nascia a infanta Isabel, filha de Pedro II, rei de Aragão. Por feliz propósito divino, a educação da bela menina ficou sob o encargo do seu avô deveras católico, Tiago I, que tratou de dirigir eficazmente as medidas de educação de sua neta conforme a vida na fé que ele próprio levava.

 Ainda na flor da idade, Isabel recebeu três pedidos de casamento e o seu pai escolheu em seu nome D. Dinis, herdeiro do trono de Portugal. Coroada rainha de Portugal, Isabel era a marca profunda de contrição, beleza, fervor, sabedoria, diplomacia e misericórdia na corte. Enquanto propugnava a concórdia em tempos de grandes turbulências políticas nas monarquias, praticava a caridade e cumpria os seus deveres de estados, provava o travo de grandes perturbações em seu casamento e sofria com enorme resignação os vergonhosos casos extraconjugais de D. Dinis em um silêncio heroico, paciente e orante. 

Não bastasse, a bondosa Isabel foi caluniada por um cortesão e somente após duras penas pode comprovar, definitivamente, a sua inocência e moral ilibada. Com essa postura elevada, reta, resignada e piedosa, Isabel de Portugal não só educou na fé os próprios filhos quanto os que advieram da infidelidade conjugal do monarca. 

A piedosa rainha não conhecia os prazeres vis do revanchismo e pagava o mal com uma bondade extraordinária. Fundou e sustentava com suas posses o Hospital dos Inocentes, a fim de recolher e cuidar de crianças abandonadas e outras misericordiosas Casas para idosos e doentes. Ergueu o Mosteiro de Santa Clara de Coimbra, o Mosteiro de Almoste e o santuário do Espírito Santo em Alenquer. 

O desvelamento da santidade feminina em Isabel em Portugal está sempre na análise do problema do destino humano e do sofrimento que é inseparável dele, especialmente para as mulheres e mães. “Toda criatura geme”, diz-nos São Paulo; e o gemido mais fecundo dentre as criaturas são os de uma mãe. Com a Cruz, nosso Salvador transfigurou o sofrimento de que ela é o emblema e essa santa rainha soube abraçar o seu próprio madeiro em sua família e em seu povo. 

“Viduas honora quae vere viduce sunt” – honra as viúvas que são verdadeiramente viúvas (1Tm. V. 3). Na viuvez, Isabel de Aragão depositou a coroa real no Altar de São Tiago de Compostela, doou a sua fortuna pessoal para obras de caridade da Igreja e ingressou na Ordem Terceira Franciscana a fim de viver o resto dos seus dias nas obras franciscanas, em orações e mortificações, cuidando pessoalmente dos que padeciam dos piores tipos de enfermidades. 

Este é um retrato fidedigno de tudo o que nos ensina obra A mulher na Escola de Maria em sua parte especial para o exame das mulheres viúvas. Estas, por certo, possuem um belo papel a desempenhar na Igreja: aquele que lhes indica São Paulo, quando, ao fazer o retrato da viúva cristã, a representa aplicada a todas as boas obras, “si omne opus bonum subsecuta est”.  Graças à sua independência, pode mais eficazmente trabalhar para a glória de Deus e para a salvação dos seus irmãos e a rainha portuguesa o fez em grau de excelência. 

Diz-nos ainda M. J. Larfeuil:

“Deus, na sua perfeita bondade, quis que Maria fosse o modelo das mulheres em todas as condições da vida; ela é a rainha das virgens, o modelo das esposas e das mães e é também o modelo das viúvas” e foi na viuvez aos olhos do seu povo que Nossa Senhora viu o Seu Filho Jesus Cristo pendido na Cruz. Não resta dúvidas: a Virgem Santíssima é o modelo seguro para viúvas como a piedosa neta de Tiago I. 

Os súditos de Portugal choraram a morte de sua amabilíssima senhora em julho de 1336 e grande era sua fama de santidade quando sepultada no Mosteiro de Coimbra.  Canonizada pelo papa Urbano VIII, foi declarada padroeira de Portugal e invocada pelo povo lusitano como a “rainha santa da concórdia e da paz”

Oração 

“Ó meu Deus, os meus únicos títulos aos vossos favores, quando aparecer diante de vós, serão as minhas boas obras; ajudai-me, então, a fazer o mais possível a fim de aumentar o mais possível o tesouro dos meus méritos. Assim seja.” – M. J. Larfeuil: A Mulher na Escola de Maria. 

In Corde Iesu 

Editorial Caritatem 

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