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São Boaventura: direção à alma e a conquista da piedade

São Boaventura nasceu em 1221. Com 17 anos entrou na Ordem franciscana, a qual, depois, tanto ilustrou com as suas virtudes e saber. Foi eleito o quarto Ministro Geral da Ordem com apenas 32 anos, a 2 de fevereiro de 1257. Explica-nos as notas biográficas de A vida perfeita e a direção da alma que o agir de São Boaventura foi tão abençoado, tão incisivo foi o seu trabalho no espinhoso cargo, que, se São Francisco foi o fundador, ele merece o nome de organizador da Ordem dos Frades Menores, que amava com as veras de um extremoso filho e que brilhantemente defendeu contra os detratores das Ordens mendicantes.

Entre todas as Obras místicas de São Boaventura é A vida perfeita e a direção da alma a que mais notavelmente o com maior nitidez no-lo mostra abalizado mestre da vida espiritual. É muito pouco extenso este tratado. Seu autor, porém, concretizou nele os princípios básicos sobre os quais deseja levante a alma o edifício da vida espiritual e quem pausadamente a saboreia e estuda, certifica-se que o Doutor Seráfico expõe com mão de mestre, embora sucintamente, como a alma deve haver-se para com Deus e para com o próximo, o que quer dizer nas suas relações mais importantes e graves.

Ordena-nos São Boaventura em sua obra que dirijamos o nosso olhar sobre a lei de Deus que nos manda oferecer ao Altíssimo um coração humilde, ao Piíssimo um coração devoto, ao Santíssimo um coração ilibado: 

“1. Um coração humilde, digo, deves oferecer ao Altíssimo pela reverência no espírito, pela obediência nas obras, pela honra nas palavras e nos atos, observando a regra e doutrina apostólica: Fazei tudo para a glória de Deus. 2. Um coração devoto deves oferecer ao Piíssimo, invocando em orações fervorosas, saboreando doçuras espirituais, dando muitas graças para que tua alma sempre mais a Deus ascenda pelo deserto como uma varinha de fumo composto de aromas de mirra e de incenso. 3. Um coração ilibado deves oferecer ao Esposo santíssimo de maneira que não reine em ti, nem nos sentidos, nem na vontade, nem no afeto, algum prazer em deleites desordenados, desejo de coisas terrenas, nenhum movimento de maldade interna, e assim, livre de toda a mácula de pecado, possas cantar com o salmista: Seja imaculado o meu coração nas tuas justificações para que não seja confundido.” 

Como alcançar tão elevado resultado? São Boaventura apresenta meditações e exercícios perfeitamente harmônicos com as diretrizes presentes na obra A alma de todo Apostolado. A correspondência entre as obras é de tal modo que não é exagero afirmar que devem ser apreciadas juntas, na elevação da alma humana e na apresentação dos meios eficazes e práticas em prol da sua salvação. 

“Ó Caridade infinita, abrasai suas vontades em uma sede ardente da vida interior. Penetrai seus corações com os vossos suaves e poderosos eflúvios e dai-lhes a sentir que, ainda neste mundo, a verdadeira felicidade apenas se encontra nessa vida, imitação e participação da vossa e da do Coração de Jesus no seio do Pai de todas as misericórdias e de todas as ternuras.” – A Alma de todo Apostolado.

In Corde Iesu, 

Editorial Caritatem 

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