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Propósito de vida

Qual o meu propósito de vida.

Ter um propósito de vida é ter uma razão de viver, é também um meio de viver uma vida mais ampla e alta. Que o seu propósito seja simples e bem determinado.

Nos grandes transatlânticos, à noite, quando os viajantes se recolherem para descansar, um marinheiro de boa visão sobe ao topo do mastro e depois de recobrir com a vasta planície de água, com voz lenta e prolongada grita: All Right! “Tudo está em ordem”, podem ir descansar tranquilamente. Você também, minha filha, passe alguns momentos a cada noite dedicando-se a dar uma olhada em sua consciência.

Antes de ir para a cama, faça uma pausa na oração da noite, repasse o dia em seu pensamento e se pergunte: All right? Tudo está em ordem?

O que eu fiz hoje? O que eu omiti do que deveria fazer? Eu fiz tudo certo?

O exemplo de Benjamin Franklin

Benjamin Franklin, filho ilustre da América do Norte, o inventor do para-raios, procurava seriamente extirpar até o menor defeito de sua alma. Bem sabia o poder que tem as pequenas coisas sobre nós, e por isso fez uma tabela especial para dar conta, todas as noites, das obras que realizou durante o dia; se alegrava com suas vitórias e deplorava seus defeitos. Ele resumiu as virtudes em treze pontos, dos quais se examinava a cada noite. Eram: a moderação, o silêncio (evitar as palavras ociosas), ordem, decisão, economia, diligência, sinceridade, justiça, sobriedade, pureza, tranquilidade de espírito, pudor, humildade.

Ele foi muito severo consigo mesmo; marcava todos os dias em uma tabela, com cruzes, caso pecasse contra qualquer uma das virtudes.

“Eu ansiava por viver”, escreveu sobre si mesmo, “de maneira que não cometesse nenhum pecado; propus a mim mesmo lutar contra toda a mesquinhez… Porque sabia, ou pelo menos acreditava saber o que é bom e o que é ruim, eu não conseguia entender o porquê de não fazer o bem e evitar o mal”.

Você também não poderia, por alguns anos, colocar em prática esse excelente modo de treinamento reflexivo? Se você achar essa vigilância difícil mediante uma tabela, pelo menos não omita o exame de consciência ligado à oração da noite.

A educação de sua própria alma

Afaste- se do mundo exterior e faça um exame sério de consciência.

Em primeiro lugar, não é necessário dizer que você deve ser inexoravelmente honesta consigo mesma; nós não podemos enganar ninguém tão facilmente como a nós mesmos. O que é que você verá nas profundezas da sua alma?

Muitas vezes verá coisas estranhas. No entanto, caso se atreva a ser sincera consigo mesma, em mais de uma ocasião deverá falar como falou Franklin depois de um sério exame de consciência: “Eu vi chocado que tenho muito mais falhas do que pensava ter; mas, pelo menos, tive a satisfação de ver que elas estão diminuindo. Muitas vezes me senti tentado a deixar a coisa (o exame de consciência); Parecia que essa atitude conscienciosa que eu exigia de mim mesmo era meticulosidade excessiva nas coisas morais. No entanto, continuei o exercício. E embora nunca tenha chegado à perfeição plena ardentemente desejada, e visse quão longe estava dela, não obstante esse esforço serviu para que me tornasse melhor e mais feliz do que havia sido sem ele”.

Você também notará em si mesma, por exemplo, que, devido ao seu temperamento, você fica com raiva muito rapidamente, ou que tende à preguiça, a rir de todos, etc. Bem, não se acalme como tantos outros, dizendo: “É demais. Sou assim; é meu temperamento. Não há como mudar”.

Pouco a pouco! Precisamente aqui começa o trabalho da educação.

A ordem na educação de sua alma

  1. Lute contras as faltas que, com livre arbítrio e com uma mente clara, contra o forte protesto de sua consciência, você geralmente comete.
  2. Caso tenha conseguido colocar ordem nelas, lute contra as precipitações e os menores descuidos.
  3. Se você conseguiu vitória também neste campo, em seguida, aplique-se para superar as fraquezas mais insignificantes.

Conselhos salutares

Não busque uma resposta para esta pergunta: “Que pecados cometi hoje?” Graças a Deus, muitas moças vivem por meses e meses sem nenhum pecado grave. Faça a si mesma, também, perguntas do tipo:

  • Como eu pude ser tão fraca a ponte de, por respeito humano, falar de forma ofensiva sobre o meu amigo?
  • Que boas obras que parei de praticar eu poderia ter feito hoje?
  • Como poderia ter sido mais nobre, mais cortês, mais pontual, mais abnegada, mais compreensiva?

E assim sucessivamente. Em muitas dessas coisas, nem sempre há pecado; mas podem muito bem ser chamadas imperfeição, que podem destruir a harmonia de sua alma.

O bom exame de consciência diário não consiste, portanto, apenas em dar contas das obras do dia, mas sim em descobrir a raiz de cada falha. Não só determinar o mal, mas tentar oferecer também uma resposta a esta pergunta: qual poderia ser a causa de que neste caso eu tenha me comportado assim? Você tem que encontrar as raízes e destruí-las.

Nestas ocasiões você descobrirá coisas interessantes.


Trecho extraído do livro “A moça de caráter”, de Mons. Tihamer Toth

Prática: Reservai todas as noites uns minutos para o exame de consciência.

Que tal ter orientações seguras para a formação do seu caráter? Monsenhor Tihamer Toth elaborou esta obra com orientações destinadas às jovens católicas que, diante da decadência moral, precisam de uma boa formação para enfrentar os elementos contrários à religião na sociedade contemporânea. “A Moça de Caráter” é uma publicação fundamental neste momento, e a sua importância foi constatada pelas mais de 1000 moças que a adquiriram.

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