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Um sofisma da mocidade

O belo foi feito para ser admirado e em admirá-lo não há mal algum. 

Este princípio vale como dogma para muitos rapazes. Explicam-no de preferência na beleza primaveril das companheiras de cabelos curtos. 

Querem — como afirmam — apreciar o belo; sem malícia, sem outras intenções que o encanto pelas linhas e contornos delicadamente estéticos. 

Olham para as moças que são belas como olhariam para uma linda noite de luar, uma bela praia de mar, uma perfeita estátua ou louçã aurora dos Alpes.

Amigo, há nisso um formidável cochilo de lógica. Um sofisma perigoso. E o motivo? Ei-lo. 

Quando uma coisa é simplesmente bela, preocupa apenas o entendimento; sendo bela e boa, fala também à vontade, ao apetite volitivo. 

Uma noite de luar falará unicamente ao entendimento, e já isso não se dá com uma maçã formosa. Além de formosa, é agradável ao paladar. Desperta, portanto, o apetite. 

Com o luar ninguém mata a fome, e nunca um mortal tomou a lua por queijo e a cobiçou como tal.

Ora, na beleza feminina, uma coisa fala ao entendimento e outra à vontade, aos apetites. 

Justamente o mais violento dos apetites — o sexual — é o endereçado por semelhante beleza de formas. 

Não há, pois, a célebre distância estética entre o objeto e a vontade. 

Um rapaz são e normal nos seus anseios jamais poderá por muito tempo admirar o belo feminino, sem ouvir qualquer latido da paixão. 

Moça, meu rapaz, nunca foi lua no céu, ou simples praia onde as ondas choram ternuras. Tu o sabes muito bem. 

Aplica o ouvido a teu coração. Sabiamente procedeu Alexandre Magno, negando-se a ver as formosas filhas do rei Dario, quando suas prisioneiras. Não queria ser vencido por mulheres, depois de haver vencido exércitos aguerridos!

Há muita observação da vida na frase do santo que diz: “Quando o coração sofre, é porque os olhos olharam demais.” 

Está aí mais uma coisa: o coração não acompanha o tal sofisma da mocidade. Inquieta-se no peito do rapaz, quando seus olhos admiraram, só “por amor à estética”, os exemplares da beleza feminina. 

Nada de erro simplório no assunto. O canto popular é mais fiel na interpretação da alma humana, quando diz:

Tu passavas, menina!
Ergui os olhos para te ver…
Ai! Foi brasa que me queimou.

Leitor, já não foste queimado por alguma brasa? E ainda achas que a brasa seja lua!

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Trecho extraído do livro “Páginas para Rapazes – Vigílias e Alvoradas”, do Padre Geraldo Pires. 

Este livro é composto por reflexões sobre a masculinidade, para serem lidas, uma por vez, nos momentos finais de cada dia. 

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